sexta-feira, 21 de setembro de 2018

Keiki ou bebê de orquídeas

Oi! Hoje falaremos a observação de alguns keikis (plural de keiki, palavra que significa bebê no Havaí/EUA).

Dificilmente conseguimos reproduzir a partir da planta adulta fora do laboratório. Daí o interesse dos amadores pelos keikis. É através deles que a reprodução será garantida e seu crescimento é bem mais acelerado que a reprodução no laboratório que terá no mínimo uns 5 anos de desenvolvimento. Porém nem todas as espécies produzem os keikis.

Os keikis surgem quando são estimulados ou quando a planta mãe emite sinais de amadurecimento e/ou declínio no seu desenvolvimento. São importantes porque garantem as mesmas características genéticas de mãe para filhos.

Veja a lista de ocorrência de keikis na coleção Brasiliana: Polystachia neobenthamia, Restrepia brachypus, Pleurothallis cardiostola, Acianthera prolífera, Dendrobium anosmum, Dendrobium moschatum, Zootrophyum dayanum var. xantihinum, Phalaenopsis lueddemanniana modesta, Phalaenopsis pulchra e Cadetia taylorii.

Dica: quando estiverem bem enraizadas, Vandas com no mínimo 3 raízes grandes, corte o keiki e replante-o. Geralmente a folha antiga ou o rizoma permanecerão na planta adulta.
Única flor no centro da folha, sem keikis.

Os keikis surgiram no centro da folha junto da haste sem a flor.




sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Eria amica

Oi!

Consegui este corte da Eria amica num grupo de media específico de orquídeas.

Havia mais uma pessoa que tinha o corte, mas preferi adquirir de um colega que havia dado outras orquídeas anteriormente de presente.

Cada ano está maior e com haste com mais flores! Um encanto! Vejam as fotos no post anterior sobre ela.

Veja o link: http://www.diariodoorquidofilo.com.br/2017/09/eria-amica.html

Pinalia amica ou Eria amica é do sudeste asiático.




sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Cattleya lueddemanniana Destaque do mês para a orquídea venezuelana

Olá orquidófilo!

Cattleya luedemanniana. Orquídea unifoliada.

Este mês começou com o botão da minha abrindo rapidamente no início da manhã. Soube que ela é assim, rapidamente abre e que o labelo de cada orquídea é único!

Soube também ser da Venezuela, desde o litoral do Caribe até a área montanhosa. Me fez lembrar da viagem do naturalista Alexander von Humbodlt em 1800 descrevendo a região árida com palmeiras de buriti (Mauritia flexuosa) e temperaturas de 50 graus Celsius no solo no centro desta região.

Soube também que as rubras estão em altitude nas montanhas e as de cores mais claras perto do litoral. Há controvérsias sobre isto.

Bom, sei na prática que ela se ressente do replantio. Fica enfraquecida com bulbo de menor porte e flor única. Foi o que aconteceu com ela. Suas flores podem durar até uma semana, sendo este o motivo de não ser escolhida para comercialização intensiva.

Bom cultivo!

Cattleya lueddemanniana tipo x rubra

Dois exemplares menores com 1 ano e meio que foram retirados dos frascos

Presente de um produtor de Uberaba: Dois cruzamentos com a C. lueddemanniana Haydé




Ph da água

Ambos medidores comprados via website
Olá,


Hoje é feriado e recomendo fazer uma pesquisa sobre a importância do ph da água para as suas orquídeas.

Uma explicação rápida: pH se refere à íons presentes na água. Nada tem a ver com o cloro utilizado na água potável que vem para a nossa casa. Este cloro, após uns 3 dias evapora. Por isso alguns gostam de dar água nas orquídeas após a evaporação e reservam a água por este período.

Uma amiga produtora esteve aqui e me passou esta dica. Questionada sobre o que poderia ser melhorado no Brasiliana, ela me disse: - As orquídeas adoram ph entre 4 e 5, como água de poço artesiano. Compre o medidor de ph e passe a monitorar a água da rega, uma vez que você tem um reservatório sem água de chuva, mas com água da rua para o sistema de irrigação automática.

Comprei o medidor de ph e passei a pesquisar:
- água mineral: 3,5
- ácido até 7
- base: 7
- alcalina acima de 7

Um amigo esteve aqui: medimos a água da rua: 3,9. Um dia e meio depois, 10,9.

Ainda não concluí nada! Devo pesquisar muito mais, mesmo sendo uma coleção particular sem interesse na produção e venda, as orquídeas agradecerão qualquer benefício que se possa realizar.

Bom cultivo!

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

Preparo para a primavera

Olá,


As temperaturas aumentaram rapidamente nesta semana! As abelhas jataís sairam da colméia, finalmente! Percebi que perto dos 10 graus Celsius elas não saem, ficam recolhidas todas, inclusive os guardiães da colméia.

Isto serviu de alerta para recolher o húmus e o chorume da composteira vertical, preparar o solo das frutíferas e hortaliças e todos os vasos das orquídeas.

Aproveitei e repassei todos os vasos, acrescentei o lesmicida em grânulos e dei baixa em alguns exemplares. É fato! Algumas morrem e temos que renovar o orquidário com outras espécies ou gêneros. O mais difícil é encontrar exemplares com flores que não sejam Cymbidiuns, Phalaenopsis e Dendrobiuns neste final de inverno. Rs.

Fiz aquisição de algumas ferramentas que estão disponíveis no mercado:

1- luvas confortáveis que respiram
2- arame flexível para tutoramento
3- medidores de ph do solo e da água
4- mangueira flexível (ganhei de presente da minha mãe)

Vejam abaixo:







sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Epidendrum aggregatum ou Dendrobium lindleyi

Oi orquidófilo,

Para quem visita as exposições de orquídeas, já conhece o Epidendrum aggregatum.
Nome: Dendrobium lindleyi
Sinônimos: Callista aggregata (Roxb.) Kuntze 1891; Dendrobium aggregatum Rox. 1832; Dendrobium alboviride var. majus Rolfe 1932; Dendrobium lindleyi var. majus (Rolfe) S.Y.Hu 1973; Epidendrum aggregatum Roxb. ex Steud. 1840;


Nativa do sudeste da Ásia, incluindo Sikkim, Butão, nordeste da Índia, Birmânia, Tailândia, Laos, Vietnam e sudoeste da China.







Orquídea vistosa pelas hastes com flores amarelas quase alaranjadas. Fragância peculiar. Duração até 7 dias.

Aqui está com cerca de 30 bulbos, 9 hastes e poucos bulbos caducos que perderam a folha.

Li em alguns blogs e sites de venda que o sombreamento é 70%. Aqui não funcionou. Lembra que prefiro falar de lux? - Pois é, foi bem debaixo do Ficus com sol direto pela manhã até a hora do almoço. Então, arriscaria a dizer que a luminosidade é de 70%.

Adubação com chorume. Orquídea muito resistente às pragas e infestações. Vi que consideram nível médio de dificuldade de cultivá-lo. A dica é claridade, vento e substrato de drenagem rápida e boa base para as suas raízes se fixarem.

Bom cultivo!

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Coelogyne flaccida

Oi! Muito frio?



As temperaturas despencaram nesta semana variando cerca de 10 graus, bastou para as Coelogynes começarem a dar o ar da graça!

Comprei um vaso com uns 4 a 5 bulbos em 2014. Rapidamente entouceirou e já cortei uma frente dela para uma amiga. O cultivo desta Coelogyne é fácil.




Coelogyne flaccida.





Descrita por John Lindley (1830).
Sinônimos: Pleione flaccida e Coelogyne esquirolii.
Origem: da China e Nepal ao Vietnam.
Habitat: epífita em matas claras, quentes e úmidas.
Altitude: 400 a 1.900 metros.

Cultivo: casca de macadâmia e carvão, fundo do vaso cerâmico com pedaços de isopor.

Dica: o tipo de crescimento desta orquídea se desenvolve bem num vaso circular, há várias frentes com várias hastes pendentes. Apesar de ser fundo, o substrato está do meio para cima. O restante do isopor no fundo evita formigas e protege suas raízes para não ficarem encharcadas de água. Sua fragância é acentuada e marcante, não passa imperceptível e é característica dela.

Bom cultivo!



sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Orstedella centradenia ou Epidendrum centropetalum




Nativa da Costa Rica, Nicarágua e Panamá, da família Epidendrum, a Orstedella centadenia ou Epidendrum centropetalum é uma micro-orquídea de fácil cultivo. Geralmente encontrada sobre as árvores da floresta nativa voltada para o Oceano Pacífico, em altitudes de 1000 a 1400m acima do nível do mar.

Li num blog que ela adora ventos fortes e iluminação de 25 a 35 mil lux. Suporta variação de temperaturas no decorrer do dia e nas estações do ano. A umidade relativa do ar deve ficar entre 70 a 80%. Vi também fotos onde há o cultivo no toco ou placa de madeira.

Este exemplar veio de Curitiba e replantei-o num vaso cerâmico sem furos laterais e substrato de carvão com casca de macadâmia picada. Suas raízes grossas são exageradas em relação ao vegetativo fino e delicado das hastes e folhas miúdas.

Seus botões demoraram um pouco para abrir, mas quando vi a coloração e forma da flor, valeu a espera. Andava um pouco preocupada sem saber se a planta havia sentido o replantio durante o início da floração.

No meio da haste está se desenvolvendo uma raíz e um keike/muda. Vou observá-lo.

Bom cultivo!

sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Rodriguezia decora - Destaque do mês

Olá, 

Hoje falaremos um pouco sobre a Rodriguezia decora. Uma jóia nacional!  Nativa da região sudeste e sul, região serrana próxima ao litoral. Recomendo tê-la na sua coleção.

Muito agradável e bem peculiar. Possui o sistema vegetativo escandente com hastes que funcionam como um rizoma entre os pseudobulbos ovóides e unifoliares.

Sua haste floral possui várias flores com o labelo totalmente branco e pintas na cor magenta/vinho, um encanto. Aqui está com mais de 15 dias florida.

Suas raízes finas são aéreas e quando muito se fixam num apoio de madeira, fino e alongado porque esta orquídea crescerá para cima e não há necessidade de substrato ou base nas laterais.

Este exemplar foi adquirido em Curitiba. Estava fixado numa ripa de madeira com um pouco de musgo numa tela na sua base. Acrescentei uma cesta de plástico e substrato de carvão com casca de macadâmia para reter um pouco mais de umidade e adubo do tipo bokashi.

Acredito que o clima temperado (úmido e temperatura mais baixa) em Curitiba tenha feito bem para este exemplar. Vamos observar aqui em São Paulo.

Tem uma fragância bem suave, quase imperceptível.




sexta-feira, 27 de julho de 2018

Inverno seco com muitos dias sem chover e 25% de umidade relativa do ar

Olá amigo orquidófilo!

Bifrenaria

A resposta vem da prática e observação, ou da dica de algum cultivador experiente. Neste inverno fui visitar um orquidário de Curitiba e havia muitas orquídeas interessantes, desde híbridos até espécies nativas de outros países.

Numa conversa rápida entre a escolha de um exemplar e outro, o proprietário comentou que as folhas ressecam na ponta ou apresentam manchas escuras nas folhas porque ali é frio (havia feito 1oC naquela semana).
Acianthera

O que me remeteu à Acianthera acima e outras espécies que apresentam desidratação nas folhas no Brasiliana. Significa que devo garantir que as baixas temperaturas e ambiente seco devem ser evitados para estas espécies sensíveis a estas duas combinações.
Coelogyne

Então, vamos lá, relacionei as espécies daqui e devem valer para São Paulo e local com luz moderada como aqui:
  • Coelogyne
  • Acianthera
  • Stellis
  • Bifrenaria
Detalhe: todas apresentam folhas finas ou nem tanto, algumas com pseudobulbo, outras não.
Stellis
Veja, o processo natural de perda da folha para o crescimento vegetativo é natural em todas as espécies. Estou relacionando aqui alguns exemplos que não justificam as pontas secas ou manchas num exemplar vigoroso.

Enquanto isso, umidade relativa do ar na faixa dos 25%: rega diária durante a manhã e aguardando o recebimento das escolhidas em Curitiba!

Bom cultivo!

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Pleurothallis plymatodes x Pleurothallis teaguei


Olá, hoje trago um híbrido entre o Pleurothallis plymatodes e o Pleurothallis teaguei.

Comprei este exemplar logo quando me mudei do apartamento para aqui. Cultivava como as Phalaenopsis que vieram do apartamento. Experimentei o replantio para outro vaso de plástico maior, regrediu. No ano passado preferi retirá-lo da prateleira e suspendê-lo junto com as demais orquídeas que estão debaixo do plástico agrícola. Fiz esta transição no inverno do ano passado.

Dica: sempre faça esta transição durante o inverno para que o exemplar possa de adaptar lentamente e criar resistências na folha e caules quanto à exposição solar ou iluminação exagerada.

Agora veja 3 flores por folha! Um sinal que ela adaptou-se e está melhor.

Outro sinal: não há mais formigas trazendo colchonhilhas.

Um ponto a melhorar: desidratação na ponta do folha tem ocorrido e é preciso entender esse processo para evitá-lo.

Bom cultivo!




sexta-feira, 13 de julho de 2018

Mediocalcar decoratum


Olá, esta orquídea me inspirou para a formação de touceiras. É uma das primeiras aquisições no Brasiliana. Veio pequena e já está linda e maravilhosa!

Micro-orquídea, bulbos de 0,5cm de diâmetro e folhas de 2cm de comprimento com flores de 0,4mm de diâmetro que saem da base da planta. Suas folhas não caducam.

Natural da Nova Guiné, portanto gosta de clima tropical com umidade mediana e raízes aéreas.

Gosta de substrato bem drenado e um pouco de musgo. Aqui está num vaso cerâmico chato com furos laterais e no fundo. Estes vasos chatos auxiliam o cultivo das reptantes que entouceram muito e rapidamente.

Gosta de iluminação da manhã e tarde iluminada.

Precisa falar mais?

Nota: desde a publicação deste artigo ela está florindo continuamente! - Estamos em 17/8/2018, ou seja, mais que um mês produzindo novos botões e flores.

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Barbosella australis

Olá, hoje trago a Barbosella australis.

Barbosella australis (Cogn.) Schltr. 1918.

Barbosella australis var. genuina Hoehne 1947; Barbosella australis var. latipetala Hoehne 1947; Barbosella australis var. loefgrenii (Cogn.) Hoehne 1947; Barbosella loefgrenii (Cogn.) Schltr. 1918; Restrepia australis Cogn. 1906; Restrepia loefgrenii Cogn. 1906.


Encontrada nos estados do sul do Brasil, São Paulo e Rio de Janeiro. Possui crescimento reptante, muito sensível à pouca umidade do ar. Aqui no Brasiliana está cultivada numa ripa de peroba riscada e adorou o sulco na madeira.

Dica: cuidado na concentração do adubo, seja ela qual for. Prefira uma mistura mais diluída para não danificar o rizoma dela.

Das Barbosellas é a que possui flor grande, um pouco mais de 1cm! Recomendo tê-la, pois é sensacional e linda!

(Detalhe: vi que há o labelo com divisão no centro e que não há como enxergá-lo na foto. Na maioria das fotos pesquisadas é apresentada uma divisão acentuada no final do labelo.)

Bom cultivo!




Acianthera aphthosa - destaque do mês

Olá!

Hoje trago a Acianthera aphthosa. Espécie endêmica da mata atlântica geralmente encontrada nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina e Rio Grando do Sul.



Ganhei esta de um colega orquidófilo. Veio do Rio Grande do Sul! Entouceirou nestes 4 anos que está comigo. Uma coisa maravilhosa!

Está cultiva no musgo sobre pedaços de isopor, dentro de um vaso cerâmico. Chegou adubada com grânulos de liberação lenta 20:20:20. Neste ano a expus ao local com mais claridade e sua floração está farta, com várias hastes na mesma base da folha.

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Octomeria juncifolia



Espécie endêmica da mata atlântica do sul e sudeste brasileiro. Descrita por Barbosa-Rodrigues em 1881. Possui folhas pendentes, roliças e compridas sem pseudobulbos.

Muito agradável pelo seu crescimento vegetativo cespitoso, quanto mais folhas tiver, mais flores todo ano, pois suas folhas não caducam com o passar o tempo.

Veio cultivada num toco de madeira com casca, muito bem fixada por suas raízes bem finas. É um exemplar que fica bem interessante entouceirado e pendurado junto com outras debaixo de uma árvore.


Inflorescência na base da folha.
Flores brilhantes amarelo-ouro.

Floresce no final do inverno, mas aqui floresceu no final do outono.
Aqui o labelo é amarelo-ouro, não escuro como descrita por alguns.
Bom cultivo de Octomerias!

sexta-feira, 22 de junho de 2018

Replantio no inverno da Sarcochilus

Replantio de Sarcochilus

Olá! Imaginei que tudo estava preparado para a vinda do inverno deste ano: cobertura revisada e reforçada nos cantos, limpeza nas prateleiras e vasos, última aplicação de bokashi antes do inverno. 

Realizando uma inspeção visual nos vasos percebi que alguns vasos estavam com o musgo deteriorado e chequei as raízes, bingo! Algumas haviam apodrecido, sinal que a orquídeas seriam perdidas em breve. Todas Sarcochilus!

Replantadas em 2016 o substrato se deteriorou e na urgência, foi substituído pelo substrato misto de carvão, casca de peroba, um pouco de musgo chileno, idem a Sarcochilus hartmannii (veja o artigo dela clicando no texto).

Lembre-se de tutorá-las com um palito e amarrar bem a base dela para ficar firme no substrato novo, pois é praticamente impossível apertar o substrato e danificar mais ainda as suas raízes.

Atente para cada exemplar que possui evitando perdê-lo! Antecipe aos possíveis eventos no seu orquidário.

Bom cultivo de Sarcochilus!

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Restrepia lansbergii

Olá,

Hoje trago a Restrepia lansbergii. Escolhi algumas Restrepias para uma coleção delas no Brasiliana.

Nativa na Venezuela, Equador e Perú nas altitudes de 700 a 3000m acima do nível do mar. Pequena de crescimento simpodial apresentando uma touceira bem delicada e floração homogênea na base da folha que não caduca, ou seja, todo ano virá uma haste floral na mesma folha. Quanto mais folhas, mais flores.

Sem pseudobulbo para reserva de energia, muito sensível a desidratação rápida. Dias com muito vento e clima seco são necessários rega diária ou pulverização constante.

Aqui está cultivada em substrato com musgo, carvão e casca de macadâmia picada no vaso raso de cerâmica.

Aprendizado: O topo da touceira tem que ficar no nível da borda do vaso e o substrato um pouco abaixo para que não retenha água e também não desidrate o centro de suas raízes mais velhas (perdi a Restrepia guttulata big porque não observei que ela estava um pouco acima do substrato).

Percebi que as brácteas secas conservam a umidade para a haste floral. Anteriormente eu as removia, agora as mantenho.

Duração das flores de 5 a 7 dias.

Tem iluminação moderada na maior parte do dia.

Recomendo o cultivo delas. Muito agradável a cada ano. Uma fofura!

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Rlc Goldenzelle "Lemon Chiffon"

Abrindo hoje
Rlc. Goldenzelle "Lemon Chiffon" ou Blc. Goldenzelle "Lemon Chiffon"

É um híbrido registrado em 1982 por J. Hanes da Califórnia/EUA. Ganhou prêmio AM/AOS. Cruzamento entre Blc. Fortune e Cattleya Horace.

Possui vegetativo bem grande e vigorosa. Comprei um corte saudável. Declinou um pouco com o tipo de adubação daqui. Será necessário adubá-la com 20:20:20 para manter o vegetativo dela porque a floração deste ano está bem deixando a desejar.

Está cultivada no vaso cerâmico chato com furos laterais e casca de macadâmia com carvão em pedaços.

Bom cultivo de híbridas!

Nota: Rhyncholaeliocattleya (Rlc.) ou Brassolaeliocattleya (Blc)


sexta-feira, 1 de junho de 2018

Cattleya walkeriana lobo mau x Cattleya walkeriana águia dourada

Cattleya walkeriana lobo mau x Cattleya walkeriana águia dourada

Não há muita informação sobre este híbrido. O que encontrei à venda com foto, nem se compara a forma desta.

Uma maravilha, muito graciosa e flor armada bem plana. Apesar de estar "passada" já na segunda flor da haste, comprei por ser muito plana e miúda.
Medi o raio e a distância entre as extremidades é de mesma medida. Está circunscrita no círculo.
Somente a distância entre as sépalas inferiores e labelo é maior que os demais extremos.

Seu labelo não apresenta o amarelo que algumas possuem. A coluna é escura, aveludada.

Seus pseudobulbos e folhas são pequenos, arredondados com pigmentos da cor da flor

Já havia ouvido que pseudobulbos e folhas pequenas arredondadas estão associadas a boa forma da flor. Será???

Seu perfume? - ah, bom e acentuado, mas nada marcante entre as C. walkerianas.

Veio plantada num substrato misto no vaso cerâmico com drenagem rápida!


Bom cultivo de walkerianas!