sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Jardim Botânico do Rio de Janeiro e Delfina de Araújo.

Olá orquidófilos viajantes,

Hoje trago uma dica para quem for viajar ao Rio de Janeiro. Recomendo visitar o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
Vista do Cristo pela mureta da Urca

Vista do Rio estando em Niterói

Durante a minha estadia lá, programei e fui visitar a amiga de longa data da rede social: Delfina de Araújo. Ela tem um blog de orquídeas muito famoso no mundo todo e eu nunca achei que fosse encontrá-la e conhecê-la pessoalmente. Pude presenciar um acolhimento sincero que só o carioca faz.
Da esquerda para a direita: Delfina, eu e a estagiária Vânia

Cheguei no Jardim Botânico do Rio de Janeiro com o sol a pino. Comprei o ingresso, visitei a loja e entrei passando pela catraca seguindo o mapa interno. O objetivo era visitar o orquidário e o bromedário em primeiro lugar.
Observando o cultivo de Laelia lobata
De volta ao Brasiliana havia estas floridas:
Miltonia spectabilis alba presente amiga Olga Ori e Miltonia spectabilis semi-alba presente do amigo Lino Ubalino. No inverno passado havia deslocado ambas para o local com sol pleno e este ano já produziram um excelente resultado.
Sarcochillus hartimannii com floração reduzida e novas frentes.
Bifrenaria harrisoneae com flores maiores e em menor quantidade
Lycaste aromática no final da floração sem nenhuma folha. Tenho orgulho porque agora está no local certo: muita claridade, sol pela manhã.
Aerangis articulata se adaptando no replantio.
Bulbophyllum smithinandii, presente do colega Poul Hove Sorensen. Primeira floração.
Preciso esclarecer este tem bulbos sem rizoma entre eles. Não confunda com os seus primos:o B. Claptonensis tem o rizoma.
Ah, um fato curioso: Rio 37 graus, São Paulo 15 graus. Este cultivo me chamou a atenção no Pão de Açúcar.
Phalaenopsis cultivadas em pleno sol! Quem diria? - Ver para crer! Cultivo no Pão de Açucar.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Exposição de orquídeas e aquarelas botânicas

Olá apaixonado por orquídeas e/ou aquarelas botânicas,

Estas orquídeas participarão da Exposição da Sociedade Bandeirante de Orquídeas no Clube Banespa, Av. Santo Amaro, 5565 nesta sexta-feira, sábado e domingo das 9:00 às 17:00. Não percam!

Miltonia spectabilis semi-alba

Bifrenaria harrisoneae

Aproveite a entrada franca para apreciar todas orquídeas expostas no local. Tirem fotos delas, mas não toquem nelas, pois são orquídeas de colecionadores daqui e de outras regiões como Niterói.


Exporei na área de vendas alguns produtos realizados a partir das aquarelas botânicas. Haverá artigos diversos desde camisetas, brincos, bottoms, gravuras, quadros, blocos de anotações, cartões, marcadores de páginas, calendários 2018!

Calendário de mesa 9x13cm

Calendário para anotações e parede
21x31cm

Capa do bloco de anotações
9x13cm

Aguardo a sua visita!

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Chytroglossa aurata

Olá,

Hoje trago uma micro-orquídea: a Cytroglossa aurata. O colorido e a delicadeza das flores encantam os colecionadores.


Tem pequeno porte, folhas com bulbos até 5cm de comprimento. Hastes pendentes com até 10cm e cerca de 9 flores.

Floresce no final do inverno e demora a abrir, portanto se faz necessário alguns cuidados na rega controlada. Duração de até 15 dias entre a primeira e última flor.

Gosta de iluminação indireta mais para sombra de alguma outra planta.

A umidade relativa deve ser alta, pois o seu cultivo exige que a madeira (placa ou pedaço de peroba) seque e não retenha água.

Aqui no Brasiliana é a segunda planta. A primeira esteve forte durante alguns anos, porém a perdi num descuido com a rega. Esta segunda está entre outras cultivadas na madeira, então a rega é diária.

Bom cultivo!

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Stelis aprica

Volto hoje com o cultivo de mais uma Stelis, a aprica.


Touceira sem corte ou divisão
SinônimosStelis catharinensisStelis minutifloraStelis crassifoliaStelis miersiiStelis microglossa, Stelis gutturosaStelis micranthaStelis rodriguesiiStelis domingensis, Stelis herzogii, Stelis tippenhaueriStelis desportesii, Stelis cubensis

No início, comprava e ganhava corte de micro-orquídeas ou mini-orquídeas se preferir denominá-las assim. Percebi que morriam ou suava muito (rs) para não perdê-las, pois o cultivo é diferente para cada local e condições gerais de cada orquidário. 

Ainda no início durante um inverno ganhei muitas orquídeas e as replantei, perdi muitas porque a temperatura caiu drasticamente e os cortes não reagiram ao replantio. Ainda não consultava a previsão do tempo.

Decidi então que teria touceiras. Touceiras ou nada! Claro que fiquei uns dois anos sem nada para comprar ou ganhar e sem os tais cortes pequenos das pequenas.

Durante uma reunião da Sociedade, surgiu uma touceira linda! Leiloada! Dei um lance, boa! Ninguém no grupo a quis por ser uma Stelis popular: argentata. Um colega me procurou e fiz a divisão dela. Aprendi muito nesta divisão sobre o cultivo dela e compartilho este aprendizado com vocês.

1- Vaso cerâmico com furos nas laterais e fundo;
2- Pedaços de isopor ocupando metade da profundidade do vaso;
3- No fundo, uma camada de cacos cerâmicos;
4- A touceira estava cultivada em musgo chileno e carvão;
5- A Stelis parecia um kokedama;
6- Para dividí-la, limpei todos os musgos até encontrar o rizoma principal;
7- Havia várias frentes/rizomas secundários para se desenvolverem na parte superior do musgo;

Veja sobre este exemplar: https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=3289191018640659854#editor/target=post;postID=2545356839150534283;onPublishedMenu=allposts;onClosedMenu=allposts;postNum=45;src=postname

A partir deste aprendizado, repeti este cultivo nos dois cortes. Um ficou no Brasiliana e outro foi para o meu colega.

Hoje a Stelis aprica está na segunda floração no Brasiliana. Gostei do resultado e avanço no período de um ano.

Todas as Stelis tenho mantido estas condições de cultivo e estão indo bem. Experimente.