sexta-feira, 26 de maio de 2017

Coleção de Cattleya walkeriana

Olá,

Nunca pensei que fosse ter uma coleção de Cattleyas walkerianas. Pois é...digo isso porque são extremamente valorizadas no mercado internacional e nacional.

No ano passado adquiri dois exemplares de um colecionador renomado. Um colega me ajudou no replantio, vendi cortes para outros dois colegas. Ambas não derão flores ainda.

(Soube mais tarde por uma colega cultivadora comercial que a Cattleya walkeriana Feiticeira é perfeita, pois fica circunscrita num circulo e seus ângulos são iguais entre sépalas. As pétalas ficam sobrepostas num pequeno trecho. Uau! Ainda não a tenho no Brasiliana. Fica o sonho de consumo.)

Independente da geometria perfeita, digo que gostei muito deste último lote 2017 porque há plantas antigas que datam 2001 com boa referência de origem.

Neste verão aconteceu repentinamente. Fui selecionar algumas orquídeas no local e acabei adquirindo algumas clássicas. Ainda sem saber direito, fui no instinto. Vi as etiquetas com as identificações, de excelente procedência. Adquiri cerca de doze unidades, replantei cinco porque apresentavam necessidade de desenvolvimento e/ou infestação da vespa da orquídea no substrato/raízes e deve ter mais sete para replantio. Das replantadas, três estão neste artigo.

Modéstia: estou orgulhosa pelo replantio delas! Nenhuma sucumbiu! Obrigada colega por ter me ensinado o cultivo delas. Que possa obter mais conhecimento e que possamos passar adiante tudo que aprendemos durante este tempo de cultivo.

A grande dica é utilizar uma placa de peroba ou sansão do campo, amarrar bem o rizoma dela. Deixo inclinada cerca de 30 graus no vaso cerâmico com musgo, chip de côco e casca média com pedaços de carvão.

Mais uma dica, ela solta uma raiz no rizoma onde vem a flor. Daí a importância que ter uma base segura (madeira) para se desenvolver.

Última dica, preserve suas raízes danificadas. Poderão se desenvolver mais adiante.

Digo que estou enlouquecida com o perfume delas! Muito agradável com flores abertas por quase um mês. Estou de olho para que nenhuma formiga as polinize. Rs. Percebi vários insetos em volta delas.

Cattleya walkeriana tipo "Takako"

Cattleya walkeriana coerulea Dona Vilma
Cattleya walkeriana semi-alba

(No inverno do ano passado fiz a transição de local. Desloquei as duas walkerianas, uma nobilior e outras para uma região mais ensolarada sem sombrite ou plástico agrícola. Ou seja, sem proteção alguma por enquanto.)

Terei que reformar este trecho, pois a coleção aumentou e os vasos com frutíferas também! Tenho certeza que valerá a pena, pois este lote está se apresentando bem interessante. O próximo passo será ocupar o telhado da casa! Rs.

Qual orquídea gosto mais, direi que gosto de todas sem restrição! Cada uma com a sua característica marcante. Rs. Há colecionadores que se identificam com determinada espécie. Gosto de todas, sem restrição. 

Bom cultivo de Cattleya walkeriana!




sexta-feira, 19 de maio de 2017

Medalha, medalha, medalha com a Encyclia bracteata

Olá,
Fui surpreendida com a premiação 1o lugar desta Encyclia bracteata cultivada por dois anos comigo.


A primeira planta menor comprada em Marília/SP não resistiu ao inverno e sucumbiu encharcada num leque de madeira. Estava numa área com pouca ventilação e iluminação baixa.

O segredo de cultivo é não utilizar substrato, mas madeira inclinada e deixá-la no local onde a temperatura não oscile e fique baixa.

Esta é a segunda que adquiri. Maior e plantada num toco de madeira. Está numa região mais quente no Brasiliana juntamente com as Cattleyas walkerianas e nobiliors.

Fica suspensa debaixo de um Ficus, dentro de um cachepot de madeira. Lugar fresco, ventilado e bem claro.

Recebe água todos os dias no período da manhã ou no final da tarde.

Adubo com chorume e bokashi com o pulverizador. Recebe vitamina B com cálcio regularmente também por pulverizador.

Esteve com 8 flores e ganhou o primeiro lugar merecidamente pelo Núcleo Orquidófilo de Ilhabela/SP, 12a Exposição de maio/2017. Quem julgou deve saber da dificuldade em cultivá-la.

Refleti que o esforço valeu a pena e a insistência em tê-la na coleção também. Talvez esta seja uma das menores Encyclias, sem perfume, mas bem colorida e interessante.


Resumo deste aprendizado: um mimo da coleção Brasiliana!

Bom cultivo de Encyclias amigo/a orquidófilo/a!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sistema vegetativo reptante

Lembre-se reptante. É este o assunto de hoje.


Estes exemplares possuem longos rizomas cujo desenvolvimento vai bem na horizontal ou levemente inclinado.

Gênero Bulbophyllum representam bem este sistema vegetativo. Por aqui prefiro os de rizoma curto com abundância de flores. Aqui estão suspensos e começaram a seguir a madeira na lateral e fundo do vaso.

Qual o cuidado no seu cultivo: gostam de umidade, mas não constante. Como o seu desenvolvimento se dá na horizontal, há necessidade de drenagem rápida. Odeiam frio e chuvas de modo ininterrupto por dias como qualquer orquídea de modo geral.

Já os cultivei em vaso cerâmico em local descoberto. Perdi vários em 3 dias de chuvas no verão. Hoje estão cultivados no cachepot de peroba, muito isopor no fundo e mix de substrato com musgo na camada superficial bem fina. Ficam num trecho do Brasiliana que tem sombra a maior parte do tempo e recebem sol da manhã sobre o plástico agrícola. Estão super bem com este cultivo e rega controlada!


Tem as Barbosellas. Vejam abaixo. Quis uma coleção delas desde o início do cultivo, escolhi esta madeira com veios e estão indo bem devagar, mas não ficam desidratadas como as outras que já tive e num vacilo de outono com a rega mais espaçada, se foram. Estas ficam na vertical cerca de 80cm do piso numa área sombreada.
Presas com meia de nylon e um pouco de musgo.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Sistema vegetativo escandente. Lembre-se da Cattleya aclantiae

Olá,

Memorize esta foto: é a Cattleya aclantiae representando o sistema vegetativo escandente. A Laelia anceps tem o mesmo sistema.
A sua frente sobe e acompanha a madeira inclinada. É uma vocação natural do seu rizoma.
Muitos cultivadores desprezam o sistema vegetativo natural do gênero, conseguem excelentes resultados no cultivo, mas também dão muita energia para a orquídea emitir flores. Percebeu a diferença no cultivo com e sem considerar o sistema vegetativo?

Este exemplar veio de um orquidário assim na placa de peroba riscada. Acrescentei o vaso cerâmico com macadâmia e suspendi o exemplar. É o seu segundo ano por aqui e a Cattleya aclantiae está super aclimatada.

Copiei este cultivo para mais duas pequenas que ganhei de um amigo no final de 2016. Está indo bem ou não? Precisa falar mais? Aqui funcionou e não as perdi no replantio realizado no verão. Rs.


Então é assim, os resultados do cultivo falam por si. Optei por não inventar a roda e seguir as necessidades das pequenas, entendê-las auxilia muito e ficamos obedientes à Natureza. Rs.

Bom cultivo!

Destaque do mês - Qual é o sistema vegetativo da Eria rosa?


Tenho um exemplar diferente no Brasiliana. É uma Eria rosa. Ainda nunca vi a sua flor!

Quando a replantei percebi que procurou subir, acrescentei britas para ver se as raízes ficariam no vaso, nada. Retirei as britas.

Acrescentei este pedaço de café e está assim sem dar flores. Pesquisei para saber mais sobre a sua flor e cultivo, encontrei sites no Japão, nos Estados Unidos da América com fotos da flor e não do vegetativo dela. encontrei informações que ela foi encontrada perto de Hong Kong/China em altitudes de 600 a 1000 m no solo rochoso. Quem vendeu também nada soube dizer. 

Após o acréscimo da madeira, continua "aérea" com pouco contato com o substrato, sem desenvolver as raízes na madeira

Veio com três pseudobulbos,dividiu e quis sair do substrato
Não é escandente porque não fica totalmente no substrato. Não é aéreo porque as suas raízes procuram um pouco de substrato e não fixam na madeira - Tenho outras Erias cujo sistema vegetativo é cespitoso. Esta não tem nada de cespitoso.

Quem puder ajudar, entre em contato, por favor! Agradeço desde já.