sexta-feira, 25 de maio de 2018

Tuberolabium quisumbingii

Oi.

Antes vamos falar sobre observação e prevenção com algumas dicas recebidas de um colega:

Prevenção:
Digo que as temperaturas caíram após 30 dias sem chover em São Paulo. No último final de semana fez 3o C no noroeste do Paraná e 7o C por aqui. Nem por isso as regas foram espaçadas ou suspensas. Dia sim e dia não as regas acontecem em todo o orquidário e jardim. A diferença é que passou de automática para manual para atentar um pouco nos vasos. Lembre-se que aqui há cobertura em telha translúcida ou plástico agrícola, protegerá as orquídeas de temperaturas baixíssimas.

Observação:
Percebendo a necessidade das C. walkerianas, foram separadas e receberam adubo químico 20:20:20 para observação do seu desenvolvimento. Elas ficarão recebendo sereno até agosto. As demais orquídeas continuarão com bokashi e chorume neste mês e depois será suspenso até agosto.

Vamos a Tuberolabium quisumbingii.

Espécie da Indonésia. Muito perfumada! Uma jóia asiática.

Pesquisei e todos disseram cultivá-la como uma Phalaenopsis. É o que farei. Veio num cachepot de peroba, substrato com britas, carvão e musgo.

Um amigo havia separado para eu ir comprá-la. Eis que faz bem o gênero preferido: pequena e notável!


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Maxillaria variabilis vermelha a todo vapor

Olá, dedico este artigo para você iniciante na orquidofilia.


Tenha sempre uma lista de desejos e persista no cultivo. Esta Maxillaria variabilis é de fácil cultivo.

A grande dica é mantê-la cultivada num vaso estreito e substrato com chip de fibra de côco com carvão e casca de macadâmia quebrada miúda e casca de peroba miúda. 

É o segundo artigo dela neste blog. Veja artigo primeiro neste link ou https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3289191018640659854#editor/target=post;postID=6688063047594378533;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=3;src=postname

Toma sol pela manhã, tem claridade bem indireta até o final da tarde.

Vive cheia de pulgões quando aparecem os botões! Uso chorume diluído com água 1:20 ou 5 gotas de detergente neutro por litro de água. 


Perceba que há um palito de madeira tutorando as suas várias frentes. Se não prender bem, a planta fica instável e não faz o ciclo de crescimento. Digo isso por ter perdido vários exemplares por falta de amarração nas extremidades, seja com o rizoma na horizontal ou escandente como esta.

Visitando um orquidário em Jundiaí, vi que o dono dispunha o corte/mudas das Cattleyas inclinados no substrato e bem abaixo da borda do vaso de plástico. Testei com algumas replantadas e tem ido muito bem por aqui. Não é este o caso, mas observe que está plantada um pouco abaixo da borda do vaso cerâmico, este detalhe faz toda a diferença!

Mais uma dica, agora não se deve fazer uma muda sequer. Precisa de mais volume e cortá-la abaixo de uma forquilha (duas frentes com um trecho abaixo com raízes e pelo menos 4 bulbos abaixo).

Tenha um excelente cultivo!

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Brasiliorchis schunkeana - a orquídea negra.

Brasiliorchis schunkeana, falaremos um pouco dela neste blog.



Conhecida como: Maxillaria schunkeana M.A. Campacci & R.A. Kautsky 1993;

Sinônimo: Brasiliorchis schunkeana (Campacci & Kautsky) R.B.Singer, S.Koehler & Carnevali 2007;

Origem: Mata Atlântica entre 600 e 700 metros de altitude;

Planta: Epífita, até 15 centímetros de comprimento

Flor: 1 centímetro
Época de floração: primavera e início de outono
Longevidade das flores: 15~20 dias;
Fragrância: não;
Luminosidade: alta
Umidade: média
Temperatura: média
Cultivo: fácil

Podem considerá-la nas cores vermelho escuro ou preto, não consigo definir a cor. É muito procurada por ser conhecida popularmente pela cor preta! (Dedico este post para meu amigo bruxo. Acredito que ele deve adorá-la. Rs.)

Tenho três touceiras pequenas em cada vaso. Cada uma ganhada de amigos.

Dicas: Aprendi que claridade e umidade é tudo para esta pequena. Estão no vaso de plástico, substrato miúdo com musgo e tomam sol pela manhã e recebem a rega ao cair da tarde.


Aqui recebe um pouco de bokashi e chorume como as demais plantas frutíferas que estão no vaso.

Encantadora e diria exótica! Precisamos atentar para ver a sua flor bem junto do seu pseudobulbo.

Considero que deva tê-la na sua coleção!


sexta-feira, 4 de maio de 2018

Brumadinho e Inhotim - Dia do Trabalho

Olá,

Hoje trago um pouco de Minas Gerais e Cattleyas walkerianas.

Aprendizado no cultivo delas

Jardim com perfume das C. walkerianas

Exemplares plantadas diretamente nas palmeiras

Vandário no pergolado

Fui conhecer Brumadinho e Inhotim. A intenção foi ver a coleção de arte e alguns exemplares botânicos.

Serra Rola Moça

Vegetação típica

Minério de ferro

Lá encontrei a mestra e ilustradora científica Rosa Pereira. Querida amiga das redes sociais. Fiquei hospedada no atelier dela sem saber até chegar ao local. Coincidência! Mundo pequeno no dito popular.

Rosa Pereira e eu

Recomendo e indico este passeio imperdível no feriado do Dia do Trabalho, afinal as Cattleyas walkerianas estarão te esperando lá! Minas Gerais e sua temperatura variando de 15 a 27o graus.

Destaque do mês - Bulbophyllum medusae

Olá,

Trago hoje uma orquídea muito charmosa e exótica: Bulbophyllum medusae.







  • Nome Científico: Bulbophyllum medusae
  • Sinonímia: Cirrhopetalum medusae, Phyllorchis medusae, Phyllorkis medusae
  • Clima: Equatorial, Oceânico e Tropical
  • Origem: Ásia, Bornéu, Filipinas, Oceania, Sumatra e Tailândia 
  • Luminosidade: Luz difusa com sol pela manhã
É epífita, de crescimento simpodial, originária das florestas de terras baixas, próximas ao nível do mar, da Tailândia, Bornéu, Filipinas, Ilhas de Sonda e Sumatra.Tem pseudobulbos pequenos geralmente retorcidos, com cerca de 3 centímetros de comprimento, arredondados, com uma única folha ereta cada, verde escura, de 8 centímetros. As inflorescências surgem na base dos novos pseudobulbos, no outono, e são umbeladas, bracteadas, erguendo-se ligeiramente acima da folhagem. Cada inflorescência é um cacho, com 30 a 100 pequenas flores de cor creme bem clara. 
  • Cultivo: Fácil!
  • Dica: Subtrato misto na camada superior do cachepot de peroba. Fundo com pedaços de isopor. O grande segredo é direcionar os rizomas para que sua próxima floração possa ficar distribuída no cachepot. Odeia rega na inflorescência, há de se ter o cuidado de regar as folhas e pseudobulbos bem junto do substrato.
Desejo um bom cultivo de Bulbophyllum!