sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Erros e acertos em 2018

Oi!


Rapidamente fiz uma reflexão sobre os acertos no cultivo deste ano e talvez seja similar a sua coleção.


1- A escolha da sua coleção é sua, portanto única. Nenhuma coleção será a mesma para dois orquidófilos. Cuide da sua!
Conserve vasos, pendurais, substratos e os tenha à disposição. Numa emergência ficará difícil encontrar o fornecedor ou o produto no mercado, apesar da compra on-line oferecer estes produtos.
2- Aproveite informações úteis. Há muita conversa e pouca substância nos canais e blogs da web, entretanto há muita gente fera! A questão é que quem é fera pouco passa do seu aprendizado, poucos orquidófilos transmitem sem interesse algum. Lembre-se todos são amigos no grupo virtual, poucos são comprometidos. Há quem participe e não possui nenhum exemplar.
3- O que é possível encontrar no mercado de São Paulo? - Tudo! Quem vende, ou tem o nicho de mercado e clientes fiéis que pagam preços relativamente altos, ou vai para o popular que todo mundo tem. Difícil é ter o meio termo neste mercado, tanto para quem vende, quanto para quem compra orquídeas. Veja o preço despencando no supermercado com extrema qualidade das orquídeas comerciais que estão no gosto do público.
4- Adapte os seus exemplares no local destinado do orquidário. Se mudar de endereço, a sua coleção será diferente devido à insolação e condições gerais. Há colecionadores que possuem casa na praia e apartamento em São Paulo, as orquídeas vão bem na praia e/ou vão bem aqui. Dificilmente agradará todas as espécies num só local.
5- Troque cortes de orquídeas. Há muita "comunidade verde" hoje em dia. Todos querem ganhar sementes e mudas, poucos estarão dispostos a pagar. Observe. Se tiver muitas orquídeas, doe ou plante num projeto social sério e respeitável. A nossa mata agradece mesmo que as espécies não sejam originárias e nativas.
6- Algumas se foram e outras chegaram. Que bom! Renove sempre os seus exemplares, seja buscando a excelência no cultivo, seja aprendendo o cultivo dela. Lembre-se que o conhecimento fica e pode ser divulgado.

Desejo um excelente 2019! Com muitas orquídeas, é claro.

Abaixo publico algumas fotos e verão que este dezembro está maluco! Aff! Há orquídeas em floração com dois meses de atraso. Rs.
Coelogyne xyrekes

Bulbophyllum

Bulbophyllum

Cattleya warnerii. Somente uma flor neste ano.

Maxillaria tenuifolia após receber replantio e micorrizas.

Hadrolaelia purpurata com potencial para fortalecer.
(Oliver é orquidófilo!Rs)

Cattleya guttata exige rega sistemática porque os pseudobulbos são finos e delicados.

Dendrobium moschatum floriu muito depois que ficou exposto ao sol. Fui fazer a foto e havia passado...rs.

Physichopsis papilio indo bem.

Stenoglottis longifolia adubado com húmus.

Dendrobium agregatum majus. Mais de 15 dias com a haste floral aberta.

Micropera rostrata de fácil cultivo.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Folhas das orquídeas - Psychopsis papilio, a orquídea mariposa

Olá,


Noutro dia o tema da conversa com um conhecido foi: folhas.

  1. A função principal da folha é realizar a fotossíntese, ou seja, captar a luz e produzir energia para o desenvolvimento da orquídea.
  2. Folhas compridas e finas indicam espécies que toleram mais luz e folhas largas as que habitam locais com pouca incidência de luz.
  3. Folhas com cores claras indo para o amarelo indicam que a orquídea esteve exposta ao sol. Folhas na cor verde garrafa indicam que esteve numa área bem sombreada.
  4. Folhas carnudas possuem reserva hídrica. Folhas finas queimam facilmente e sempre é necessário protegê-las deixando-as um pouco abaixo das demais, por exemplo.
    Folha fina queimada porque está próxima ao plástico agrícola
Estes conceitos fazem que observemos as seguintes situações com as dicas de alguns colaboradores de um grupo de cultivo na web.

1. Sem luz elas não florescem e tem o crescimento prejudicado, podem estiolar/alongar as folhas por falta de luz ou deixarem de dar flores.
2. Folhas finas e curtas, exponha ao sol.
3. Folhas largas não ficam tão expostas ao sol.

Então, se a planta que você adquiriu está ficando com uma folha mais comprida que as existentes é sinal que o local está aquém/indesejável do local onde ela estava cultivada.
Folha esquerda é nova e estiolou.

Psychopsis papilio, a orquídea mariposa
Comprei este exemplar e destinei um local com 1500 lux. A nova folha estiolou, então posso expô-la ao local com mais iluminação. Dica: ela odeia frio.


Ou,
Se alguma espécie está bem no local que você a vem cultivando, outras próximas com as características foliares poderão ir bem próxima a ela.
Ex. Maxillaria schunkeana com outras maxillarias como a cerifera.
Maxillaria schunkeana com a cerifera
Maxillaria cerifera















Paphiopedium recebendo luz refletida/indireta, etc.

Entendeu? - Mova os vasos por agrupamento a partir da forma das folhas. Faça a transição no inverno para garantir melhor adaptação. Se já possui alguns exemplares, pesquise e observe qual estão no local correto e agregue outras orquídeas similares pela semelhança das folhas.

Não acertará logo, mas observe e ajuste sempre.

Bom cultivo!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Visita nas exposições - O céu é o limite! O seu bolso decide se vale ou não.

Quando puder vá visitar as exposições. Cito apenas três itens de aprendizado:

1. Observação no cultivo. Sempre há um exemplar em exibição que serve de inspiração e aprendizado no cultivo do seu exemplar. Menciono o Dendrobium agregatum majus cultivado no toco de madeira e exposto dentro do cachepot de madeira. Vejam as hastes florais pendentes e longas. Um show.


2. Conhecimento de espécies. Vejam o Cleisocentrum merrillianum, o Schoenorchis gemmata e o Thecopus secunda dos colecionadores. Um show de cultivo e exemplares maravilhosos!


3. Faça uma pesquisa de preços entre os vendedores. Sempre há o mesmo exemplar com variação de preço, pois afinal, vieram do mesmo cultivador e o preço de venda apresenta variação. Se o preço estiver o mesmo, escolha a melhor planta: vegetativo e frentes saudáveis, fortes e vigorosas.  Peça para ver o estoque dela debaixo da mesa. Sempre prefira comprar com a flor aberta. Comprar pela foto pode ser decepcionante. Com a prática, você desenvolverá o critério visual para a escolha e compra por comparação. Outro fator que se aplica ao valor final de venda é o custo do espaço e o percentual da organização do evento, então, uma mesma planta poderá estar por 60 reais numa exposição e na semana seguinte por 50 reais noutra exposição. Geralmente o valor é 1:1, um para compra com o cultivador, um para o comerciante. A Drácula gigas estava com valores de 60 a 70 reais na exposição e numa loja, 110 reais questionado por um amigo na mesma semana. Vale? -  Você é quem decidirá por comprá-la pelos valores citados. Outro exemplo, a Psychopsis papilio estava por 80 reais com uma haste numa semana e comprei por 50 reais na semana seguinte com duas hastes e uma flor noutro vendedor. Tenho certeza que o cultivador era o mesmo pelo vaso verde, indício que o cultivador não era o vendedor.

Infelizmente, não havia corte ou exemplares dos citados acima para a venda. Uma pena! Então, selecionei algumas pequenas para virem ao Brasiliana:
  • Neofinetia falcata
  • Drácula gigas
  • Entre outras, é claro!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Jardim Botânico de São Paulo

Olá,

Para quem nunca foi, vale a pena visitar o Jardim Botânico de São Paulo.
Fui na sexta-feira à tarde, incentivada unicamente pela oferta de um aplicativo de transporte individual, saiu mais barato a ida e volta que o valor do estacionamento. Previsão para chuva no final da tarde, estacionamento ali perto por 40 reais para o Salão do Automóvel, trânsito intenso nas duas viagens.

Há história, acervo de plantas e ilustrações, publicações e exposição anual de orquídeas.

Vale a ida! Os preços são menores que outras exposições, oportunidade de aquisição.

Ouvi uma pérola na conversa entre dois conhecidos entendidos no assunto: - Não existe orquídea albina. Ou tem cor branca que é alba, mas albina não existe, pois albina é sem pigmentação e toda orquídea tem a sua pigmentação.

E por aí foi a conversa. Me despedi deles.

Fiquei aqui babando neste exemplar da Cymbidiella pardalina, cultivada por uma produtora de orquídeas. Planta nativa de Madasgacar, odeia o replantio e perda de suas raízes que se desenvolvem no musgo. Aqui, estou na segunda tentativa de cultivo da minha.




 É claro! Dei os parabéns pelo cultivo! Um show!