sexta-feira, 27 de julho de 2018

Inverno seco com muitos dias sem chover e 25% de umidade relativa do ar

Olá amigo orquidófilo!

Bifrenaria

A resposta vem da prática e observação, ou da dica de algum cultivador experiente. Neste inverno fui visitar um orquidário de Curitiba e havia muitas orquídeas interessantes, desde híbridos até espécies nativas de outros países.

Numa conversa rápida entre a escolha de um exemplar e outro, o proprietário comentou que as folhas ressecam na ponta ou apresentam manchas escuras nas folhas porque ali é frio (havia feito 1oC naquela semana).
Acianthera

O que me remeteu à Acianthera acima e outras espécies que apresentam desidratação nas folhas no Brasiliana. Significa que devo garantir que as baixas temperaturas e ambiente seco devem ser evitados para estas espécies sensíveis a estas duas combinações.
Coelogyne

Então, vamos lá, relacionei as espécies daqui e devem valer para São Paulo e local com luz moderada como aqui:
  • Coelogyne
  • Acianthera
  • Stellis
  • Bifrenaria
Detalhe: todas apresentam folhas finas ou nem tanto, algumas com pseudobulbo, outras não.
Stellis
Veja, o processo natural de perda da folha para o crescimento vegetativo é natural em todas as espécies. Estou relacionando aqui alguns exemplos que não justificam as pontas secas ou manchas num exemplar vigoroso.

Enquanto isso, umidade relativa do ar na faixa dos 25%: rega diária durante a manhã e aguardando o recebimento das escolhidas em Curitiba!

Bom cultivo!

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Pleurothallis plymatodes x Pleurothallis teaguei


Olá, hoje trago um híbrido entre o Pleurothallis plymatodes e o Pleurothallis teaguei.

Comprei este exemplar logo quando me mudei do apartamento para aqui. Cultivava como as Phalaenopsis que vieram do apartamento. Experimentei o replantio para outro vaso de plástico maior, regrediu. No ano passado preferi retirá-lo da prateleira e suspendê-lo junto com as demais orquídeas que estão debaixo do plástico agrícola. Fiz esta transição no inverno do ano passado.

Dica: sempre faça esta transição durante o inverno para que o exemplar possa de adaptar lentamente e criar resistências na folha e caules quanto à exposição solar ou iluminação exagerada.

Agora veja 3 flores por folha! Um sinal que ela adaptou-se e está melhor.

Outro sinal: não há mais formigas trazendo colchonhilhas.

Um ponto a melhorar: desidratação na ponta do folha tem ocorrido e é preciso entender esse processo para evitá-lo.

Bom cultivo!




sexta-feira, 13 de julho de 2018

Mediocalcar decoratum


Olá, esta orquídea me inspirou para a formação de touceiras. É uma das primeiras aquisições no Brasiliana. Veio pequena e já está linda e maravilhosa!

Micro-orquídea, bulbos de 0,5cm de diâmetro e folhas de 2cm de comprimento com flores de 0,4mm de diâmetro que saem da base da planta. Suas folhas não caducam.

Natural da Nova Guiné, portanto gosta de clima tropical com umidade mediana e raízes aéreas.

Gosta de substrato bem drenado e um pouco de musgo. Aqui está num vaso cerâmico chato com furos laterais e no fundo. Estes vasos chatos auxiliam o cultivo das reptantes que entouceram muito e rapidamente.

Gosta de iluminação da manhã e tarde iluminada.

Precisa falar mais?

Nota: desde a publicação deste artigo ela está florindo continuamente! - Estamos em 17/8/2018, ou seja, mais que um mês produzindo novos botões e flores.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Barbosella australis

Olá, hoje trago a Barbosella australis.

Barbosella australis (Cogn.) Schltr. 1918.

Barbosella australis var. genuina Hoehne 1947; Barbosella australis var. latipetala Hoehne 1947; Barbosella australis var. loefgrenii (Cogn.) Hoehne 1947; Barbosella loefgrenii (Cogn.) Schltr. 1918; Restrepia australis Cogn. 1906; Restrepia loefgrenii Cogn. 1906.


Encontrada nos estados do sul do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro. Possui crescimento reptante, muito sensível à pouca umidade do ar. Aqui no Brasiliana está cultivada numa ripa de peroba riscada e adorou o sulco na madeira.

Dica: cuidado na concentração do adubo, seja ela qual for. Prefira uma mistura mais diluída para não danificar o rizoma dela.

Das Barbosellas é a que possui flor grande, um pouco mais de 1cm! Recomendo tê-la, pois é sensacional e linda!

(Detalhe: vi que há o labelo com divisão no centro e que não há como enxergá-lo na foto. Na maioria das fotos pesquisadas é apresentada uma divisão acentuada no final do labelo.)

Bom cultivo!




Acianthera aphthosa - destaque do mês

Olá!

Hoje trago a Acianthera aphthosa. Espécie endêmica da mata atlântica geralmente encontrada nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grando do Sul.



Ganhei esta de um colega orquidófilo. Veio do Rio Grande do Sul! Entouceirou nestes 4 anos que está comigo. Uma coisa maravilhosa!

Está cultiva no musgo sobre pedaços de isopor, dentro de um vaso cerâmico. Chegou adubada com grânulos de liberação lenta 20:20:20. Neste ano a expus ao local com mais claridade e sua floração está farta, com várias hastes na mesma base da folha.