sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Prosthechea fragans

Oi,

Está na primeira floração da Prosthechea fragans. Troquei mudas com um colega que anda sumido da orquidofilia.

Escolhi várias mudas da coleção dele e retribui com as mudas das minhas também escolhidas por ele. Pelas fotos que ele postava na rede social fui conhecendo muitas orquídeas em 2014. Praticamente a aquisição de orquídeas naquele ano foi a base de troca.

O perfume é um pouco cítrico e lembra um tipo de mel que consumimos por aqui.

O meu exemplar está pequeno e gostei da sua flor, bem o que eu esperava. Vou replantá-la num vaso mais fundo com a boca estreita para que entouceire e suba. Tenho outras Prosthecheas com raízes finas que gostaram muito de substrato pequenos e odiaram musgo porque ele manteve a umidade prolongada. Percebi que gostam de água em abundância quanto estão se desenvolvendo e ciclo de seca depois da floração.

Acredito que eu deva permanecer com esta no Brasiliana e me desfazer de suas primas maiores para liberar espaço. Uma pena não ter todas as orquídeas do mundo. Rs.

Gostam de ventilação e iluminação difusa. Gostam também de umidade relativa do ar alta.

Muitos perguntam quando devemos molhar as orquídeas. Regra geral: quando o substrato estiver seco. Ah, mas 2 ou 3 vezes por semana? - De novo, quando o substrato estiver seco.

Cada local possui a sua condição temperatura, luz, umidade, ventilação. Vou dar duas situações extremas por aqui. Quando a umidade relativa do fica aos 30 por cento, rego de encharcar o piso e vasos duas vezes por dia: manhã e noite. Quando o vento está forte e bem seco chego a programar a rega na hora do almoço quando o sol não atinge a maioria das orquídeas. No inverno geralmente a cada dois a três dias pela manhã. Para isto, o substrato e o cultivo de todas precisam estar nesta condição de receber água e se desenvolverem durante o seu ciclo de vida.
Primeira floração da Prostachea fragans

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Laelia tenebrosa alba

Olá,

Mais uma alba florida! Eba.

Primeiro dia aberta da Laelia tenebrosa alba



Quando vi este amarelo pensei vai morrer. Hehehe.

Frente tutorada deste semana passada.

Flor abrindo voltada para leste, terminei de tutorar a flor.


Laelia tenebrosa alba. Ela pertenceu ao colega falecido, deve ter mais que 10 anos de idade pela quantidade de pseudobulbos. Tem jeito de ser nativa, mas não dá para afirmar porque desconheço o mercado dela por volta de 2005/2006.

Está pequena e magrela. Uma vantagem para o cultivo em locais pequenos. Bem menor que as demais Laelias.

Veio ao Brasiliana no final da sua floração com duas flores em 2016 juntamente com algumas outras. Ficou em quarentena. Decidi não replantá-la para que se acostumasse por aqui (umidade e sombreamento maior) neste ano o faria porque sua frente estaria na borda do vaso.

Agora veio com apenas uma flor, geralmente vem com duas ou mais flores. Pesquisei e a forma dela é ruim, magra e retorcida. Pouco encontrei sobre ela, sobre o seu cultivo...

Deverei seguir com vaso cerâmico, substrato graúdo misto, acrescentarei pedras e não terá musgo. O seu replantio deverá ocorrer no mês que vem, logo após a sua floração.

Devo procurar um produtor de Laelias. Saberei um pouco mais da sua história e do seu cultivo.

Boa floração e cultivo de suas Laelias.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Replantio de Cattleyas e risco de infestação da vespinha

Oi,

Você já deve ter dado uma busca nos grupos, internet ou vídeos sobre replantio de Cattleyas. Hoje há vários canais de informações de consulta, mas não era assim até alguns anos atrás.

O aprendizado de cultivo sempre foi demorado. Um orquidófilo experiente decidia passar a sua experiência para outro ou grupo. Defendo que você deva participar de uma sociedade ou associação é exatamente para ampliar e acelerar o seu conhecimento da orquidofilia.

No ano passado decidi investir pesado nos livros para consulta permanente. Alguns em nada acrescentaram e outros excelentes com conteúdos em vários aspectos. Mantive os que são excelentes para consulta de cultivo ou habitats. O restante me desfiz.

Nada substitui a prática. A teoria é interessante, mas a prática é prática.

Exemplo: picotei uma Cattleya forbesii, ficou fraca e está se recuperando. O que eu devia ter feito? Aumentado a adubação para que ela não ficasse enfraquecida. Por que a picotei? - Para fazer novas frentes a partir das gemas que poderiam se desenvolver. Isto não ocorreu. Vou replantá-la num vaso maior e ver se o experimento dará resultado após o segundo ciclo.

Detalhe para exposições a planta deve se única sem cortes ou várias no mesmo vaso.

Cattleya forbesii

Vamos ao gerenciamento de risco. Comprei um lote de Cattleyas com vários indícios visuais de infestação da vespinha Eurytoma orchidearum.
Frentes comprometidas

Folhas com perfurações

Manchas, perfurações e peseudobulbos fracos

Folhas com manchas que a perfuravam. Apliquei canela em pó assim que chegaram no Brasiliana. Não resolve a infestação dos ovos da vespinha, mas evita apodrecimento e acelera a cicatrização da folha.

Raízes com a larva da vespinha. Preventivamente pus o granulo azul para as lesmas caso houvessem até o replantio completo.
Plantas excelentes infestadas com larva de vespinha. Todas foram limpadas, raízes e pseudobulbos que apresentaram indícios foram cortados, todos os tipos de substratos descartados, brácteas eliminadas.

Imagine se estes insetos se instalam no Brasiliana! Teria que usar um produto químico em todas. Teria que isolar os gatos. Causaria um tumulto no tipo de cultivo que escolhi com a utilização dos grânulos de micorrizas.

Dica: observo constantemente e tenho aplicado SBP e um produto a base de neem de forma alternada uma vez por semana na coleção toda. Isto não basta. Um colega experiente indicou a utilização de um inseticida sistêmico para atuar na raiz onde ainda não há danos visuais. Deverá ser aplicado a cada 15 dias por duas ou três vezes consecutivamente.

As Cattleyas que chegaram foram replantadas, estão em observação. Recebendo cálcio e vitamina b pelo menos duas vezes por semana.




Gerencie o risco de infestação para não comprometer o seu exemplar ou a sua coleção. Assim que puder, jogue fora o lixo produzido pelo replantio. Não deixe a lixeira aberta contaminando o recinto principalmente quando se trata da vespinha. Adulta chega a 4mm de comprimento e será difícil controlar a movimentação de um vaso para outro.

Detalhe: Todos os exemplares que possuíam a espata da floração foram cortadas para poupar energia da planta, procurando direcioná-lá para o enraizamento.

Nessa altura deve estar se perguntando se a aquisição foi uma escolha inteligente ou se valeu a pena. Digo que sim, pois são exemplares que foram escolhidos e bem cuidados até o falecimento do colega orquidófilo e a procedência delas valerá a pena.

Dica: planejei adquirir e comprar este lote nesta época para replantio. Outono e inverno não são desejáveis para o replantio. As plantas se ressentem muito e demoram para se recuperar.

Outra dica importante: o furo quer dizer que a vespa saiu da orquídea. Os ovos estarão dentro da raiz, do pseudobulbos, etc e aparentemente não estarão visíveis na parte externa da planta.

Bom cultivo!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Destaque do mês - Floridas neste verão chuvoso

Oi,

Queremos flores, então vou destinar algumas fotos das orquídeas deste verão chuvoso no Brasiliana.

Cattleya gaskeliana alba

Stenoglottis longifolia é terrestre e africana

Polystachia galeata é africana também, porém não terrestre.

Restrepiopsis sp é o que diz na etiqueta, mas parece Restrepia

Restrepia cymbula

Cattleya forbesii após cortes no rizoma. Testei e a planta ficou fraca.

Bulbophyllum gibbosum

Acianthera oligantha é uma das minhas preferidas

Pleurothallis sonderana é de difícil floração e até mesmo cultivo. Esta toma sol da manhã.


Acianthera saurocephala alba

Dendrochilum filiforme

Pleurothallis stupifolia veio para a Brasiliana com fungos, trarei e está se recuperando.

Prostachea bulbosa é interessante em touceira. Melhorou quando a replantei no vaso de plástico com macadâmia. 

Maxillaria rufencens na sua primeira floração.

Ornithophora radicans alba

Notylia pubencens

Bifrenaria tetragona com perfume suportável no período da manhã

(Coelogyne) sulphurea na primeira floração. Um tom salmão/alaranjado com uma delicada curvatura na sépala superior.

Bulbophyllum tremum de fácil cultivo, mas floração de poucos dias.

Vamos lá, acha que gostaria de sair de casa para ir na esquina??? - Claro que não. Fico ilustrando-as ou encontrando algo a ser melhorado no cultivo delas.

Podem acompanhar o meu Instagram: @lirisfujimori onde posto fotos delas.

Um grande abraço e um excelente cultivo!

Verão chuvoso

Olá orquidófilos,

Espero que tenham aproveitado o verão chuvoso. Digo que aproveitei bem: dei um banho de chuva nas que adquiri num lote. Iria replantá-las e não iria deixar de perder a água da chuva para dar uma encharcada no substrato e nas folhas.



Depois do replantio deste lote, aproveitei o pouco sol para adubar e pulverizar tudo o que podia nas orquídeas desde fertilizante organo-mineral até todos os produtos de uso quinzenal. Caprichei na pulverização pois o vento estava fraco, ideal para a pulverização.

Lembre-se que o adubo de floração pode ser utilizado em caso específico. Separei deste lote aquelas que estavam para florir, então não as replantei. O objetivo é ver a flor, se for bonita, fica. Se não for, separo para destinar espaço para outra melhor.

Aproveitei e separei alguns cortes para dar de presentes e trocar. Sempre temos aqueles amigos especiais que gostaríamos de dar um corte ou outro de uma planta especial, não é mesmo?

Dica especial: além da quarentena, observe o tipo de substrato e não deixe as orquídeas de raizes grossas por muito tempo na chuva com o musgo. As raízes apodrecem e podem desenvolver fungos chegando o risco para ela não ir adiante. Lembre-se que o segredo das orquídeas é secar e molhar, secar e molhar. Não é para ficar molhada o tempo todo.

Outra dica: assim que chegaram já apliquei defensivo à base de água, pus o lesmicida azul e retirei as brácteas secas e folhas secas, deixei com canela em pó partes danificadas ou perfuradas nas folhas.

Bom replantio e excelente verão chuvoso para cuidar das suas orquídeas.