sexta-feira, 31 de março de 2017

Cattleya labiata amesiana Márcia Regina

Olá,

Hoje teremos uma das favoritas e talvez ícones da orquidofia entre muitas: Cattleya labiata amesiana Márcia Regina.

Possui tons pastel, suaves e delicados. Perfume suave e bem agradável.

Espécie de médio porte, flor grande. Epífita de habitats do Brasil Espécie considerada "Rainha do Sertão", foi classificada e descrita por John Lindley, em 1821. Ocorre predominantemente na região nordeste do pais entre 600 a 900m de altitude.

Foi a primeira Cattleya catalogada no Brasil e a orquídea mais velha já cultivada é uma Cattleya labiata Lind. 1821 no Royal Garden de Londres.

No Brasiliana está com ventilação constante, iluminação moderada e umidade alta/rega diária com alta drenagem.

Tenho adubado como todas: bokashi três vezes ao ano, micorrizas no replantio, organo-mineral com regularidade.

Tive a feliz oportunidade de conhecer o pai e a filha numa exposição de orquídeas em 2014 onde houve uma homenagem especial ao fundador da associação. Não conhecia o exemplar.

No ano passado pude adquirir um exemplar adulto sem ver a flor. Acreditei na origem de quem vendeu.

Vejam que qualidade de forma e características para uma Cattleya labiata. Daí a valorização pelos melhoramentos genéticos.

Vejam a forma e área de suas pétalas e sépalas.

Neste ano a etiqueta dela se perdeu e tive dúvidas na identificação dela. Primeiro a sua floração estava na época das labiatas, início do outono, entretanto o aspecto vegetativo em nada lembrava as folhas e tudo mais que as labiatas possuem. Pedi ajuda para um amigo e este teve a certeza.

Considero-me novata no cultivo do gênero Cattleyas. Tenho apanhado delas em geral: adubação e iluminação são dois itens que ainda enfrento dificuldades. Pode parecer bobagem, mas tem muito a ser melhorado nestes dois quesitos no espaço que destinei no Brasiliana.

Bom cultivo das Cattleyas! Recomendo e lembre-se que elas necessitam de espaço para se desenvolverem: cerca de 60cm de diâmetro para um exemplar adulto.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Diversas orquídeas floridas

Olá,

Hoje gostaria de mostrar algumas orquídeas floridas neste mês.
Estamos na segunda quinzena do mês e a primeira frente fria chegou na semana passada. Derrubando por volta de 10 graus Celsius a temperatura no decorrer da semana. Noites frias e dias com cerca de 22 graus Celsius.
O plástico agrícola e o sombrite foram inspecionados e ajustados para a queda de temperatura e vento frio moderado.
O jardim foi podado e limpo. Grânulos azuis foram para ele evitando que lesmas e caramujos se desenvolvam neste outono.
Algumas orquídeas foram ajustadas de local para evitar o choque térmico.

Percebi que estes cuidados entre outros sempre são preventivos no início de cada estação do ano.
Observe a qualidade no cultivo com estes pequenos cuidados.

Vamos às orquídeas!
A maior alegria para o iniciante na orquidofia é ver flores se abrindo. Pode ser uma de cada, importante conquista para quem cultiva. Esperança para a próxima floração.
Blc Memory Crispin Rosales




Cattleya bowringiana coerulea

Brassia chloroleuca

Eurychone rothschildiana x self

Panmorphia sp

Eria multiflora

Coelogyne usitana
Bom cultivo!

sexta-feira, 17 de março de 2017

Preserve as partes boas

Oi,

Trago neste artigo fotos de uma Cattleya com a infestação da vespinha Eurytoma orchidearum.

Regra de ouro
Salve o que puder.
Raízes sem deformidade.
Gemas que poderão desenvolver novas frentes.
Pseudobulbos saudáveis.
Preserve as partes boas.
Isole das demais orquídeas.

Descarte
O lixo.
Partes que tiverem o furo por onde a vespinha saiu.
Possível espata com a floração.

Salve o que puder


Observe o efeito da infestação na raiz

Sacrifício da floração para poupar energia

Diferença entre as raízes sem e com a infestação

Siga em frente
Utilize a aplicação de inseticida sistêmico por 2 a 3 aplicações nas raízes.
Observe e observe no decorrer do período.

Se perdeu a matéria com a vespinha, acesse o link:
Replantio com a vespinha

Bom cultivo e cuide das suas orquídeas.

sexta-feira, 10 de março de 2017

Stenoglottis longifolia, uma africana terrestre

Olá,

Vejo uma preferência de alguns orquidófilos por algumas orquídeas terrestres.

Ganhei algumas, me desfiz por falta de espaço na bancada.

Algumas possuem flores pequenas em relação ao porte vegetativo. Outras são simplesmente fabulosas e protegidas da sua extinção.

Conheci esta orquídea numa exposição em 2013 e comprei um exemplar. O vendedor me disse que era da África e que após a floração hibernaria (dormência) no vaso. Regas deveriam ser diminuídas. Após quase um ano, quando o vegetativo começasse a dar sinais no vaso, poderia dar adubo e aumentar as regas.

Posso dizer que levei a sério tudo isso. A batata secou, ou seja, morreu.

Agora pude adquirir outro exemplar. Eis foto dele.

Vejam os detalhes. A natureza é perfeita!


Inflorescência no verão

Fui observar a sua haste no início. Iniciando o seu tutoramento com arame fixado na borda do vaso, pois sendo terrestre poderia lesar as raízes com a vareta de bambu.

Vi que outra terrestre Sacolia lanceolata havia sido devorada por um inseto! Restanto apenas um exemplar dela. Quis morrer, digo matar o inseto. Rs.

Percebi a diferença entre as duas terrestres. A Sacolia lanceolata desenvolve o vegetativo dela depois que a haste floral seca. A Stenoglottis longifolia desenvolve as folhas antes da haste e permanece até a sua floração acabar quando então perde tudo para ficar na dormência.

Mantenho as duas no vaso de plástico com terra e areia, acrescento húmus, adubo com chorume como faço nas frutíferas e ervas que estão nos vasos. Tomam sol pela manhã por cerca de uma hora e estão ao ar livre no local descoberto sem defesa dos insetos.

Digo para separá-la ainda quando os botões iniciarem a abertura, assim ela ficará protegida das chuvas de verão ou granizo.

Dica para minimizar as consequências do granizo comum no verão: um colega me disse para regar com água da rua logo após o granizo, derreterá as pedras e não queimará as raízes e frentes. Resolveu por aqui num verão onde o sombrite segurou as pedras mas a queda brusca de temperatura faria um estrago no desenvolvimento delas.

Desejo um excelente cultivo das suas orquídeas terrestres!

(Não me pergunte como uma orquídea africana veio parar no Brasil. Imagino que poucos fazem a importação e exportação de orquídeas).




sexta-feira, 3 de março de 2017

Destaque do mês - Cerathostylis restiquama ou rubra

Olá,

Esta orquídea merece ser o detaque do mês por um motivo interessante: dá flores em cada estação do ano.
Flores vermelhas, cintilantes
Havia pedido um corte para um colega, negou.
Comprei três mudas pequenas.
Na sequência tive oportunidade na aquisição deste exemplar adulto.
Passei as mudas adiante.
Fará um ano no Brasiliana.

Chegou desidratada com as brácteas alongadas bem secas.
Ficou em quarentena.
Adaptou num local de claridade e boa ventilação.
Não foi replantada, o substrato estava novo.
Assim que retirei as brácteas, surgiu a floração.
Na estação seguinte o mesmo.
Na próxima também.
Ou seja, três estações consecutivas. Vamos ver a próxima: outono.

Dica: está bem presa no substrato e cachepot de peroba.

Dica: após a floração, limpo as brácteas para que suas raízes finas e pequenas fiquem expostas para receberem nutrientes e umidade. Suspeito que seja o principal motivo de ir bem por aqui.

Descrição
Da Ásia, clima tropical sem oscilação de temperatura sendo o mínimo de 20 graus Celsius.
Claridade moderada no período da manhã.
Umidade relativa do ar alta.
Epífita de crescimento pendente com folhagem alongada e carnuda.
Cacho floral até três flores pequenas na cor vermelha, bem cintilante.
Duração de até 10 dias.
Sem perfume.

Acredito ser a única orquídea no Brasiliana  que floresce nas estações. Não estou considerando as Restrepias. Não a troco e nem a dividirei.

Amei!!! Sonho que todas possam ter este atributo. Uau.

Se este for o critério para a coleção, restaria ela e poucas por aqui. Rs.

Vitamina b e cálcio

Olá,

Lembram do artigo sobre cultivo de Cattleyas e a infestação de vespinhas publicado no mês passado? - Pois é, para quem não o leu, segue o link dele: Cultivo de Cattleyas e infestação de vespinhas

Nele havia a dica do uso de vitamina b com cálcio para o replantio.

Eis um mês depois, raízes novas.

Gratidão é tudo que digo por esse aprendizado incentivado pela amiga orquidófila que passou esta dica numa visita ao Brasiliana. Vários grupos falavam disso, mas não detalhavam a sua utilização. Aprendi na prática depois de perder vários exemplares sem raízes depois do replantio onde a limpeza das raízes era quase total.

Regra de ouro

Hoje replanto quando há novas raízes, sem isto não faço nada. É como se fosse uma regra de ouro.

Gostaria que guardasse isso com você para que o seu cultivo avance e não perca mais orquídeas.

Se não for época para pseudobulbos e raízes novas, não replante. Evite o outono e inverno para todas, principalmente para as micros. Digo evite, se necessário replante.

Atente, depois da floração pode replantar qualquer orquídea. A probabilidade é sucesso no replantio.

Lembre-se de voltar a frente para leste ou norte.

Raízes novas após um mês
Cálcio
Outra dica: utilize o cálcio em separado do NPK (nitrogênio, potássio,fósforo) porque ele reage com eles. O cálcio ajuda as raízes e fortalece a orquídea. Quando a planta perder o verde nas folhas, falta cálcio nela. Nunca exagere nem na dosagem e nas aplicações. Siga com moderação sempre observando o desenvolvimento do seu exemplar. Utilizo 1ml para 3l de água e aplico no pulverizador após a rega no final da tarde. No início utilizava grânulos de NPK 10:10:10 junto ao substrato, após o uso das micorrizas o uso foi suspenso, daí o resultado do cálcio foi eficaz.

Vitamina b
Utilizo um produto comprado nas farmácias que vem junto com o cálcio. É  um líquido na cor rosa. Lembra vitamina para crianças quando perdem o apetite. Rs. O mesmo serve para a orquídea: abrir a capacidade de absorção dos nutrientes. Portanto, adube com NPK (foliar) ou bokashi, pulverize com organo-mineral, alimente-as uma semana depois que aplicar a vitamina b. Veja se há micro-nutrientes, alterne na adubação que poderá ser semanal, exceto no inverno deverá ser suspensa.

Tem dado resultado. É o que importa. Depois de um ano perceberá a diferença.

Conhecimento vale ouro
Perguntei aos colegas que adubo utilizam nas orquídeas. Ambos foram vagos, ou seja, .....
É assim, poucos divulgam o sucesso de obter floração e qualidade no cultivo.

Vamos adiante, um passo de aprendizado de cada vez. Bom cultivo!