sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Maxillaria variabilis var. amarela

Mais uma Maxillaria por aqui! Maxillaria variabilis var. amarela



(Considerei um achado, pois este ano a disponibilidade de nativas estava bem fraca. Acontece!!! Vai até a exposição e não se interessa por orquídeas. Chega na banca da associação e não tem nada interessante, dá uma frustação!!!)


Cor e textura fosca, incluindo o labelo
Adquirida numa exposição na semana retrasada, por acaso a vi na bancada na saída do evento! Pequena e discreta entre outras nativas.

Quando não resta muito o que fazer:
1- Pedi para ver os outros vasos e escolhi esta porque tinha duas frentes, o ideal seria 3 frentes numa haste. Comprei pequena porque gosto deste fornecedor e suas orquídeas vão super bem aqui.

2- Passo número dois, fui atrás de chip de côco num fornecedor de substrato, não tinha para vender! Sei que ela gosta dele entre o musgo e cascas finas.

3- Tirei algumas fotos das orquídeas expostas, um e outro público pediram para tirar fotos com as amigas, encontrei alguns amigos. Eba! Fotos e mais fotos.

4- Já entediada, comprei duas Erias asiáticas, uma Habenaria. Este fornecedor sempre tem algumas preciosidades importadas.

5- Aguardar as duas proximas exposições até o final do ano para comprar coisinhas... uma em outubro e outra em novembro.

6- Definitivamente não era o dia! Fui questionar porque não estava recebendo o exemplar da revista da associação. Tiveram mudanças estruturais e não conseguiram apurar o que havia acontecido com a minha assinatura. Mereço!!! Assinatura paga e sem exemplares durante o ano vigente! Pode??? - Apurei que não havia renovado pela assinatura. Rs.

Dica - A jóia da coroa foi ir com minha amiga tomar café expresso e comer um choux recheado com matchá na esquina da Praça da Liberdade. Valeu o evento! Se soubesse teria ficado na exposição em Curitiba, pois vim de lá correndo logo pela manhã pensando na lista de desejos. Aff! Resignação!

(Minha querida amiga doou a sua coleção de Marantas, seus gatos atacaram todas. Aceitei todas e estão monitoradas por aqui. O Zé já veio cheirá-las e esteve quase mordendo suas folhas. Filho sapeca!!! Quis morder a Habernaria tambem)



Veja um pouco sobre a Maxillaria variabilis vermelha no link abaixo
http://www.diariodoorquidofilo.com.br/2016/06/destaque-do-mes-maxillaria-variabilis.html


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Habenaria erichmichelii

Habenaria erichmichelii uma orquídea terrestre. Recomendo tê-la na sua coleção.



Primeiro devo esclarecer que comprei como Habenaria rodocheila no ano passado, mas num fórum americano na internet disseram ser a Habenaria erichmichelii. Muitos até classificaram-a erroneamente como Habenaria rodocheila como variação pink/rosa. Lá vou eu mudar a etiqueta.

Vi um video onde foi classificada como Habenaria rodocheila como variação pink/rosa (mais um engano entre outros) e estava cultivada em perlita. Nele a youtuber dizia que o tamanho da flor fica proporcional ao tamanho e quantidade de flores na haste. Há flores vermelhas, amarelas, laranjas e demais variações, entre elas a rosa/pink. O labelo é colorido, pois há a sépala e as pétalas menores na parte superior da sua flor. Atrás dela há um reservatório longo e comprido de néctar para atrair o seu inseto polinizador.

Desenvolve suas folhas novas e sua haste floral no final do inverno, início da primavera aqui no Brasil, não nativa daqui. Fica sem nada até o ano que vem depois da sua floração.

Muitos posts disseram que a perderam e ser de difícil cultivo! Aqui deixo-a ao relento como as demais terrestres que pude observar na Italia em substrato levemente acído.

(Digo hoje que se fosse começar uma coleção de orquídeas, começaria pelas terrestres! Se voce tem interesse em iniciar o cultivo de orquídeas, faça uma pesquisa e comece pelas terrestres nativas do Brasil e depois para as terrestres no mundo.

Digo isso porque o processo de desenvolvimento delas é cíclico e bem delimitado pelas estações do ano, então o cuidado com rega e insolação, aeração, substrato fica bem delimitado e não estressante como algumas micro-orquideas, por exemplo.

Aqui me desfiz de muitas terrestres, doei uma a uma por não entender este ciclo anual de inverno-verão ou outono-primavera. Hoje percebi que foi imaturidade na orquidofilia. Ansiedade de ter vegetativo e floração o ano todo.

Há inúmeras terrestres que dão o ar da graça e literalmente somem do olhar quando o tubérculo fica hibernando no solo sem nenhuma parte vegetativa  acima do solo. Considero isto um processo único, talvez interessante e bem desenvolvido destas terrestres.)

Dica de cultivo- suspenda a rega quando o vegetativo dela for embora, mantenha-a no sol e vento, nunca deixe o substrato encharcado por muitos dias. Prefere subtrato mais seco e de drenagem rápida. Aqui quando suas folhas comecam a surgir, adubo bastante com húmus e chorume da compostagem caseira com minhocas californianas até a sua haste floral for embora.

Outra dica- enquanto tirava  fotos para a publicação, descuidei e o Zé, o gato caçula comeu suas folhas!!! Fique esperto com os seus bichanos curiosos e vorazes. Rs. Ou bichanos ciumentos! Rs.

Mais uma dica- gostou e comprou, pronto! Se foi caro o que pediram aqui, ningüém vai até outro continente pegar um avião e voltar com uma orquídea que tem apenas uma semana para dar flores. Compre e pague, aprenda a cultivá-la bem!





sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Christensonella ou Maxillaria mosenii ou madida

Maxillaria madida Lindl. 1838;

Sinônimos: Christensonella cepula (Rchb.f.) S. Koehler 2007; Christensonella madida ( Lindl. ) Szlach. , Mytnik , Górniak & Miszek 2006; Maxillaria cepula Rchb.f. 1855; Maxillaria crassifolia Lindl. 1872; Maxillaria echinochila Kraenzl. 1920; Maxillaria hatschbachii Schlechter 1926; Maxillaria madida var cepula [Rchb.f] Hoehne 1952; Maxillaria madida var. monophylla Cogn. 1907; Maxillaria madida var pallida [Klinge] Cogn. 1904 Maxillaria mosenii var. hatschbachii (Schltr.) Hoehne 1947; Maxillaria mosenii var. echinochila (Kraenzl.) Hoehne 1947;




Nativa de Minas Gerais, Brasil.

A peculiaridade desta orquídea é ter a sua flor exalando um cheiro de melão irresistível por mais que 15 dias. Se não fosse isto ela teria passado desapercebida no Brasiliana.



Ganhei esta touceirinha de uma amiga no início da orquidofilia e ela se desenvolveu muito bem entre todas as Maxillarias que morreram por aqui, umas afogadas no substrato constantemente encharcado, outras nem entendi como. Hoje sei que elas têm raízes finas e gostam de substrato seco com vaso de drenagem rápida. Na época nem fazia idéia o que as agradava ou necessitavam para a sua sobrevivência.

Se me perguntarem, não troco, não corto mudas/frentes desta lindinha e das demais. A intenção é formar uma única touceira enorme ou até onde houver espaço entre as demais. Rs.

Duas flores é muito pouco! Fazer o quê, se souber me diga...rs.



Outra coisa, se continua como Maxillaria ou foi para Christensonella, seja qual denominação botânica atual, anotei tudo na etiqueta dela, sempre vai e volta. Rs. 


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Dendrobium anceps

Ah orquidófilo!

Geralmente os dendrobiums são bem floridos e exuberantes, mas o escolhido de hoje não é bem assim.

O Dendrobium anceps veio para o Brasiliana em 2018. Comprado numa banca da associação responsável pela exposição, exemplar bem conservado e maravilhoso! Sem flores.

Eu havia comprado um exemplar bem inferior em 2017 e considerei de crescimento lento, por isso a decisão de compra por um outro adulto bem formado.
2017 bem pequeno

O maior, ajeitei-o num cachepot de peroba para acomodar as suas raízes aéreas e finas. Escolhi um local com iluminação abundante abaixo do plástico agrícola.




Aqui esta a sua primeira floração! Sem palavras e muita fé! O lado bom, sobreviveu e se adaptou aqui.
Única flor na face inferior

Desafio para a próxima floração, expo-lo ao sol fraco da manhã para ver se aumenta o número de flores.

Haja paciência! Não vou me desfazer do exemplar não! Rs.