sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Viés do status quo e Cuitlanzisia pendula

Feliz 2017!!!!

Que o ano venha cheio de orquídeas floridas na sua coleção. É o nosso objetivo como apaixonados pelas orquídeas.

Escolhi este assunto para iniciar 2017 e muitos podem nunca ter ouvido: viés do status quo.

É um assunto relacionado ao comportamento financeiro onde há um padrão nas escolhas do investidor/consumidor. Pode ser relacionado às decisões que envolvem risco para perda de dinheiro e investimentos relacionados. Ainda não sabem dizer muito mais, mas a maioria dos estudos indicam que somos propensos a repetir nossas escolhas quando se trata de investimentos financeiros. É o caso da renovação de contratos anuais, fazemos automaticamente sem questionarmos novidades e benefícios oferecidos pela concorrência ou novos produtos que são bem mais competitivos.
Traduzindo tudo isto para a orquidofilia, imagino algo assim:
Compramos por impulso orquídeas sem critério racional algum;
Compramos sempre dos mesmos fornecedores;
Cultivamos sem nada de novo;
Temos expectativa alta e pouco retorno de resultados;
AMIGOS desejam corte da sua orquídea e se aproximam. Rs. Se não der o corte ficam magoados, verdade;
E por aí vai.
Perdemos o foco e deixamos de otimizar recursos cada vez mais escassos no planeta! Imagino que mais um pouco estaremos no escambo e economia de subsistência. Como faremos com o nosso precioso hobby da orquidofilia?
Este assunto viés do status quo pode ser aplicado para substratos, vasos, plantas, etc. Pode ser evitado nas escolhas que fazemos quando não fazemos revisão delas.
Sempre é tempo de renovação e podemos nos desapegar dos excessos, procurar uma boa literatura, revisitar amigos, escolher novos fornecedores e buscar o que precisamos no cultivo e acelerar o nosso conhecimento na orquidofilia e demais assuntos de interesse pessoal.

Ganhei no vaso cerâmico


Vejam isto, ganhei este exemplar da Cuitlanzisia pendula. O amigo que me deu disse que nunca deu flores com ele. Dei uma busca na Internet, nada demais. Lembrei de um livro muito interessante e completo nas informações de cultivo: bingo! Cita para cultiva-lá no cesto vazado. Por que não tentar???? Esta investigação é fascinante, motivadora, única. Quero que dê flores, pois é bem interessante.

Deixei este exemplar voltado para a face sul do orquidário onde termina o plástico agrícola e começa o sombrite, irá receber o frio do inverno e as variações de temperatura do ano. Quem sabe ela se identifica com o habitat da costa do Pacífico no oeste do México. Altitude alta de 1400 a 2200m do nível do mar no seu habitat, aqui temos perto de 740m.

Devo ou não replantar num cachepot? O que vocês diriam? -Minha decisão tende para sim, mas ainda devo pesquisar mais um pouco. Aguardem, deixem a ansiedade de lado. Basta a minha. Rs.

Em fevereiro resolvi replantá-la num cachepot de peroba. Cortei uma tela de plástico para reter o substrato e aí está ela. Temos que aguardar a sua floração. Continua no musgo, talvez queira um substrato médio. Observarei as suas raízes.

Tela de plástico no fundo, replantio no cachepot de peroba


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