sexta-feira, 9 de junho de 2017

Laelia anceps var. roeblingiana AM/AOS (*)

Olá,

Hoje trago algo inusitado. Faz cerca de dois anos que o vendedor está investigando.

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Floração quando a comprei em 2014
Comprei um corte da Laelia anceps var. roeblingiana AM/AOS (*), replantei-a num cachepot de madeira. Deixei-a debaixo do Ficus numa região de sol pleno, área sombreada e descoberta.

(*) Nota: AOS é sigla em inglês da Sociedade Americana de Orquídeas e AM é a sua premiação por mérito. Quando a comprei nem percebi estas anotações na sua etiqueta. Vi quando ela foi devolvida.

No ano seguinte, ela deu flores sem as estrias nas pétalas! Relatei o fato ao fornecedor. - Ela está com vírus! - Deixe-a aqui no orquidário e vamos tratá-la. Ficou um ano no orquidário comercial em Cotia recebendo cuidados para o tal vírus desconhecido que afetava as suas estrias.

Agora, a notícia: esta planta é assim! Ela não estava virótica! O DNA dela apresenta alternância nas suas flores. Vi lá no orquidário uma mesma planta com e sem estrias nas flores. Um tipo de flor em cada frente da planta do mesmo fornecedor. Acredite. Pasmem:)) É de cair o queixo. Devia ter tirado fotos dela. Rs.

Eita DNA! Quisera nós sabermos tudo sobre a genética das orquídeas. Faríamos um estrondo no mercado. Rs. Vejam a diferença de tamanho e cor nas pétalas de um ano para outro (foto acima e foto abaixo).
Floração de 2017


Sépalas e pétalas lisas como a tipo

Cultivada no cachepot de madeira, isopor no fundo e substrato misto na cobertura

Raízes saudáveis

O que posso dizer é o aprendizado no excelente atendimento e o conhecimento do produtor/fornecedor de Cotia. Recomendo! Comprometimento e pós-venda é tudo.

Sobre o cultivo, testei o uso de isopor (pedaços pequenos) e deu certo. Eu havia visitado um colecionador renomado que testou o isopor nas Cattleyas walkerianas. Adaptei para este exemplar pois gosta de superfície com boa drenagem.

Bom cultivo das Laelias anceps!




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