sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

Visita nas exposições - O céu é o limite! O seu bolso decide se vale ou não.

Quando puder vá visitar as exposições. Cito apenas três itens de aprendizado:

1. Observação no cultivo. Sempre há um exemplar em exibição que serve de inspiração e aprendizado no cultivo do seu exemplar. Menciono o Dendrobium agregatum majus cultivado no toco de madeira e exposto dentro do cachepot de madeira. Vejam as hastes florais pendentes e longas. Um show.


2. Conhecimento de espécies. Vejam o Cleisocentrum merrillianum, o Schoenorchis gemmata e o Thecopus secunda dos colecionadores. Um show de cultivo e exemplares maravilhosos!


3. Faça uma pesquisa de preços entre os vendedores. Sempre há o mesmo exemplar com variação de preço, pois afinal, vieram do mesmo cultivador e o preço de venda apresenta variação. Se o preço estiver o mesmo, escolha a melhor planta: vegetativo e frentes saudáveis, fortes e vigorosas.  Peça para ver o estoque dela debaixo da mesa. Sempre prefira comprar com a flor aberta. Comprar pela foto pode ser decepcionante. Com a prática, você desenvolverá o critério visual para a escolha e compra por comparação. Outro fator que se aplica ao valor final de venda é o custo do espaço e o percentual da organização do evento, então, uma mesma planta poderá estar por 60 reais numa exposição e na semana seguinte por 50 reais noutra exposição. Geralmente o valor é 1:1, um para compra com o cultivador, um para o comerciante. A Drácula gigas estava com valores de 60 a 70 reais na exposição e numa loja, 110 reais questionado por um amigo na mesma semana. Vale? -  Você é quem decidirá por comprá-la pelos valores citados. Outro exemplo, a Psychopsis papilio estava por 80 reais com uma haste numa semana e comprei por 50 reais na semana seguinte com duas hastes e uma flor noutro vendedor. Tenho certeza que o cultivador era o mesmo pelo vaso verde, indício que o cultivador não era o vendedor.

Infelizmente, não havia corte ou exemplares dos citados acima para a venda. Uma pena! Então, selecionei algumas pequenas para virem ao Brasiliana:
  • Neofinetia falcata
  • Drácula gigas
  • Entre outras, é claro!


sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Jardim Botânico de São Paulo

Olá,

Para quem nunca foi, vale a pena visitar o Jardim Botânico de São Paulo.
Fui na sexta-feira à tarde, incentivada unicamente pela oferta de um aplicativo de transporte individual, saiu mais barato a ida e volta que o valor do estacionamento. Previsão para chuva no final da tarde, estacionamento ali perto por 40 reais para o Salão do Automóvel, trânsito intenso nas duas viagens.

Há história, acervo de plantas e ilustrações, publicações e exposição anual de orquídeas.

Vale a ida! Os preços são menores que outras exposições, oportunidade de aquisição.

Ouvi uma pérola na conversa entre dois conhecidos entendidos no assunto: - Não existe orquídea albina. Ou tem cor branca que é alba, mas albina não existe, pois albina é sem pigmentação e toda orquídea tem a sua pigmentação.

E por aí foi a conversa. Me despedi deles.

Fiquei aqui babando neste exemplar da Cymbidiella pardalina, cultivada por uma produtora de orquídeas. Planta nativa de Madasgacar, odeia o replantio e perda de suas raízes que se desenvolvem no musgo. Aqui, estou na segunda tentativa de cultivo da minha.




 É claro! Dei os parabéns pelo cultivo! Um show!

sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Adubação com bokashi com dosador no substrato - Laelia sincorana alba

Olá,

Gostaria de trazer algo bem útil no cultivo das orquídeas. Um dosador de bokashi que libera o adubo conforme a rega. Digo que é prático e não há perda do bokashi. Aqui uso um bokashi sem cheiro, pois não consegui usar o que tinha cheiro!

Comprei numa exposição um saco com 50 unidades, nem deu para começar a brincadeira por aqui. Rs.

Saca a tampa, coloca uma colher de café de bokashi, fecha a tampa.

Replantei a Laelia sincorana alba mantendo o cultivo no musgo.

Fui fotografá-la e percebi que uma formiga pequena pode ter polinizado uma flor, pois do nada murchou. Rs. Formiga feliz!



sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Ajuste no cultivo das Cattleyas walkerianas

Olá,

Aqui a percepção está bem aguçada!

O gênero Cattleyas foram as mais recentes aquisições na coleção Brasiliana. São talvez as mais populares e tradicionais entre os colecionadores brasileiros e estrangeiros.

Aprendi na prática e com dicas preciosas de um colega estudioso e autodidata e gostaria de compartilhar com vocês, as fotos abaixo são das walkerianas, mas foram aplicadas às Cattleyas em geral por aqui:

1- Observe se são unifoliadas ou bifoliadas. Folhas largas, um pouco de sombra. Folhas estreitas, mais claridade ainda.
2- Estude os meses de replantio delas devido às raízes novas.
3- Limpe sempre as suas brácteas para observar e prevenir cochonilhas e pulgões.
4- Quando estiver com pseudobulbo novo, faça adubação nas raízes. Evite pulverização para não comprometer a frente nova da planta. Já perdi várias frentes de várias Cattleyas com a adubação por pulverização nesta fase vegetativa.
C. walkeriana bem debilitada e se recuperando com um pouco de substrato miúdo e musgo, bokashi após adubo 20:20:20.

Corte e replantio no substrato miúdo de casca de macadâmia, carvão e peroba picada. Bokashi sem cheiro na adubação.

C. walkeriana adora placa de peroba inclinada até 30 graus.

Frentes novas e completas após adubação 20:20:20.

5- O substrato é escolhido pelo tipo de raiz. Se média ou grossa, o substrato segue o tamanho. Se o substrato estiver bom, evite o replantio sem necessidade.
6- Recentemente ajustei ao substrato, acrescentei o musgo em pequenas proporções nos vasos já consolidados. Não podia replantar devido ao período do ano e percebi que estavam desidratadas apesar da rega diária.
7- Aprendizado com as Cattleyas: precisam de vento para não terem cochonilhas e  precisam de espaço.

Bom cultivo!


sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Dito popular: Quem não tem cão caça com gato! - Rebatedor de luz

Oi. Escolhi este tema popular para dizer simplesmente: improvise!

Quase um mês sem luz, sem sol! As orquídeas reduzem a chance de florir, retardam ou aguardam a luminosidade preciosa para o seu metabolismo vegetal.

Área a receber o reflexo da luz. Há necessidade de se chegar a 2000 lux no canto esquerdo da prateleira no fundo da foto.

Assim sendo, um colega me auxiliou a improvisar um rebatedor de luz. Numa conversa entre um café e outro, mencionei a falta de sol devido à árvore do vizinho e dias chuvosos e encobertos. -Por isso não. Rapidamente indicou o local para um rebatedor de luz e mediu o lux em cada ponto desejado, após o teste com o rebatedor instalado.

Desloquei para o muro um protetor solar com camada em alumínio e miolo em isolante térmico que tenho para proteger o painel do carro. Rapidamente improvisamos o tal "rebatedor". Lembro-me de ter comprado numa loja de produtos japoneses com a quantia de quase quinze reais.


Devo ajustar a inclinação dele em cada estação do ano.

Vejam que preciosidade! Quem sabe resolve para o seu orquidário também. Rs.

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Robiquetia cerina

Olá, 

Hoje falaremos da Robiquetia cerina, Malleola merrillii, Robiquetia merrillii ou Saccolabium cerinum.




Podemos chamá-la popularmente de "orquídea-abacaxi" ou "abacaxizinho" devido ao seu cacho floral. Foi a primeira floração aqui. Vejo potencial para aumentar o seu cacho floral com a sua adaptação e novo substrato mais adubação.

Nativa das florestas quentes e úmidas da Nova Guiné e Filipinas, habita altitudes entre 100 e 700 metros.

É uma vandácea com ramos pendentes e longos, folhas elípticas, hastes pendentes com até 10cm de comprimento, muitas pequenas flores que se abrem sucessivamente da haste para o final dele.

Há flores nas cores: amarelo, vermelho e púrpura. Lindas! Duram quase um mês.


Aqui foram bem no vaso cerâmico sem furos com substrato misto no tamanho médio e no vaso cerâmico com furos. Está num local com cerca de 2000 lux.

Dica: diminua a rega no inverno e não a deixe num local com temperaturas baixas. Ela é sensível demais, tanto folhas quanto raízes.

Ao final da sua floração, cortei as extremidades de duas folhas que apresentaram uma espécie de ressecamento, uma por quebra e outra por algum motivo desconhecido e para não deixar o desenvolvimento desta mancha, decidi removê-la. O restante permaneceu intacto. Não deixe de aplicar a canela em pó onde cortou. Evitará os fungos e acelerará a cicatrização do tecido vegetal.

Bom cultivo!

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Ludisia discolor

Olá!

Adivinhe? Orquídea terrestre no supermercado!!! Eba. Foi uma festa!

Quando a vi, tive que olhar de novo e escolher uma Ludisia discolor para levar para a coleção Brasiliana.

Alguns dizem ser de fácil cultivo, aqui já se foram embora quatro. Desde o início do cultivo tenho dificuldades em agradar esta terrestre. Tenho um vizinho que possui um vaso enorme no jardim e o exemplar dele é perfeito com várias hastes florais.






Esta é mais uma tentativa e acredito que está indo bem! A replantei e tutorei a duas hastes florais. Retirei o musgo que havia no substrato anterior e acrescentei um substrato para samambaia que drena bem e vem ensacado. Havia mais três pedaços de rizomas enterrados, sendo que um está saindo da terra.

Vamos lá! Nesta quinta tentativa a manterei dentro de casa, separada das demais que recebem rega diariamente. Escolhi uma janela perto do fogão, assim irá se beneficiar da temperatura do forno e umidade do ambiente.

Devo tratá-la quase como uma suculenta, porém com baixa luminosidade. No inverno/dormência suspender a rega e no final do inverno e início da primavera aumentar a rega sem deixar o substrato molhado o tempo todo. É isso! Não devo fracassar no cultivo dela. Rs.

Acrescentei húmus de minhoca californiana ao substrato. Vejam como a adubação ajudou no desenvolvimento das flores! Uau!
Grande aprendizado em agir na hora. Aplicar o húmus ajudou o desenvolvimento das flores.

Nativa do clima tropical/quente não tolera frio. Nativa da China, Tailândia e Madagascar.


Não desista! Bom cultivo de terrestres. Tente a Ludisia discolor e me conte o que achou.






Destaque do mês - Octomeria linearifolia

Oi! Hoje é uma micro-orquídea ou mini-orquídea que é destaque no Brasiliana: Octomeria linearifolia.


Pouco sei sobre ela. Procurei e não encontrei referências em sites nacionais e internacionais de orquídeas. Não é a Anathallis linearifolia que tem várias flores na sua haste longa. Sei que ambas são nativas do Brasil. Eba!


Este exemplar está plantado numa placa de madeira e dentro de cesto de peroba. Fica debaixo do sombrite numa área com iluminação indireta. Toma vento, chuva, sereno.

Este ano deu uma floração regular e intensa! Acredito que se está no local ideal. Não apresentou pulgões e nenhum tipo de praga como nos demais anos.

Dica: expus ao relento e deixei exposta ao vento.

Uma jóia de orquídea!


sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Miltonia spectabilis semi-alba

Olá,

Hoje destaco o labelo da Miltonia spectabilis semi-alba que ganhei de um amigo de Ubatuba. Acredito que não seja nativa de lá, mas é nativa no Brasil!

Vejam que preciosidade!

Há associação que desclassifica na exposição as orquídeas que estejam com as raízes fora do vaso. Como "disciplinar" as raízes aéreas dela e o vegetativo escandente? - Se souber, me avise!




Vejam o vegetativo dela! Está comigo desde 2014. Neste ano a deixei mais exposta ao sol e ficou mais amarelada (bulbo e folha), mas nem por isso aumentou a quantidade de flores. É de se pensar se o risco de queimar as suas folhas vale a pena na obtenção de mais flores.

Digo que suas folhas diminuíram de tamanho e suas raízes aéreas estão maravilhosas e saudáveis.

Manterei cultivada no vaso de plástico com substrato misto miúdo. Aqui foi o que deu melhor resultado, recebe água todos os dias pela manhã ou no final da tarde.

Observe sua fragância levemente adocicada e muito suave!

Dica: compre a sua com flor. Há muitas formas com as cores do labelo bem diferentes. Algumas mais bonitas e outras bem desinteressantes.

Bom cultivo de Miltonias!

sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Lista de desejos e oportunidade de compras!


Olá amigo,

Acabei de voltar de uma exposição anual de orquídeas! Imaginem a festa que foi encontrar algumas orquídeas disponíveis para a venda:



Bifrenaria harrisoniae alba é nativa do Brasil. Estava na lista de desejos! - na foto, a da direita.

Cattleya schilleriana amesiana “LB” x Cattleya schilleriana amesiana “Chapadinha”  é um cruzamento onde resultou nesta cor e cacho floral com seis flores. Um encanto de cultivo. É nativa do Brasil (sul da Bahia e Espírito Santo). Foi a compra de oportunidade. Cultivada por um colega, indicado por outro colega, custo x benefício excelente. Uma excelente oportunidade para aprender a cultivar esta espécie. À esquerda superior da foto.

Sarcochillus hartmannii é do leste da Austrália. Esta comprei pelo seu centro ser diferente da que está no Brasiliana. Sua forma não é tão arredondada, mas vi potencial no cultivo desta espécie. No centro da foto.

Habenaria rodocheila é terrestre nativa do sul da China à Malásia às Filipinas. Não resisti ao apelo da sua cor e morfologia. No centro da foto, na cor rosa com salmão.



Ponerorchis graminifolia alba é nativa do Japão e sudeste da Korea. Havia visto a foto dela, mas nunca havia visto para venda. Oportunidade de aquisição. À esquerda da foto.

Todas elas possuem um risco alto no cultivo, mas há outras da mesma espécie que estão adaptadas e com o desenvolvimento em andamento. Resta observá-las no decorrer do tempo e minimizar o risco obtendo informações adicionais com os vendedores.

Comprei também uma batata com a folha pilosa na cor prata. Minha avó tinha uma dela com a flor salmão. Não é orquídea! Rs.

Aproveitei reencontrei colegas orquidófilos e/ou vendedores que obtiveram a premiação e me passaram algumas dicas de cultivo. Fui de carona com uma amiga e aproveitamos cada minuto do evento.
Conversando com o cultivador, esta planta tem seguramente mais que 15 anos! Show no cultivo da C. schilleriana!

Voltarei no domingo pela manhã para buscar uma orquídea encomendada com um colega fornecedor, vasos e substratos. Rs.

Bom cultivo!

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

O ralo no cultivo das orquídeas

Olá,

Temas de sustentabilidade e práticas saudáveis são dois contextos para repensarmos algumas besteiras no cultivo de orquídeas. Aqui vão algumas das experiências no Brasiliana onde houve alguma perda, ou seja, algo foi para literalmente para o ralo.

1- cortar ou repicar a sua touceira. Nunca! O risco de perder os cortes ou enfraquecer a planta é enorme e a prática vale para quem tem muita experiência e conhece o cultivo do seu exemplar. Quase perdi uma Miltonia spectabilis assim. É necessário muita adubação para que os cortes não definhem.

2- adubação em demasia. Quantidade excessiva sem necessidade. Ou o substrato graúdo não absorvirá ou a planta literalmente secará com o bokashi, por exemplo! Sempre destine uma quantidade menor que a recomendada pelo fabricante e vá aumentando conforme o uso e observação depois de testado nas suas orquídeas.

3- adquirir exemplares não recomendados para o local do seu orquidário. Ou destine a adaptação necessária ou abra mão da muda ou planta adulta. Enquanto não perceber isso, haverá danos nas orquídeas, seja ele qual for.

4- fazer a divisão para agradar um amigo. Se a planta estiver com poucos pseudobulbos ou pequena, esqueça! Espere mais dois anos e presenteie com um lindo corte, enquanto isso, a sua orquídea agradece e estará bem cuidada até lá!

5- perceber que a orquídea está literalmente definhando. Procure o fornecedor ou leve o exemplar para os cuidados e correções necessárias até por um cultivador experiente (tutoramento, substrato, iluminação, etc). Pode parecer óbvio, mas o olhar do iniciante não considera isto. Todo dia vai ver a sua plantinha, mas não faz idéia que ela está pedindo ajuda e corre o grande risco de se extinguir.

Pense! A sua empolgação poderá não considerar os riscos e conseqüências para os seus exemplares.

Dica: dê cortes saudáveis para um amigo de confiança! Se o seu exemplar não se adaptar no seu orquidário, daqui alguns anos poderá ter um outro corte de volta. Aqui vale uma ressalva, orquidófilos querem plantas e são movidos por este interesse. Observe qual deles é mais confiável para receber a sua orquídea! Rs.

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Café e troca de informações no cultivo das orquídeas

Oi. Hoje falaremos de troca de informações.

Numa rápida visita, o orquidófilo e ilustrador botânico Alessandro Cândido trocou muita experiência no cultivo das orquídeas. Desde os seus 10 anos de idade aprecia e cultiva os seus exemplares.
Ambos tagarelas e felizes no cultivo das orquídeas
Aqui está uma Cattleya luddemanniana alba tutorada por ele enquanto tricotávamos sobre as espécies, flores, perfume, substrato, ilustração, e tudo mais que tínhamos para mencionar durante a sua permanência no Brasiliana.




Entre um cafézinho e outro, muita referência de cultivo e procedência das nativas nos orquidários do Brasil.

Bom cultivo!




Compras nas exposições

Olá,

A primavera chegou e estamos dispostos a ver flores e flores! Prepare o bolso.

Há muitas exposições de orquídeas por todo o Brasil. Se tiver chance, vá conhecê-las e verá muitas espécies e exemplares maravilhosos!!!

Veja abaixo o sonho de consumo! Colecionadores que possuem exemplares enormes e lindos! Diga-se que estes exemplares não foram premiados, mas demonstram a qualidade geral.

Gastrochis humboldti

Arphopyllum giganteum

Scaphyglottis sp

Dicas para visitação:

  • Combine com um colega mais experiente no cultivo. A visitação se tornará mais interessante e aprenderá mais rápido com o convívio dele. Evite grupos, demorará mais e não terá tempo para ver com calma cada exemplar exposto.
  • Vá com trajes confortáveis. A idéia é dar uma olhada geral e depois escolher os exemplares a serem adquiridos. Tome água e leve a câmera ou celular para muitas fotos.
  • Dê preferência para as rotas de transporte e horários mais flexíveis. Poderá trazer as plantas numa caixa dentro do ônibus urbano ou estacionar o seu carro num local próximo e seguro perto do evento.
  • Aproveite e compre o cachepot de plástico, de madeira, substratos e coisas que já pesquisou na internet e precisará nos próximos meses. Geralmente, o preço é menor e você não precisará pagar o envio destes produtos, então o valor final será mais em conta.
  • Escolha os exemplares à venda, reserve-os junto ao vendedor. Feche a conta e retire na saída. Não fique carregando sacolas e caixas. As orquídeas podem ser danificadas.
  • Como escolher a sua orquídea: primeiro, a que você gostou e puder pagar! Se não puder pagar, veja se há exemplares menores à venda por um preço bem modesto que caiba no seu bolso. Geralmente há terrestres na primeira floração com valores bem interessantes. As menores exigirão um cuidado maior, mas potencialmente terão um melhor custo-benefício no cultivo.
  • Se puder, leve um caderno com a lista das suas e faça lá a lista de desejos com a referência de preço, assim poderá programar a compra para o próximo ano, quando ela estiver florida novamente. Já aconteceu de ir buscar no ano seguinte e não havê-la. Contacte o vendedor antes e combine a compraAfinal, comprar sem ver a flor, evite! Você poderá se decepcionar!
  • Assim que chegar na sua casa, dê bastante água no substrato. Geralmente estão desidratadas. Adube-as.
  • Tutore, limpe o máximo que puder cada exemplar e deixe em quarentena.


Boas compras e bom cultivo!


sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Ervas aromáticas e repelentes naturais

Oi! Após dias de chuva, observei borboletas, lagartas e diversos insetos no jardim.

Replantei alguns vasos com ervas aromáticas que praticamente combatem moscas e mosquitos, mas não são tão eficientes para os demais insetos que atacam o orquidário e o jardim.

Aproveitei a dica de alguns youtubers para deixar cascas de laranjas e limões pelo jardim para afastar os felinos dos vizinhos e os nossos de áreas não desejadas. Rs. Aqui nenhum deles reclamou! Rs.

Encontrei no supermercado um inseticida à base de água com citronela! Apliquei no tempo nublado e gostei do resultado no orquidário. Pouca aplicação foi suficiente para perceber a movimentação dos pernilongos. Apliquei no sombrite e arredores da cobertura fazendo um bloqueio para a entrada dos indesejáveis insetos. Quando a temperatura aumentar, devo aplicar novamente, alternando com o biofertilizante natural/chorume de minhoca californiana. É claro que a duração deles é de cerca de 24 horas, mas melhor que não fazê-la!

Ah, tem também a essência ou óleo de citronela para ser diluída na água e pulverizada no jardim. Proporção de uma colher de café para um litro de água.

No ano passado havia investido num aparelho elétrico com luz azul que atraí insetos e pernilongos. Valeu o investimento, mas não resolve onde tem planta ao ar livre ou muita água. Este equipamento precisa ficar protegido e num local coberto. Sua cobertura é de até 12m2. Vejam os insetos nele, ooh dó!



São atividades preventivas para que as orquídeas não sejam atacadas e devoradas no início da primavera!

Bom cultivo e boa primavera!

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Keiki ou bebê de orquídeas

Oi! Hoje falaremos a observação de alguns keikis (plural de keiki, palavra que significa bebê no Havaí/EUA).

Dificilmente conseguimos reproduzir a partir da planta adulta fora do laboratório. Daí o interesse dos amadores pelos keikis. É através deles que a reprodução será garantida e seu crescimento é bem mais acelerado que a reprodução no laboratório que terá no mínimo uns 5 anos de desenvolvimento. Porém nem todas as espécies produzem os keikis.

Os keikis surgem quando são estimulados ou quando a planta mãe emite sinais de amadurecimento e/ou declínio no seu desenvolvimento. São importantes porque garantem as mesmas características genéticas de mãe para filhos.

Veja a lista de ocorrência de keikis na coleção Brasiliana: Polystachia neobenthamia, Restrepia brachypus, Pleurothallis cardiostola, Acianthera prolífera, Dendrobium anosmum, Dendrobium moschatum, Zootrophyum dayanum var. xanthinum, Phalaenopsis lueddemanniana modesta, Phalaenopsis pulchra e Cadetia taylorii.






Dica: quando estiverem bem enraizadas, Vandas com no mínimo 3 raízes grandes, corte o keiki e replante-o. Geralmente a folha antiga ou o rizoma permanecerão na planta adulta.
Única flor no centro da folha, sem keikis.

Os keikis surgiram no centro da folha junto da haste sem a flor.