sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Destaque do mes - Warczewiczella wailesiana ou Koellesnsteinia wailesiana

Flor solitaria com sepala superior que fica cobrindo a sua coluna

Labelo roxo e amarelo
Nao estou confortavel em publicar este post porque nao encontrei informacoes sobre este exemplar que possuo.

Comprei como Koellesnsteinia wailesiana e nao encontrei nenhuma foto desta orquidea e a mais proxima que encontrei em nada se assemelha com esta...portanto decidi publica-la para que alguem me diga a identificacao correta, por favor!

A unica referencia que posso dizer e que o roxo dela e maravilhoso e seu perfume tambem!

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

Miltonia spectabilis semi-alba

Ola,

Gostaria de compartilhar dois eventos na Miltonia spectabilis semi-alba

1- Muita chuva nesta semana! Encontrei duas lesmas nela. Espalhei o lesmicida quimico em graos nela e em todo o jardim.

2- Ela estava decorando a casa, o gato atacou ela sem eu ver.


Como eu sei, veja as fotos! Folha e flor sem pedacos.

Qual gato - O Oliver vomitou os tais pedacos.
Para saber mais sobre esta orquidea, acesse http://www.diariodoorquidofilo.com.br/2018/10/miltonia-spectabilis-semi-alba.html

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Ascofinetia Cherry Blossom

Ascofinetia Cherry Blossom (Neofinetia Falcata X Asctm. Ampullaceum)




Neofinetia falcata variegata







Considerada uma Neofinetia intergênica, uma miniatura da Vanda. Possui a versão rosa e a versão laranja mais forte e outro laranja mais claro.



Aqui a laranja se foi rapidamente, secou!

Já esta rosa veio com o vegetativo bem forte!

Denominada Ascofinetia Cherry Blossom ou Ascofinetia Apple Blossom (identificada assim na compra deste exemplar, entretanto não encontrada na pesquida como Apple. Não há nada de Apple além da etiqueta de compra com essa denominação!!!!).


Replantei-a num cesto de plástico com isopor no fundo, musgo acima de cascas de macadâmia sobre o fundo em isopor. Está adubada com bokashi sem cheiro e reagiu bem melhor! Desenvolveu novas frentes com duas hastes florais.

No início dos botões os considerei bem fracos e brancos, entretanto no período de uma semana suas flores abriram e se desenvolveram muito bem!

Amei! Suas raízes ficam aéreas fora da cesta!

Recomendo-a. Veja o porte de outros exemplares na internet. 

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Coelogyne virescens

Mais uma Coelogyne!
Labelo dramático como as demais Coelogynes
Adquirida num orquidário de Jundiaí, soube estar extinta na Indochina, seu país natal! Mais uma vez, não me pergunte como veio de lá: via importação ou outro meio...

Gostei muito do tom verde claro e de saber que gosta de sombreamento 80%, pois aqui a árvore do vizinho está prejudicando muito o orquidário, reduzindo muito a luz e o sol.

Li num post que poderá ser atacada por fungos ou vírus, estou observando o seu desenvolvimento vegetativo. Primeira floração aqui. Amei a sua cor!!! Considerei bem agradável e com potencial de vir com haste floral com mais flores.

Há algo que me incomoda muito nos exemplares em geral que perdem as suas folhas, os pseudobulbos ficam lá guardando energia e estacionados no centro do vaso, bem isso!

Aqui esta cultivada em substrato misto de cascas e musgo, isopor no fundo do vaso.

Vamos adiante com ela! Muito interessante e com potencial de desenvolvimento rápido.

sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Masdevalia infracta tipo

Olá orquidófilos,




Hoje gostaria de acrescentar um pouco sobre a Masdevalia infracta tipo, nativa da Mata Atlântica. De todas as que adquiri esta é a única que sobreviveu e muito bem se adaptou aqui desde 2011. Provavelmente o clima tropical não agradou as demais.

Comprada de uma fornecedora de micro-orquídeas nativas do Brasil, foi um exemplar pequeno e tímido que veio para a coleção Brasiliana. Hoje, quase 8 anos depois formou uma touceira que aprecio muito.


1- cultivada no carvão, isopor e musgo chileno
2- replantada toda vez que apresenta sinais de enfraquecimento
3- cultivada num vaso cerâmico bem baixo e com recortes que garantem drenagem rápida

Há algo do vegetativo que preciso te contar! Mantenha suas hastes florais depois da floração, no próximo período surgirá mais flores em todas as hastes e talvez mais que uma flor.

Digo que sempre cortei as hastes ainda verdes depois da sua floração. Neste ano observei que vieram duas flores numa mesma haste e compartilho com você este aprendizado. Uma flor foi polinizada e a outra ainda não abriu.

Há outras cores nesta família e gênero. Digo que não teria mais alguma, mas mediante o exemplar florido posso me interessar! O que acha? Rs.

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Orquídea terrestre Habenaria myriotricha ou medusa - Destaque do mes

Mais uma orquídea terrestre na minha coleção Habenaria myriotricha ou Habenaria medusa. Mais uma de nome difícil de guardar.


Tutorada com um arame preso na lateral do vaso para não danificar as suas raízes

Suas pétalas são brancas e longas

Nem saberia dizer o que é coluna e pétala...rs.


Veja a flor abrindo e o reservatório de néctar na parte inferior.


Habenaria medusa Kraenzl. 1893



Habenaria vem do latim habena, rédea, uma referência ao fato das pétalas de suas flores apresentarem longas divisões que com rédeas se parecem. Medusa quer dizer epíteto latino que significa " como a Medusa ", refere-se aos lóbulos laterais do lábio.


Sinônimos
Fimbrorchis medusa (Kraenzl.) Szlach.2004;
Fimbrorchis myriotricha (Gagnep.) Szlach. 2004;
Fimbrorchis myriotricha var. confluens (Gagnep.) Szlach 2004;
Habenaria myriotricha Gagnep. 1931;
Habenaria myriotricha var. confluens Gagnep.1934

Habitat
Laos, Vietnã, Bornéu, Java, Sumatra e Sulawesi nas altitudes de 400 ~ 800m.

Adora clima quente e musgo. Adubei-a com húmus de minhoca assim que a comprei. Vamos ver o seu desenvolvimento e sua adaptação por aqui.

Ando insistindo nas terrestres e tenho tido perdas a cada ano. Vamos ver como esta se sai. Verifiquei se o húmus caseiro não tinha minhocas famintas.

Vejam o Zé de olho nesta orquídea. Adora comer as folhas das terrestres!!!

Bom cultivo de orquídeas exóticas. Desejo muito aprendizado e persistência.





Schoenorchis juncifolia

Schoenorchis juncifolia, mais uma orquídea de nome difícil! Ainda bem que existe etiqueta!

Uma microorquídea cuja delicadeza chama muita atenção. Há outras deste gênero, todas miúdas e belas!

Havia visto numa exposição no ano passado e neste mês pude adquirí-la cultivada num vaso de plástico e musgo nacional. Assim que fui ajeitá-la em casa, uma parte dela se soltou e replantei numa placa de peroba mais seca, vamos ver onde se desenvolverá melhor.



Veja o link http://www.thenativeorchid.com/2016/08/schoenorchis-juncifolia.html

Bom cultivo de Schoenorchis!

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Mercado secundário - Cattleya schilleriana tipo e mercado fracionado - Cattleya violacea tipo


Vamos ao que interessa Cattleya schilleriana tipo e Cattleya violácea tipo.

Cattleya schilleriana tipo


Cattleya violácea tipo
Queridas de muitos orquidófilos e preteridas de outros. Parece a escolha por ações ou fundos imobiliários, o apetite fica dividido entre os investidores e há aqueles que diversificam a carteira destes investimentos com os de renda fixa, ou seja, orquidófilos que gostam de todas, as orquídeas faço parte deste grupo!

Flores bem armadas e consistentes. O caçula Zé fazendo a inspeção nela!

Labelo plano e muito simétrico. Veja o amarelo junto da coluna.

Por que digo mercado secundário - Digo isso porque adquiri este exemplar de um colega cultivador, pertenceu a uma colecionadora renomada, foi doada a ele e ele a vendeu na exposição desta semana. Porque secundário, porque já houve um valor alto na aquisição deste exemplar no cultivador e agora veio para o mercado por um valor bem abaixo que do ela valeria! Por que não comprá-la e levá-la para a sua coleção. Poderia estar com um valor acima do preço inicial, mas ...estava bem abaixo, oportunidade de compra e oportunidade de venda, depende do ponto de vista!

Um machucado na parte posterior da sépala superior, concedido um desconto!

Removi o musgo na superfície do substrato. Provavelmente irrigada com água de poço artesiano, desenvolve este tipo de camada de musgo

Como sei o preço inicial dela. Não sei, mas vi o potencial dela na bancada de vendas! Estava lá como algumas sem preço. Em botão abrindo, mas com o labelo já bem aberto e plano. (Eu e minha amiga orquidófila havíamos dado uma volta pela exposição e área de vendas sem se interessar por muita coisa, exceto por uma Cattleya schilleriana rubra que ela conseguiu arrematar por um valor de custo x benefício excelente numa outra bancada).


o Zé aprovou a C. violácea tipo

Quando fui pagá-la, vi uma Cattleya violácea tipo de escanteio, atrás de um display de vendas, perguntei o valor e analisei o exemplar, mais uma arrematada no mercado secundário que podera ser fracionada porque esta numa placa de peroba antiga sobre uma placa maior que facilitará a sua divisão.

Há como fazer a divisão da planta em duas placas previamente preparadas pelo vendedor

Cotas de fundos imobiários ou ações fazem parte do mercado fracionado e secundário ou no seu lançamento ao mercado financeiro atrás de operações na Bolsa de Valores e nem por isso causam vergonha ou comoção de adquirí-las e obter os rendimentos e dividendos ou renda deles. Por que não seria aplicável as orquídeas ou outros mercados - Todos ganham com o livre comércio e o capital permeia os negócios dividindo os riscos e os ganhos com os participantes.

Fazendo as contas, o valor da anuidade da associação de orquídeas foi convertida em duas grandes aquisições. Escolhas pessoais e intranferíveis, concorda? Melhor comprar exemplares que ter obrigações de sócia, o que acha? Ou adquirir fundos imobiliários e receber a renda mensal...

Desejo um excelente cultivo e um grande aprendizado nas aquisições de suas orquídeas.



sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Aerangis fastuosa

Aerangis fastuosa [Rchb.f.]Schlechter 1914
Mais uma Aerangis! Aerangis fastuosa e mais uma orquidea com a flor branca. Eba
Seu nome deriva da latinização de duas palavras gregas: αήρ, αέρος (aér, aéros), que significa "ar", e αγγος, que significa "vaso" ou "urna", referindo-se à forma de seu labelo que, por trás, próximo da base, prolonga-se em longo nectário e fastuosa: epíteto latino que significa "generoso orgulhoso"
Sinônimos
Angorchis fastuosa [Rchb.f.]O.Ktze. 1891;
Angraecum fastuosum Rchb.f 1881;
Rhaphidorhynchus fastuosus [Rchb.f] Finet 1907
Orquídea nativa de Madagascar. Se eu fosse escolher pelas preferência de orquídeas, iria morar lá ou na África do Sul.

O reservatório de néctar

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Zero lixo

Isso mesmo orquidófilo e minimalista - lixo zero!

Vamos dizer que é uma meta bem ousada e quase impossível para quem coleciona orquídeas, frutíferas em vaso, possui jardim descoberto e outras coleção  de plantas, não é mesmo? Tem os animais domésticos que habitam os espaços conosco.

Este tema surgiu numa visita a casa protótipo do Instituto de Tecnologia em Chicago. Casa autosuficiente em energia e geração  de insumos para os seus moradores. Foi daí que adquiri para valer as minhocas californianas e o kit de compostagem vertical. 

Além de móveis reciclados, energia renovável para o fogão, chuveiro e lareira, vidros acústicos e telhado com utilização da água de chuva para o jardim e bacia sanitária, tudo bem possível para o consumo doméstico tico e com o custo de investimento muito acessível.

Esta realidade tem modificado o modo de viver em casas menores (tiny houses) cujo investimento e deslocamento seja para servir os seus moradores a terem a experiência no campo ou com o menor consumo em seus lares e mais tempo para investirem em experiências pelo mundo. Ou seja, o importante é ser e não ter.

O que parecia uma tendência após a crise econômica em 2008/2009 hoje tem se demonstrado num movimento forte nos Estados Unidos e na Europa. Quem se endividou, não repetirá mais o modelo de viver e de consumo. Talvez por isso o movimento minimalista tenha ganhado tanta força no mundo.

Dentro deste processo de conscientização do Ser no planeta, há muitos que objetivaram a eliminação de lixo, melhor dizendo, produzindo a menor quantidade de lixo possível. Sacolas reciclavéis, embalagens retornáveis, descarte mínimo de lixo, produção  mínima para consumo de embalagens, plásticos e vidro, etc.

Agora vindo para o universo da orquidofilia e seu dia a dica. Tudo pode ser reaproveitado: caixas de papelão, caixas de madeira para transporte de vasos, plásticos dos sacos de substratos ou de ração de animais podem servir para plantio de batata e ter sua vida prolongada, sacos plásticos ou bolha podem ser isolantes térmicos em vasos cerâmicos, isopor picado serve para drenar o fundo dos vasos em geral, substratos velhos poderão ir para o jardim ou para a composteira de minhoca, tudo que for vegetal poderá ir para as minhocas. 

Roupas, carros, bicicletas, patinetes, etc poderão ser compartilhados ou remunerados pelo tempo de consumo. Espaço  de trabalho e serviço de transporte por quê investir na aquisição destes itens de consumo? 


Agora, compartilhar orquídeas, abelhas, gatos, família!!!! 

- Nem pensar, certo?

Ah! Tem a troca de corte da orquídea nos grupos do Facebook. Rs.

Tem também cafeterias no Japão, Inglaterra e Estados Unidos da América onde os gatos dos donos fazem companhia aos clientes enquanto tomam café. Se a moda vêm para o Brasil...rs. Já tenho a cafeteira elétrica e 4 quatro gatos, dá para o início, não é mesmo?





sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Avaliação geral no início da primavera

Primavera chegando, momento de reflexão para pontos de melhoria.


Semana passada todos os exemplares foram revisados, podados, substratos e tudo mais ajustados.

Foram separadas mudas e cortes dos exemplares principais para que o seu desenvolvimento seja mais interessante.

Ainda na semana passada foi replantada uma nova muda de mirtilo e temperos em vaso.

Observei que havia um fungo oídio nos pés de limão siciliano e no limão cravo, pesquisando vi que o leite integral aplicado em diluição com água (1:10) poderá eliminar este vírus. Lá fui eu buscar um 1l de leite integral no supermercado e aplicá-lo nos pés de limões.

Observações gerais:

1- Reparar o encanamento de entrada da água acionando o seguro residencial.
2- Reforçar a estrutura de madeira do pergolado lateral.
3- Reparar o sistema de irrigação automática.
4- Comprar outro pulverizador, o conserto do antigo não resolveu o vazamento interno...

Tempo estimado destes serviços - duas pessoas, um dia de trabalho.

Bora lá resolver tudo!

Ah, dois vasos caíram no chão. Vai saber o que pode ter acontecido...






sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Maxillaria variabilis var. amarela

Mais uma Maxillaria por aqui! Maxillaria variabilis var. amarela



(Considerei um achado, pois este ano a disponibilidade de nativas estava bem fraca. Acontece!!! Vai até a exposição e não se interessa por orquídeas. Chega na banca da associação e não tem nada interessante, dá uma frustação!!!)


Cor e textura fosca, incluindo o labelo
Adquirida numa exposição na semana retrasada, por acaso a vi na bancada na saída do evento! Pequena e discreta entre outras nativas.

Quando não resta muito o que fazer:
1- Pedi para ver os outros vasos e escolhi esta porque tinha duas frentes, o ideal seria 3 frentes numa haste. Comprei pequena porque gosto deste fornecedor e suas orquídeas vão super bem aqui.

2- Passo número dois, fui atrás de chip de côco num fornecedor de substrato, não tinha para vender! Sei que ela gosta dele entre o musgo e cascas finas.

3- Tirei algumas fotos das orquídeas expostas, um e outro público pediram para tirar fotos com as amigas, encontrei alguns amigos. Eba! Fotos e mais fotos.

4- Já entediada, comprei duas Erias asiáticas, uma Habenaria. Este fornecedor sempre tem algumas preciosidades importadas.

5- Aguardar as duas proximas exposições até o final do ano para comprar coisinhas... uma em outubro e outra em novembro.

6- Definitivamente não era o dia! Fui questionar porque não estava recebendo o exemplar da revista da associação. Tiveram mudanças estruturais e não conseguiram apurar o que havia acontecido com a minha assinatura. Mereço!!! Assinatura paga e sem exemplares durante o ano vigente! Pode??? - Apurei que não havia renovado pela assinatura. Rs.

Dica - A jóia da coroa foi ir com minha amiga tomar café expresso e comer um choux recheado com matchá na esquina da Praça da Liberdade. Valeu o evento! Se soubesse teria ficado na exposição em Curitiba, pois vim de lá correndo logo pela manhã pensando na lista de desejos. Aff! Resignação!

(Minha querida amiga doou a sua coleção de Marantas, seus gatos atacaram todas. Aceitei todas e estão monitoradas por aqui. O Zé já veio cheirá-las e esteve quase mordendo suas folhas. Filho sapeca!!! Quis morder a Habernaria tambem)



Veja um pouco sobre a Maxillaria variabilis vermelha no link abaixo
http://www.diariodoorquidofilo.com.br/2016/06/destaque-do-mes-maxillaria-variabilis.html


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Habenaria erichmichelii

Habenaria erichmichelii uma orquídea terrestre. Recomendo tê-la na sua coleção.



Primeiro devo esclarecer que comprei como Habenaria rodocheila no ano passado, mas num fórum americano na internet disseram ser a Habenaria erichmichelii. Muitos até classificaram-a erroneamente como Habenaria rodocheila como variação pink/rosa. Lá vou eu mudar a etiqueta.

Vi um video onde foi classificada como Habenaria rodocheila como variação pink/rosa (mais um engano entre outros) e estava cultivada em perlita. Nele a youtuber dizia que o tamanho da flor fica proporcional ao tamanho e quantidade de flores na haste. Há flores vermelhas, amarelas, laranjas e demais variações, entre elas a rosa/pink. O labelo é colorido, pois há a sépala e as pétalas menores na parte superior da sua flor. Atrás dela há um reservatório longo e comprido de néctar para atrair o seu inseto polinizador.

Desenvolve suas folhas novas e sua haste floral no final do inverno, início da primavera aqui no Brasil, não nativa daqui. Fica sem nada até o ano que vem depois da sua floração.

Muitos posts disseram que a perderam e ser de difícil cultivo! Aqui deixo-a ao relento como as demais terrestres que pude observar na Italia em substrato levemente acído.

(Digo hoje que se fosse começar uma coleção de orquídeas, começaria pelas terrestres! Se voce tem interesse em iniciar o cultivo de orquídeas, faça uma pesquisa e comece pelas terrestres nativas do Brasil e depois para as terrestres no mundo.

Digo isso porque o processo de desenvolvimento delas é cíclico e bem delimitado pelas estações do ano, então o cuidado com rega e insolação, aeração, substrato fica bem delimitado e não estressante como algumas micro-orquideas, por exemplo.

Aqui me desfiz de muitas terrestres, doei uma a uma por não entender este ciclo anual de inverno-verão ou outono-primavera. Hoje percebi que foi imaturidade na orquidofilia. Ansiedade de ter vegetativo e floração o ano todo.

Há inúmeras terrestres que dão o ar da graça e literalmente somem do olhar quando o tubérculo fica hibernando no solo sem nenhuma parte vegetativa  acima do solo. Considero isto um processo único, talvez interessante e bem desenvolvido destas terrestres.)

Dica de cultivo- suspenda a rega quando o vegetativo dela for embora, mantenha-a no sol e vento, nunca deixe o substrato encharcado por muitos dias. Prefere subtrato mais seco e de drenagem rápida. Aqui quando suas folhas comecam a surgir, adubo bastante com húmus e chorume da compostagem caseira com minhocas californianas até a sua haste floral for embora.

Outra dica- enquanto tirava  fotos para a publicação, descuidei e o Zé, o gato caçula comeu suas folhas!!! Fique esperto com os seus bichanos curiosos e vorazes. Rs. Ou bichanos ciumentos! Rs.

Mais uma dica- gostou e comprou, pronto! Se foi caro o que pediram aqui, ningüém vai até outro continente pegar um avião e voltar com uma orquídea que tem apenas uma semana para dar flores. Compre e pague, aprenda a cultivá-la bem!





sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Christensonella ou Maxillaria mosenii ou madida

Maxillaria madida Lindl. 1838;

Sinônimos: Christensonella cepula (Rchb.f.) S. Koehler 2007; Christensonella madida ( Lindl. ) Szlach. , Mytnik , Górniak & Miszek 2006; Maxillaria cepula Rchb.f. 1855; Maxillaria crassifolia Lindl. 1872; Maxillaria echinochila Kraenzl. 1920; Maxillaria hatschbachii Schlechter 1926; Maxillaria madida var cepula [Rchb.f] Hoehne 1952; Maxillaria madida var. monophylla Cogn. 1907; Maxillaria madida var pallida [Klinge] Cogn. 1904 Maxillaria mosenii var. hatschbachii (Schltr.) Hoehne 1947; Maxillaria mosenii var. echinochila (Kraenzl.) Hoehne 1947;




Nativa de Minas Gerais, Brasil.

A peculiaridade desta orquídea é ter a sua flor exalando um cheiro de melão irresistível por mais que 15 dias. Se não fosse isto ela teria passado desapercebida no Brasiliana.



Ganhei esta touceirinha de uma amiga no início da orquidofilia e ela se desenvolveu muito bem entre todas as Maxillarias que morreram por aqui, umas afogadas no substrato constantemente encharcado, outras nem entendi como. Hoje sei que elas têm raízes finas e gostam de substrato seco com vaso de drenagem rápida. Na época nem fazia idéia o que as agradava ou necessitavam para a sua sobrevivência.

Se me perguntarem, não troco, não corto mudas/frentes desta lindinha e das demais. A intenção é formar uma única touceira enorme ou até onde houver espaço entre as demais. Rs.

Duas flores é muito pouco! Fazer o quê, se souber me diga...rs.



Outra coisa, se continua como Maxillaria ou foi para Christensonella, seja qual denominação botânica atual, anotei tudo na etiqueta dela, sempre vai e volta. Rs. 


sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Dendrobium anceps

Ah orquidófilo!

Geralmente os dendrobiums são bem floridos e exuberantes, mas o escolhido de hoje não é bem assim.

O Dendrobium anceps veio para o Brasiliana em 2018. Comprado numa banca da associação responsável pela exposição, exemplar bem conservado e maravilhoso! Sem flores.

Eu havia comprado um exemplar bem inferior em 2017 e considerei de crescimento lento, por isso a decisão de compra por um outro adulto bem formado.
2017 bem pequeno

O maior, ajeitei-o num cachepot de peroba para acomodar as suas raízes aéreas e finas. Escolhi um local com iluminação abundante abaixo do plástico agrícola.




Aqui esta a sua primeira floração! Sem palavras e muita fé! O lado bom, sobreviveu e se adaptou aqui.
Única flor na face inferior

Desafio para a próxima floração, expo-lo ao sol fraco da manhã para ver se aumenta o número de flores.

Haja paciência! Não vou me desfazer do exemplar não! Rs.


sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Pabstiella mirabilis

Pabstiela mirabilis colega orquidófilo.




Inseri o cachepot de madeira onde veio num vaso cerâmico e completei com substrato misto carvão, cascas e musgo

Branca e pequena! Mais uma que recomendo tê-la na sua coleção. Nativa do Brasil especificamente na Serra do Mar paranaense.

Conheci esta espécie no início da orquidofilia! Ganhei uma muda de uma orquidófila de mão cheia para as micro-orquideas nativas. Aprendi muito com ela e devo a paixão pelas pequenas por ter ido inúmeras vezes visitá-la e ver a sua coleção florida durante várias estações do ano! Gratidão!

Linda de morrer! Irresistível. Vejo fotos de uma cultivadora em Ponta Grossa, ah, a do Brasiliana nem chega aos pés dos exemplares fabulosos que ela posta!

Super delicada com haste fina e folha curta, logo no final do inverno para o início da primavera ela vem com força e surgem inúmeras flores brancas em várias hastes florais. Sem perfume para nós humanos.

Esta é a segunda que tenho aqui. Nem preciso mencionar o que aconteceu com o presente no início do cultivo. Rs.

Esta comprei num orquidário comercial em Curitiba. Exemplar difícil de ser comercializado nas exposições e orquidários comerciais.

Bom cultivo de suas nativas paranaenses!