sexta-feira, 31 de maio de 2019

Mycaranthes stricta ou Eria stricta

Seja qual sinônimo ela tiver, este exemplar é muito singular! Uma tchuchuca!

Talvez seja o exemplar mais singular da minha coleção. Digo isso porque ganhei ela de uma colecionadora de micro-orquídeas logo no início da orquidofilia.

Replantei duas vezes, a touceira vem crescendo bem e está bem saudável, entrentanto as flores nao abrem e nunca abriram, este foi o motivo de eu ter ganho da colecionadora experiente. Pode aparecer várias hastes médias e longas, mas nunca vi uma minúscula flor aberta. Pasmem! Vi várias fotos na internet e sonho que um dia este exemplar possa ser fotografado com uma flor aberta.


Cheguei a pensar em me desfazer dela, mas sempre reconsidero e a mantenho sob cuidados bem atenciosos querendo ter fé e acreditando que sua touceira maior fará o meu desejo se realizar. Rs.

Dois anos atrás deu uma muda lateral.

Estou apelando para a parcimonia e paciência. A orquidofilia faz desenvolvermos estas virtudes. É claro que se eu encontrar um exemplar à venda com flores abertas, comprarei! Quem sabe alivie a frustação por aqui. Rs.

Dica - quando o frio e a estiagem é alta, suas hastes vem pequenas, entao não descuide dela nestes dois requisitos no meio do inverno quando a sua floração desponta.


sexta-feira, 24 de maio de 2019

Acianthera pubescens

Florida em pleno inverno, uma nativa brasileira bem popular por suas manchas nas folhas.




Há algumas que possuem estas manchas sem ser vírus. De qualquer modo sempre esterizo a tesoura na manutenção das pequenas.

Singular e de vegetativo atraente! Recomendo tê-la, bem agradável no crescimento fixado na casca de peroba e substrato misto.


Há um cuidado especial no cultivo dela - ter umidade relativa do ar alta e não faltar rega regular dágua porque ela não possui pseudobulbo para reservar nutrientes e água.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Acianthera binotti


Considerei esta espécie na minha lista de desejos por muitos anos! Soube ser nativa do Espirito Santo e quando lá estive nem vi rastro dela nos orquidários da região. Havia visto um desenho botânico dela e publicações no grupo de orquidófilos na web.

Minha curiosidade em relação a ela veio por saber do tamanho enorme do seu vegetativo em relação as demais Aciantheras, antigamente denominadas Pleurothallis.

Bingo! Fui num orquidário de Jundiai que considero bem conceituado e tradicional e lá estava ela linda e formosa sem flores! Quase chorei de emoção quando ela floriu neste ano! Veio com força e com várias hastes. Uma belezura!

Recomendo tê-la na sua coleção! Seu vegetativo é vistoso e suas flores um encanto!

Não dá pulgão ou cochonilha! Incrível! O que diferencia das demais Aciantheras...

Ainda não a replantei. Quando o musgo estiver ruim devo fazê-lo com o maior cuidado porque não esta fixada em madeira alguma.

Bom cultivo!



sexta-feira, 10 de maio de 2019

Cattleya Old Whitey e demais

Fui em busca de orquídeas para ilustrar e encontrei este lote muito bem escolhido por um produtor tradicional. Cheio de híbridos tradicionais e belos, trouxe-as para a escolha de apenas uma.

Cada aluna ficou com uma e nem restou uma Cattleya por aqui.

Soube que a Cattleya Old Whitey é o símbolo para os Dias das Mães em São Paulo, não duvidei. Muito bonita na forma, overlap das pétalas e textura do labelo e sépalas.

No fim, não ilustrei nenhuma. Acredite!

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Bulbophyllum careyanum

Hoje falaremos do Bulbophyllum careyanum, orquídea de fácil cultivo nos cachepots de madeira ou vaso ou pratos cerâmicos ou de plástico baixos e furados.

Planta com até 20 cm de altura.
Cacho com média de 5 cm a 15 cm de diâmetro com inúmeras flores pequenas e interessantes.
Claridade sob plástico agrícola e sol fraco pela manhã.
Época de Floração no início do inverno.
Tempo de Floração: 7 dias sem molhar suas pequenas flores
Sem folhagem caduca.
Umidade no Ambiente: Média - Alta

Substrato: Cultivo em substrato misto de casca, carvão e cöco, porém acrescentei musgo  chileno quando as temperaturas se elevaram com a estiagem no início do outono deste ano para reter um pouco mais a umidade.

Há um porém, o peso do cachepot de peroba mais o exemplar se torna excessivo em relação aos demais vasos. Requer um cuidado na estrutura para pendurá-los, assim como os demais que possuem pseudobulbos médios e grandes. Aqui alternei os Bulbophyllums para não sobrecarregar o pergolado de madeira.



Lá vem a mania de colecionador - tem um exemplar laranja e outro exemplar com flores vermelhas, qual o problema? - Rs. Cada um tem a sua floração num período diferenciado. O vermelho veio com uma haste floral e o laranja apresentou várias hastes como se o vegetativo dele crescesse muito mais. Estou observando o seu crescimento. A haste do laranja é maior e do vermelho bem menor.




Recomendo os dois, é claro!