sexta-feira, 26 de abril de 2019

Dendrochilum wenzelii

Dendrochilum wenzelii!


Estava com esta referencia de uma exposicao. Havia achado interessante, porem nao havia interesse em te-la no colecao Brasiliana.

O amigo Joselio Durigan a indicou para constar na Colecao entre uma aula e outra com a mestra ilustradora botanica Diana Carneiro em Curitiba/PR.


Aguardei dois anos, primeiro reenvasei num vaso ceramico sem furos laterais e profundidade relativamente alta com substrato misto de esfagno, pinus e carvao. Soube nao gostar de ficar com as raizes encharcadas por muito tempo.

Desloquei para um local junto com Neofinetia e Maxillarias e foi bem! Vejam a sua primeira floracao. Amei!!!!

Recomendo te-la com as suas orquideas.

Agora se me perguntar se e vermelha ou laranja, diria que laranja! Vou atras do vermelho. Rs.

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Maxillaria camaridii alba

Nunca diga nao! Acredite no seu aprendizado e no cultivo de suas orquideas!

Comeco este post dizendo isto porque a boca paga, nao e mesmo

Aqui no Brasiliana sempre fui mal sucedida com as Maxillarias! Morriam de baciada apesar de inumeras tentativas de cultiva-las. Hoje sei que todas vieram em substrato nao recomendavel, ganhadas por uma colecionadora de microorquideas nativas.

Este exemplar e demais que permanecem na colecao mudaram a minha opiniao a respeito deste genero e estou admirada pela sua beleza natural com as nativas que possuo aqui. A maioria possui um perfume caracteristico e cores bem caracteristicas.

Esta maxillaria camaridii alba tem um apelo numerico de flores, duracao elevada acima da media e nao abre totalmente. Um encanto! Ja tive outra que sua flor abria bem, mas em menor numero e durava uns 2 dias no maximo.


Estou aqui idealizando uma touceira e tanto! Somente o tempo pode resolver isto, enquanto isto a cada ano fico bem feliz com a sua floracao e desenvolvimento no substrato misto e local com luz bem expandida durante um bom tempo no dia, ventilacao constante e forte.

Nao e um exemplar para a exposicao, mas e um encanto na colecao de nativas do Brasil e America Central! Basta! Diria que e uma tchuchuca entre outras.

Recomendo ter ambas albas porque sao bem diferentes uma da outra.

Ambas possuem o rizoma curvilineo, duas folhas estreitas na extremidade do pseudobulbo como a maioria das Maxillarias.

sexta-feira, 12 de abril de 2019

Scuticaria hadwenii

Scuticaria hadwenii ou S. dodgsonii Rchb.f. 1881 ou Bifrenaria hadwenii Lindl. 1851

Assim descrita no Wikipedia, veja o link https://pt.wikipedia.org/wiki/Scuticaria_hadwenii
Devo confessar que nao fazia ideia da dificuldade de cultivo. Veio num toco de madeira tipo salsao do campo e quando a casca deste se desfez, coloquei a touceira toda dentro do no de pinho que havia ganhado de um amigo.
Mudei de local para lugar com sol direto pela manha, cerca de duas horas no maximo e esta indo bem. Todo ano tem dado flor, entretanto nao visualizo como aumentar o numero de flores. Vejo como algo pretensioso neste estagio onde o seu vegetativo tem se desenvolvido bem.

Seria um exemplar dificil de participar de exposicao porque nao da muitas flores! Afinal, vegetativo lindo sem flor, ninguem se interessa.




Sempre ha pontos de melhoria no cultivo! O fato do exemplar ter sobrevivido ja e um grande passo. Muitos perdem os seus exemplares apos a sua aquisicao. Aqui mesmo acabei de perder uma Neofinetia falcada em menos de um ano de sua aquisicao, acredite!!! Eu ainda estou pasma! Rs. - Nao tenho a menor ideia do que pode ter acontecido ou como poderia evitar perde-la. De uma hora para outra secou de uma so vez, sem indicios que nao estava bem.

Aprendizado - Observe e observe sempre. Corrija logo, seja substrato ou local.

Retomei os artigos neste blog. Fiquei ausente pelas demandas daqui. Acompanhe as floridas no inicio e durante o inverno.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Orchis papilionacea ou Anacamptis papilionacea - Orquidea terrestre do Mediterraneo



Orchis ou Anacamptis papilionacea é o detaque de hoje!
Visitando a Itália fiquei hospedada numa casa de oração numa das cidades visitadas. Lá fui conhecer o jardim e reconhecer algumas árvores nativas da Europa e entender o que havia lido sobre elas no livro A vida secreta das arvores - Peter Wohlleben.


Vi várias flores e um jardim extremamente bem cuidado pelas responsáveis.
Apreciei pedaços de cactos que se parecem com kiwi na textura e sabor oferecidos pela anfitreã. Vi eucaliptos nativos da Australia e que foram plantados no terreno, idem aqui e em qualquer lugar do mundo (Consideram o eucalipto o responsável pelo incêndio em Portugal em 2016 após ser atingido por um raio, sua explosão com o vento forte haveria se propagado o fogo rapidamente no seu entorno). Vi castanheiras antigas e nativas que preservam a umidade e a água no solo.

Percorrendo o jardim fiquei encantada com as flores rasteiras como a da foto acima. De repente vi uma cor de rosa com vinho e um labelo escandaloso para o tamanho da flor! Olhei cuidadosamente e desconfiei ser uma orquídea terrestre nativa da região. Pesquisei e nada. Dai ocorreu a idéia de tirar uma foto e enviar para um aplicativo de reconhecimento botânico denominado PlantSnap. Bingo! Possivel identificação para Orchis papilionacea. Pesquisando mais no Google soube ser nativa do Mediterrâneo e adora solo levemente ácido. Floração prevista para fevereiro, mas estavamos em março e as flores começavam a abrir naquela semana onde a temperatura começara a subir dois graus por semana.
Duas reflexões que ainda estou pesquisando

1- solo levemente ácido significa perto da sombra de um pinheiro onde elas estavam em grande número fora da projeção da copa.
2- o fato de ter tido um inverno intenso, retardou a sua floração em um mês e a razão da temperatura estar se elevando suas hastes florais despertaram rapidamente.

3- sem nenhuma pretensão de encontrar orquídeas durante a viagem, foi um presente inusitado conhecer o habitat da Orchis papilionacea!

Estando no seu habitat e vendo como ela desperta, posso modificar a localização e o cultivo das minhas terrestres da coleção Brasiliana. Por exemplo expondo-as mais ao sol, vento forte e subtrato mais compactado e levemente ácido. Toleram grande variação de temperatura e não toleram solo muito úmido ou retenção de água.

Dica - farei uma longa pesquisa de todas as terrestres que possuo na Brasiliana e revisarei substrato com a localização delas por aqui.

Bom cultivo das terrestres do Mediterrâneo e do mundo!