sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Zero lixo

Isso mesmo orquidófilo e minimalista - lixo zero!

Vamos dizer que é uma meta bem ousada e quase impossível para quem coleciona orquídeas, frutíferas em vaso, possui jardim descoberto e outras coleção  de plantas, não é mesmo? Tem os animais domésticos que habitam os espaços conosco.

Este tema surgiu numa visita a casa protótipo do Instituto de Tecnologia em Chicago. Casa autosuficiente em energia e geração  de insumos para os seus moradores. Foi daí que adquiri para valer as minhocas californianas e o kit de compostagem vertical. 

Além de móveis reciclados, energia renovável para o fogão, chuveiro e lareira, vidros acústicos e telhado com utilização da água de chuva para o jardim e bacia sanitária, tudo bem possível para o consumo doméstico tico e com o custo de investimento muito acessível.

Esta realidade tem modificado o modo de viver em casas menores (tiny houses) cujo investimento e deslocamento seja para servir os seus moradores a terem a experiência no campo ou com o menor consumo em seus lares e mais tempo para investirem em experiências pelo mundo. Ou seja, o importante é ser e não ter.

O que parecia uma tendência após a crise econômica em 2008/2009 hoje tem se demonstrado num movimento forte nos Estados Unidos e na Europa. Quem se endividou, não repetirá mais o modelo de viver e de consumo. Talvez por isso o movimento minimalista tenha ganhado tanta força no mundo.

Dentro deste processo de conscientização do Ser no planeta, há muitos que objetivaram a eliminação de lixo, melhor dizendo, produzindo a menor quantidade de lixo possível. Sacolas reciclavéis, embalagens retornáveis, descarte mínimo de lixo, produção  mínima para consumo de embalagens, plásticos e vidro, etc.

Agora vindo para o universo da orquidofilia e seu dia a dica. Tudo pode ser reaproveitado: caixas de papelão, caixas de madeira para transporte de vasos, plásticos dos sacos de substratos ou de ração de animais podem servir para plantio de batata e ter sua vida prolongada, sacos plásticos ou bolha podem ser isolantes térmicos em vasos cerâmicos, isopor picado serve para drenar o fundo dos vasos em geral, substratos velhos poderão ir para o jardim ou para a composteira de minhoca, tudo que for vegetal poderá ir para as minhocas. 

Roupas, carros, bicicletas, patinetes, etc poderão ser compartilhados ou remunerados pelo tempo de consumo. Espaço  de trabalho e serviço de transporte por quê investir na aquisição destes itens de consumo? 


Agora, compartilhar orquídeas, abelhas, gatos, família!!!! 

- Nem pensar, certo?

Ah! Tem a troca de corte da orquídea nos grupos do Facebook. Rs.

Tem também cafeterias no Japão, Inglaterra e Estados Unidos da América onde os gatos dos donos fazem companhia aos clientes enquanto tomam café. Se a moda vêm para o Brasil...rs. Já tenho a cafeteira elétrica e 4 quatro gatos, dá para o início, não é mesmo?





sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Avaliação geral no início da primavera

Primavera chegando, momento de reflexão para pontos de melhoria.


Semana passada todos os exemplares foram revisados, podados, substratos e tudo mais ajustados.

Foram separadas mudas e cortes dos exemplares principais para que o seu desenvolvimento seja mais interessante.

Ainda na semana passada foi replantada uma nova muda de mirtilo e temperos em vaso.

Observei que havia um fungo oídio nos pés de limão siciliano e no limão cravo, pesquisando vi que o leite integral aplicado em diluição com água (1:10) poderá eliminar este vírus. Lá fui eu buscar um 1l de leite integral no supermercado e aplicá-lo nos pés de limões.

Observações gerais:

1- Reparar o encanamento de entrada da água acionando o seguro residencial.
2- Reforçar a estrutura de madeira do pergolado lateral.
3- Reparar o sistema de irrigação automática.
4- Comprar outro pulverizador, o conserto do antigo não resolveu o vazamento interno...

Tempo estimado destes serviços - duas pessoas, um dia de trabalho.

Bora lá resolver tudo!

Ah, dois vasos caíram no chão. Vai saber o que pode ter acontecido...






sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Maxillaria variabilis var. amarela

Mais uma Maxillaria por aqui! Maxillaria variabilis var. amarela



(Considerei um achado, pois este ano a disponibilidade de nativas estava bem fraca. Acontece!!! Vai até a exposição e não se interessa por orquídeas. Chega na banca da associação e não tem nada interessante, dá uma frustação!!!)


Cor e textura fosca, incluindo o labelo
Adquirida numa exposição na semana retrasada, por acaso a vi na bancada na saída do evento! Pequena e discreta entre outras nativas.

Quando não resta muito o que fazer:
1- Pedi para ver os outros vasos e escolhi esta porque tinha duas frentes, o ideal seria 3 frentes numa haste. Comprei pequena porque gosto deste fornecedor e suas orquídeas vão super bem aqui.

2- Passo número dois, fui atrás de chip de côco num fornecedor de substrato, não tinha para vender! Sei que ela gosta dele entre o musgo e cascas finas.

3- Tirei algumas fotos das orquídeas expostas, um e outro público pediram para tirar fotos com as amigas, encontrei alguns amigos. Eba! Fotos e mais fotos.

4- Já entediada, comprei duas Erias asiáticas, uma Habenaria. Este fornecedor sempre tem algumas preciosidades importadas.

5- Aguardar as duas proximas exposições até o final do ano para comprar coisinhas... uma em outubro e outra em novembro.

6- Definitivamente não era o dia! Fui questionar porque não estava recebendo o exemplar da revista da associação. Tiveram mudanças estruturais e não conseguiram apurar o que havia acontecido com a minha assinatura. Mereço!!! Assinatura paga e sem exemplares durante o ano vigente! Pode??? - Apurei que não havia renovado pela assinatura. Rs.

Dica - A jóia da coroa foi ir com minha amiga tomar café expresso e comer um choux recheado com matchá na esquina da Praça da Liberdade. Valeu o evento! Se soubesse teria ficado na exposição em Curitiba, pois vim de lá correndo logo pela manhã pensando na lista de desejos. Aff! Resignação!

(Minha querida amiga doou a sua coleção de Marantas, seus gatos atacaram todas. Aceitei todas e estão monitoradas por aqui. O Zé já veio cheirá-las e esteve quase mordendo suas folhas. Filho sapeca!!! Quis morder a Habernaria tambem)



Veja um pouco sobre a Maxillaria variabilis vermelha no link abaixo
http://www.diariodoorquidofilo.com.br/2016/06/destaque-do-mes-maxillaria-variabilis.html


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Habenaria erichmichelii

Habenaria erichmichelii uma orquídea terrestre. Recomendo tê-la na sua coleção.



Primeiro devo esclarecer que comprei como Habenaria rodocheila no ano passado, mas num fórum americano na internet disseram ser a Habenaria erichmichelii. Muitos até classificaram-a erroneamente como Habenaria rodocheila como variação pink/rosa. Lá vou eu mudar a etiqueta.

Vi um video onde foi classificada como Habenaria rodocheila como variação pink/rosa (mais um engano entre outros) e estava cultivada em perlita. Nele a youtuber dizia que o tamanho da flor fica proporcional ao tamanho e quantidade de flores na haste. Há flores vermelhas, amarelas, laranjas e demais variações, entre elas a rosa/pink. O labelo é colorido, pois há a sépala e as pétalas menores na parte superior da sua flor. Atrás dela há um reservatório longo e comprido de néctar para atrair o seu inseto polinizador.

Desenvolve suas folhas novas e sua haste floral no final do inverno, início da primavera aqui no Brasil, não nativa daqui. Fica sem nada até o ano que vem depois da sua floração.

Muitos posts disseram que a perderam e ser de difícil cultivo! Aqui deixo-a ao relento como as demais terrestres que pude observar na Italia em substrato levemente acído.

(Digo hoje que se fosse começar uma coleção de orquídeas, começaria pelas terrestres! Se voce tem interesse em iniciar o cultivo de orquídeas, faça uma pesquisa e comece pelas terrestres nativas do Brasil e depois para as terrestres no mundo.

Digo isso porque o processo de desenvolvimento delas é cíclico e bem delimitado pelas estações do ano, então o cuidado com rega e insolação, aeração, substrato fica bem delimitado e não estressante como algumas micro-orquideas, por exemplo.

Aqui me desfiz de muitas terrestres, doei uma a uma por não entender este ciclo anual de inverno-verão ou outono-primavera. Hoje percebi que foi imaturidade na orquidofilia. Ansiedade de ter vegetativo e floração o ano todo.

Há inúmeras terrestres que dão o ar da graça e literalmente somem do olhar quando o tubérculo fica hibernando no solo sem nenhuma parte vegetativa  acima do solo. Considero isto um processo único, talvez interessante e bem desenvolvido destas terrestres.)

Dica de cultivo- suspenda a rega quando o vegetativo dela for embora, mantenha-a no sol e vento, nunca deixe o substrato encharcado por muitos dias. Prefere subtrato mais seco e de drenagem rápida. Aqui quando suas folhas comecam a surgir, adubo bastante com húmus e chorume da compostagem caseira com minhocas californianas até a sua haste floral for embora.

Outra dica- enquanto tirava  fotos para a publicação, descuidei e o Zé, o gato caçula comeu suas folhas!!! Fique esperto com os seus bichanos curiosos e vorazes. Rs. Ou bichanos ciumentos! Rs.

Mais uma dica- gostou e comprou, pronto! Se foi caro o que pediram aqui, ningüém vai até outro continente pegar um avião e voltar com uma orquídea que tem apenas uma semana para dar flores. Compre e pague, aprenda a cultivá-la bem!





sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Christensonella ou Maxillaria mosenii ou madida

Maxillaria madida Lindl. 1838;

Sinônimos: Christensonella cepula (Rchb.f.) S. Koehler 2007; Christensonella madida ( Lindl. ) Szlach. , Mytnik , Górniak & Miszek 2006; Maxillaria cepula Rchb.f. 1855; Maxillaria crassifolia Lindl. 1872; Maxillaria echinochila Kraenzl. 1920; Maxillaria hatschbachii Schlechter 1926; Maxillaria madida var cepula [Rchb.f] Hoehne 1952; Maxillaria madida var. monophylla Cogn. 1907; Maxillaria madida var pallida [Klinge] Cogn. 1904 Maxillaria mosenii var. hatschbachii (Schltr.) Hoehne 1947; Maxillaria mosenii var. echinochila (Kraenzl.) Hoehne 1947;




Nativa de Minas Gerais, Brasil.

A peculiaridade desta orquídea é ter a sua flor exalando um cheiro de melão irresistível por mais que 15 dias. Se não fosse isto ela teria passado desapercebida no Brasiliana.



Ganhei esta touceirinha de uma amiga no início da orquidofilia e ela se desenvolveu muito bem entre todas as Maxillarias que morreram por aqui, umas afogadas no substrato constantemente encharcado, outras nem entendi como. Hoje sei que elas têm raízes finas e gostam de substrato seco com vaso de drenagem rápida. Na época nem fazia idéia o que as agradava ou necessitavam para a sua sobrevivência.

Se me perguntarem, não troco, não corto mudas/frentes desta lindinha e das demais. A intenção é formar uma única touceira enorme ou até onde houver espaço entre as demais. Rs.

Duas flores é muito pouco! Fazer o quê, se souber me diga...rs.



Outra coisa, se continua como Maxillaria ou foi para Christensonella, seja qual denominação botânica atual, anotei tudo na etiqueta dela, sempre vai e volta. Rs. 


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Dendrobium anceps

Ah orquidófilo!

Geralmente os dendrobiums são bem floridos e exuberantes, mas o escolhido de hoje não é bem assim.

O Dendrobium anceps veio para o Brasiliana em 2018. Comprado numa banca da associação responsável pela exposição, exemplar bem conservado e maravilhoso! Sem flores.

Eu havia comprado um exemplar bem inferior em 2017 e considerei de crescimento lento, por isso a decisão de compra por um outro adulto bem formado.
2017 bem pequeno

O maior, ajeitei-o num cachepot de peroba para acomodar as suas raízes aéreas e finas. Escolhi um local com iluminação abundante abaixo do plástico agrícola.




Aqui esta a sua primeira floração! Sem palavras e muita fé! O lado bom, sobreviveu e se adaptou aqui.
Única flor na face inferior

Desafio para a próxima floração, expo-lo ao sol fraco da manhã para ver se aumenta o número de flores.

Haja paciência! Não vou me desfazer do exemplar não! Rs.


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Pabstiella mirabilis

Pabstiela mirabilis colega orquidófilo.




Inseri o cachepot de madeira onde veio num vaso cerâmico e completei com substrato misto carvão, cascas e musgo

Branca e pequena! Mais uma que recomendo tê-la na sua coleção. Nativa do Brasil especificamente na Serra do Mar paranaense.

Conheci esta espécie no início da orquidofilia! Ganhei uma muda de uma orquidófila de mão cheia para as micro-orquideas nativas. Aprendi muito com ela e devo a paixão pelas pequenas por ter ido inúmeras vezes visitá-la e ver a sua coleção florida durante várias estações do ano! Gratidão!

Linda de morrer! Irresistível. Vejo fotos de uma cultivadora em Ponta Grossa, ah, a do Brasiliana nem chega aos pés dos exemplares fabulosos que ela posta!

Super delicada com haste fina e folha curta, logo no final do inverno para o início da primavera ela vem com força e surgem inúmeras flores brancas em várias hastes florais. Sem perfume para nós humanos.

Esta é a segunda que tenho aqui. Nem preciso mencionar o que aconteceu com o presente no início do cultivo. Rs.

Esta comprei num orquidário comercial em Curitiba. Exemplar difícil de ser comercializado nas exposições e orquidários comerciais.

Bom cultivo de suas nativas paranaenses!




sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Tempos estranhos

Ola orquidófilo,

Queria trazer boas notícias, mas tudo está estranho.

O orquidário do bairro fechou, o outro orquidário maior noutro bairro vizinho diminui e se mudou e voltou menor para o antigo imóvel. Algo está acontecendo e fica difícil não perceber mudanças no nosso dia a dia.

Tenho estoque de vasos cerâmicos, placas de madeira, pendurais, etiquetas, substratos diversos, etc. Mas gostaria que tudo fluísse sem depender das exposições com datas e nos finais de semana.

Noutro dia fui num petcenter e havia um Ludisia discolor por 18 reais!!! Nem dava um dedo mindinho de comprimento! Veja abaixo a historia da minha planta.

http://www.diariodoorquidofilo.com.br/2018/11/ludisia-discolor.htmlhttp://www.diariodoorquidofilo.com.br/2018/11/ludisia-discolor.html

Por aí vai a minha percepção da realidade brasileira, daí comecei a estudar finanças e fundos imobiliários para aprender e conhecer um pouco do mercado financeiro, inflação, gestores, investimentos, composição e oferta/demanda de tudo que trata do segmento fundo tijolo como é conhecido.

Enquanto estudo e conheço demais companheiros na jornada, acompanho a terceira onda de frio neste inverno e não vejo a hora de começar a adubar as orquídeas por aqui, trocar substrato, etc. Haja passividade nisto tudo!

Bom cultivo de experiências enriquecedoras!

Para alegrar um pouco a sua vida - Mediocalcar decoratum de fácil cultivo!
http://www.diariodoorquidofilo.com.br/2018/07/mediocalcar-decoratum.html
Florida neste final de inverno - 2019

Flores abertas com ate 15 dias



sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Dendrochilum filiforme

De porte miúdo e discreto, suas hastes têm quase o dobro do comprimento de suas folhas. Bem interessante. Mais uma micro-orquídea que tive conhecimento por uma colecionadora que adora este gênero.

Fácil de cultivar, crescimento rápido e com muito vigor apresenta várias hastes de uma só vez, em cada ponta que o seu vegetativo está em crescimento. Se o vaso for de borda circular o seu vegetativo apresenta um desenho bem interessante a cada ano, quase uma geometria infalível na emissao das hastes.

Este exemplar não abre tanto as suas sépalas. Vi na internet que há flores menores e mais abertas. Compre florida. Vi tambem que o conjunto é mais monocromático. Esta do Brasiliana tem o labelo com o amarelo mais escuro. Enfim, há diferenças na natureza!

Seu perfume é imperceptível para nos humanos.

Meta- o tempo fará dele uma touceira bem interessante!

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Dendrochilum glumaceum

Olá, mais uma orquídea florida neste inverno! Eba!

Dendrochilum glumaceum. Nativa das Filipinas, gosta de umidade relativa do ar alta e não gosta de frio, adora ventilação constante. Este exemplar tem o labelo avermelhado com a coluna amarela. Vi outros na internet que são brancos por completo!

Tenho este que possui folhas com manchas na parte de baixo, nao é vírus. Já tratei e continua do mesmo modo. Quem souber o que é e como tratar, por favor enviei uma mensagem para este blog.
Haste pendente
Seqüência de abertura de suas flores na haste

Para quem gosta das micro-orquideas deve tê-lo na coleção, super delicado com as hastes pendentes e seu perfume e inesquecível! Lembra mel com algo cítrico.

Após a publicação neste blog, dividi a planta, pois necessitava de troca de substrato e eu havia realizado a divisão ainda no vaso no ano passado.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Balanço geral na segunda onda de frio 2019

Relaxe amigo orquidófilo! Cuide de superar a perda emocional que as orquídeas provocam.

Isso mesmo, não fique triste por perder mais de 30 exemplares numa única estação com a segunda onda de frio no inverno. Perdi o meu pé de mirtilo também, um amado que secou do nada e nem adiantou trocar a terra e replantá-lo no início do inverno! Observo o romã também.

Eu havia feito o balanço no meio do inverno e já tinha 25 unidades perdidas, a maioria micro-orquídea. Nesta semana encontrei mais duas mortas e por aí vai.

Antes eu ficava bem triste! Agora procuro pensar que é um ciclo de renovação e as que suportam o inverno seco sobreviverão sempre.

Além dos cuidados gerais antes do inverno chegar, secura do ar todos os dias, rega controlada, etc foi inevitável, portanto nem procuro fazer a conta das tchuchucas importadas, dos presentes e das queridas perdidas.

O lado bom, espaços se abriram nas prateleiras e nos pendurais! Não vejo a hora de visitar as exposições e os cultivadores queridos.

Sinais que devem ser percebidos, o ciclo continua, a maioria está indo super bem e e isso! A vida continua! A partir do final do mês reiniciarei a adubação.

Uhuu! Pronta para a próxima estação do ano.




sexta-feira, 26 de julho de 2019

Encyclia patens


Gênero de crescimento lento e robusto! Sua haste floral demorou cerca de dois meses para se desenvolver e suas flores ficaram floridas por mais de um mês porque não receberam água. A rega foi controlada na sua base.

Aqui tenho duas unidades, uma que é esta da foto que não tem perfume e outra menor que tem perfume mas nao a encontro entre outras no orquidário. Desconfio que foi extraviada, não está na lista de óbitos, não a encontrei, sabe como é....muitas e muitas.

A da foto foi atacada por tentecoris nas suas folhas no ano passado, tratei e a deixei no local com sombrite, suas folhas estiolaram um pouco, mas não comprometeu a sua floração.

Uma nativa brasileira e de fácil cultivo! Recomendo comprar a perfumada! Mas esta sem perfume tem sua flor com melhor forma e cor. Pena que não tenho a foto da outra...devia ter registrado no passado.

De qualquer modo se quiser comecar a cultivar as Encyclias, comece por esta por ser de fácil cultivo e adaptação.





sexta-feira, 19 de julho de 2019

Cattlyea walkeriana semi-alba Ruby Lip x Toquio 1

Uma graça de orquídea!

Muito singela e delicada, este exemplar veio de uma família tradicional no cruzamento de orquídeas.

Foi recomendada pela família para vir para a coleção Brasiliana e não me arrependo!

Assim, do nada neste inverno dois botões surgiram e sua floração está assim por mais de 15 dias.

Perfume bem agradável e cores maravilhosas.

Está cultivada numa placa de casca de peroba com um pouco de esfagno chileno dentro do vaso cerâmico. Fica ao relento e toma bastante sol durante o dia.

Bom cultivo de walkerianas!

sexta-feira, 12 de julho de 2019

Cattleya mesquitae coerulea

Este exemplar veio de um lote de um falecido orquidófilo. Confiei num colega orquidófilo que cuidou dela por dois anos.


Agora veio florida do orquidário dele! Linda e durável. Ficou por um mês com esta flor e esta vigorosa, textura e perfume maravilhosos.



Veja o seu labelo curvado para baixo e suas estrias bem discretas com o pequeno serrilhado nas extremidades.



Amei este gênero por ser um híbrido natural entre Cattleya walkeriana com Cattleya nobilior. Tem pseudobulbos com vigorosos, ora unifoliar, ora bifoliar.



Repare na coluna e no formato da sua flor, além da coloração fria do coerulea.



Bom cultivo de híbridas naturais brasileiras.

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Maxillarias floridas neste inverno

Maxillaria variabilis red
Maxillaria desvauxiana
Maxillaria sanguinea
Sem palavras! Uma mais bela que a outra prima!

No inverno as vermelhas, na primavera e verão as amarelas darão o ar da graça!

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Sophronitis wittigiana "rosea"

Neste ano este exemplar soltou somente duas flores, sinal que o seu substrato deverá ser trocado e fiz isto logo depois da sua floração.

Este gênero é bem delicado e de difícil cultivo. Fazer a troca de substrato depois de sua floração é um cuidado a ser seguido, senão a planta padece! Como sei disso, perdi outras menores e hoje compro touceiras bem formadas e grandes, apesar de pagar por isso.

Nunca deixe de regá-la pela manhã, não tolera muita rega e estiagem longa. Ah! adora esfagno chileno e um toco de madeira para se fixar.

Bom cultivo!

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Maxillaria desvauxiana

Planta para colecionador pouco vista em exposições.

A vi num orquidário comercial em Cotia numa visita que fiz neste ano. Me encantei pelo seu porte cespitoso e muito bem cuidada. Não estava num valor absurdo e então veio para o Brasiliana.

Apresentou folhas manchadas que são características dela.

Sua flor é maior que as demais primas e tem o pedúnculo curto. Uma graça de floração e longevidade, elas ficaram abertas por quase 15 dias.

Não tem perfume forte ou acentuado. No final da floração os dois últimos pseudobulbos secaram, perdeu algumas folhas e devo replantá-la num musgo chileno que voltou ao mercado nacional.

Bom cultivo!

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Coelogyne lentiginosa

Este gênero não tem apresentado problemas por aqui. De fácil cultivo e rápido desenvolvimento vegetativo e hastes florais em abundância.

Necessita de espaço para se desenvolver com as folhas finas e sensíveis ao sol direto. Prefira local fresco com claridade e sem muita incidência da luz do sol. Irá muito bem!

Ganhei um corte pequeno de uma amiga colecionadora. Passei algumas frentes de presente e a mantenho com podas regulares para não ocupar tanto espaço em relação as demais orquídeas.

Seu perfume é incrível! Recomendo pela característica dele, bem legal.

Seu labelo e dramático como as demais Coelogynes! Vale a pena ter um conjunto delas.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Tuberolabium quisumbingii

Isso mesmo!

Guarde o nome Tuberolabium quisumbingii. Eu ainda não guardei e nem tenho esta pretensão. Rs.

Nativa das Filipinas, comprada em Cotia! Pode sim. Importada por terceiros. Consignada lá. Acredite. Paguei um valor alto e talvez justo, pois há dois exemplares adultos juntos.

Veio com uma haste no ano passado e fui movendo-a no substrato de esfagno dentro do cachepot de peroba, acrescentei mais esfagno no centro debaixo das duas plantas e ela tomou uma forma melhor, não ficou enterrada como viera.

Com o complemento do musgo deu duas hastes perfumadissimas. Intercedi a tempo de diferenciar a rega com a haste em desenvolvimento. Consegui salvar suas flores maravilhosas e delicadas.

Seu perfume lembra o adociado da Cadetia taylori.

Digamos ser menos chata que algumas do oriente! Sem perda de folhas e sem problemas de queda de temperatura ou umidade na raiz.

Considero de fácil cultivo!

sexta-feira, 31 de maio de 2019

Mycaranthes stricta ou Eria stricta

Seja qual sinônimo ela tiver, este exemplar é muito singular! Uma tchuchuca!

Talvez seja o exemplar mais singular da minha coleção. Digo isso porque ganhei ela de uma colecionadora de micro-orquídeas logo no início da orquidofilia.

Replantei duas vezes, a touceira vem crescendo bem e está bem saudável, entrentanto as flores nao abrem e nunca abriram, este foi o motivo de eu ter ganho da colecionadora experiente. Pode aparecer várias hastes médias e longas, mas nunca vi uma minúscula flor aberta. Pasmem! Vi várias fotos na internet e sonho que um dia este exemplar possa ser fotografado com uma flor aberta.


Cheguei a pensar em me desfazer dela, mas sempre reconsidero e a mantenho sob cuidados bem atenciosos querendo ter fé e acreditando que sua touceira maior fará o meu desejo se realizar. Rs.

Dois anos atrás deu uma muda lateral.

Estou apelando para a parcimonia e paciência. A orquidofilia faz desenvolvermos estas virtudes. É claro que se eu encontrar um exemplar à venda com flores abertas, comprarei! Quem sabe alivie a frustação por aqui. Rs.

Dica - quando o frio e a estiagem é alta, suas hastes vem pequenas, entao não descuide dela nestes dois requisitos no meio do inverno quando a sua floração desponta.


sexta-feira, 24 de maio de 2019

Acianthera pubescens

Florida em pleno inverno, uma nativa brasileira bem popular por suas manchas nas folhas.




Há algumas que possuem estas manchas sem ser vírus. De qualquer modo sempre esterizo a tesoura na manutenção das pequenas.

Singular e de vegetativo atraente! Recomendo tê-la, bem agradável no crescimento fixado na casca de peroba e substrato misto.


Há um cuidado especial no cultivo dela - ter umidade relativa do ar alta e não faltar rega regular dágua porque ela não possui pseudobulbo para reservar nutrientes e água.

sexta-feira, 17 de maio de 2019

Acianthera binotti


Considerei esta espécie na minha lista de desejos por muitos anos! Soube ser nativa do Espirito Santo e quando lá estive nem vi rastro dela nos orquidários da região. Havia visto um desenho botânico dela e publicações no grupo de orquidófilos na web.

Minha curiosidade em relação a ela veio por saber do tamanho enorme do seu vegetativo em relação as demais Aciantheras, antigamente denominadas Pleurothallis.

Bingo! Fui num orquidário de Jundiai que considero bem conceituado e tradicional e lá estava ela linda e formosa sem flores! Quase chorei de emoção quando ela floriu neste ano! Veio com força e com várias hastes. Uma belezura!

Recomendo tê-la na sua coleção! Seu vegetativo é vistoso e suas flores um encanto!

Não dá pulgão ou cochonilha! Incrível! O que diferencia das demais Aciantheras...

Ainda não a replantei. Quando o musgo estiver ruim devo fazê-lo com o maior cuidado porque não esta fixada em madeira alguma.

Bom cultivo!



sexta-feira, 10 de maio de 2019

Cattleya Old Whitey e demais

Fui em busca de orquídeas para ilustrar e encontrei este lote muito bem escolhido por um produtor tradicional. Cheio de híbridos tradicionais e belos, trouxe-as para a escolha de apenas uma.

Cada aluna ficou com uma e nem restou uma Cattleya por aqui.

Soube que a Cattleya Old Whitey é o símbolo para os Dias das Mães em São Paulo, não duvidei. Muito bonita na forma, overlap das pétalas e textura do labelo e sépalas.

No fim, não ilustrei nenhuma. Acredite!

sexta-feira, 3 de maio de 2019

Bulbophyllum careyanum

Hoje falaremos do Bulbophyllum careyanum, orquídea de fácil cultivo nos cachepots de madeira ou vaso ou pratos cerâmicos ou de plástico baixos e furados.

Planta com até 20 cm de altura.
Cacho com média de 5 cm a 15 cm de diâmetro com inúmeras flores pequenas e interessantes.
Claridade sob plástico agrícola e sol fraco pela manhã.
Época de Floração no início do inverno.
Tempo de Floração: 7 dias sem molhar suas pequenas flores
Sem folhagem caduca.
Umidade no Ambiente: Média - Alta

Substrato: Cultivo em substrato misto de casca, carvão e cöco, porém acrescentei musgo  chileno quando as temperaturas se elevaram com a estiagem no início do outono deste ano para reter um pouco mais a umidade.

Há um porém, o peso do cachepot de peroba mais o exemplar se torna excessivo em relação aos demais vasos. Requer um cuidado na estrutura para pendurá-los, assim como os demais que possuem pseudobulbos médios e grandes. Aqui alternei os Bulbophyllums para não sobrecarregar o pergolado de madeira.



Lá vem a mania de colecionador - tem um exemplar laranja e outro exemplar com flores vermelhas, qual o problema? - Rs. Cada um tem a sua floração num período diferenciado. O vermelho veio com uma haste floral e o laranja apresentou várias hastes como se o vegetativo dele crescesse muito mais. Estou observando o seu crescimento. A haste do laranja é maior e do vermelho bem menor.




Recomendo os dois, é claro!