sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Phymatidium falcifolium ou Phymatidium tillandsioides

População diferente, características fisicas diferentes
Olho para estas duas pequenas e pergunto:
- Por que insisto nelas? Respondo-lhe porque é um desafio cultivá-las. Ora simples assim.
Anteriormente perdi dois exemplares ganhados. Um secou do nada durante um bom tempo ficou num vaso cerâmico com cascas de árvores e foi super bem, do nada secou. O outro ganhei num pedaço de madeira, tipo café. Foi bem e menos de um ano morreu.
É o seguinte: o exemplar da direita veio de sementeira, tamanho adulto. As folhas são menores e mais escuras. Está cultivado no vaso de plástico com carvão, isopor, musgo. Deixo o vaso de plástico dentro do vaso cerâmico para ficar mais bonito quando está com flores.
O da esquerda ganhei de um amigo de Santa Catarina também adulto. Cultivei num vaso cerâmico com casca miúda, carvão e musgo. Suas folhas são mais compridas e de coloração clara.
São exemplos interessantes porque são populações de diferentes regiões do Brasil (existem no sul e sudeste do país).
Cultivo uma do lado da outra sobre prateleira com ventilação por baixo, face sul do orquidário, pouca luz. Abaixo dele ficam os seixos rolados no canteiro para manter a umidade ambiente (florestas úmidas e sombrias). Estão indo bem. Rapidamente entouceiraram. Estão comigo cerca de dois anos.
Recebem água todos os dias no verão e o tratamento é o mesmo no dia-a-dia das demais.
Quanto à adubação, não aplico bokashi nelas, em geral nas pequenas. Aplico chorume, foliar organo-mineral, cálcio com vitamina b sempre com pulverizador.
Estas micro ou mini orquídeas são extremamente sensíveis, pois não possuem pseudobulbos para armazenamento de nutrientes, não há de faltar umidade do ar ou água por intervalos longos.
Vejam as diferenças neles. Há uma diferença no tamanho da haste e número de flores por haste.
Haste comprida com mais flores

Haste menor com poucas flores

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Acianthera saurocephala alba


Labelo com brilho

Esta orquídea é bem interessante para alguns colecionadores. De fácil cultivo e crescimento rápido.

É uma Acianthera saurocephala alba. Não é a tipo cuja coloração é vinho. Seu labelo possui um brilho irresistível como a irmã. Pedi um corte da tipo para um colega orquidófilo. As duas ficam juntas uma ao lado da outra no orquidário, suspensas na estrutura de madeira e pendural metálico, tomam sol pela manhã, protegidas pelo plástico agrícola, juntas de algumas maxillarias e pleurothallis.

Estão plantadas em substrato misto: carvão, musgo e macadâmia. No fundo do vaso cerâmico tem pedaços de isopor.

Ganhei este corte da alba de uma amiga paranaense. Veio adulta e tem um excelente desenvolvimento anual. Suas folhas novas tem hastes longas e flores no centro delas. Mesmo deixando ela voltada para o norte, seu crescimento foi meio desorientado em várias direções.

Crescimento rápido



Regue o substrato no vaso, sem água na haste floral.


 Quando a haste surgir da folha durante o início do verão é melhor suspender a água no esguicho e destinar a água somente no vaso para não perder as flores (terão pouquissíma duração e ficarão amareladas ou mesmo não abrirão).

Costumo tirar as brácteas da base de cada haste e inspecionar porque são atacadas por cochonilhas brancas no surgimento das folhas novas e início da primavera.

Neste ano a Alba chegou a emitir duas hastes numa folha. Bom sinal.

Este exemplar é da Brasiliana e sempre me lembrarei da minha amiga. Consegui mais cortes com ela, dei de presente para três amigos.

Bom cultivo!






sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Laeliacattleya Mini Purple x Cattleya violacea

LC Mini Purple x C. violacea

Falamos sobre a compulsão pelas orquídeas. Eis um exemplo: simplesmente irresistível!
Comprada num leilão e uma parte da frente da planta foi dada para um casal de amigos que também se interessou pela planta.


Mini Purple é híbrida e foi cruzada com a Cattleya violacea.

Primeiro vamos entender que Laeliacattleya já é um cruzamento entre laelia e cattleya.
Fiz uma pesquisa na internet e pouco existe sobre este cruzamento em específico: LC Mini Purple x C. violacea. Há um mercado na Califórnia/EUA e quase nada no Brasil. Há cruzamento da Mini Purple com Cattleya walkeriana, mas com C. violacea...estamos por encontrar.
No Brasil encontrei esta planta à venda: LC Mini Purple com Cattleya walkeriana coerulea.

O conjunto de flores nesta planta é simplesmente chamativa e marcante, assim como o seu labelo enorme.
Labelo marcante com um toque de amarelo
A flor fica inclinada como a C. violacea e há o detalhe nas pétalas que indica que o pequeno rasgo é porque as pétalas ficaram cruzadas antes de abrirem.

Três flores volumosas numa haste
Detalhe da pétala
Quanto ao vegetativo, impressiona porque há aspecto fino, irregular, suas folhas abrem em todos os  sentidos.
Vale pela proporção: flores x vegetativo.

Ponto forte: perfume marcante pela manhã.

Cultivo: desconhecido. Replantei com flores abertas no mesmo vaso cerâmico, isopor no fundo, substrato misto de carvão, casca grande e fibra de coco.

Risco: desidratação ou excesso de rega devido à violacea e laelia. Terei que observá-la nos primeiros meses. A idéia é controlar a rega e mantê-la no local com umidade relativa do ar alta, temperatura alta sem grandes oscilações.

Perfume marcante às 11:30 da manhã
Aspecto positivo na aquisição deste exemplar: passei a conhecer este cruzamento e soube da paixão dos americanos pela Mini Purple com as nossas Cattleyas nativas.

Se perguntar para quem doou ao leilão: poderá dizer que achou o vegetativo dela bem fraquinho! Rs.

Bom cultivo das híbridas!



sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Destaque do mês - Cattleya granulosa delicata lilacina

Qualidade superior na combinação: forma, cor, textura
 Cattleya nativa da região nordeste do Brasil entre os estados de Alagoas e Rio Grande do Norte.
Adora alta luminosidade e temperaturas altas.

Chega até 1,20m de altura com várias flores numa haste floral.

Pesquisando, há várias classificações sobre o tipo da flor. Esta é delicata lilacina: Pétalas e sépalas variando entre verde, marrom e amarelado com máculas/manchas; labelo rosa claro, sendo mais intenso próximo a coluna.

Esta foi adquirida num orquidário comercial em Cotia, após ouvir uma palestra instrutiva sobre Laelias purpuratas no final da primavera. Rs. Havia várias Laelias purpuratas abertas para vender, uma mais linda que outra, mas este exemplar estava qualitativamente superior na forma, cor, textura da sua única flor. Há um contraste enorme entre a coluna e labelo fosco com suas sépalas e pétalas brilhantes e lisas. Uma coisa de outro mundo que a fotografia não consegue mostrar.

Veio cultivada em musgo com chip de côco no vaso cerâmico. Deve estar adaptada em São Paulo. Terei que replantá-la no ano que vem depois da sua floração, pois atingirá a borda do vaso.

Ainda não destinei um local no orquidário. Imagino junto com as C. nobilior, C. walkerianas, por enquanto saiu da quarentena e está junto com outras Cattleyas com sol pela manhã e protegida abaixo do plástico agrícola. Uma situação deve ser garantida, ter a menor variação de temperatura no inverno.

Quanto ao perfume, não foi o item marcante e nem me lembro...Rs

Aspecto vegetativo também nada demais, lembro-me somente da sua flor! Rs.

Mais um exemplar no Brasiliana. Eba!

Tenha um bom cultivo!

Labelo rugoso com cores foscas e coluna fosca bem lisa. Sépalas e pétalas brilhantes, lustrosas com máculas

Viés do status quo e Cuitlanzisia pendula

Feliz 2017!!!!

Que o ano venha cheio de orquídeas floridas na sua coleção. É o nosso objetivo como apaixonados pelas orquídeas.

Escolhi este assunto para iniciar 2017 e muitos podem nunca ter ouvido: viés do status quo.

É um assunto relacionado ao comportamento financeiro onde há um padrão nas escolhas do investidor/consumidor. Pode ser relacionado às decisões que envolvem risco para perda de dinheiro e investimentos relacionados. Ainda não sabem dizer muito mais, mas a maioria dos estudos indicam que somos propensos a repetir nossas escolhas quando se trata de investimentos financeiros. É o caso da renovação de contratos anuais, fazemos automaticamente sem questionarmos novidades e benefícios oferecidos pela concorrência ou novos produtos que são bem mais competitivos.
Traduzindo tudo isto para a orquidofilia, imagino algo assim:
Compramos por impulso orquídeas sem critério racional algum;
Compramos sempre dos mesmos fornecedores;
Cultivamos sem nada de novo;
Temos expectativa alta e pouco retorno de resultados;
AMIGOS desejam corte da sua orquídea e se aproximam. Rs. Se não der o corte ficam magoados, verdade;
E por aí vai.
Perdemos o foco e deixamos de otimizar recursos cada vez mais escassos no planeta! Imagino que mais um pouco estaremos no escambo e economia de subsistência. Como faremos com o nosso precioso hobby da orquidofilia?
Este assunto viés do status quo pode ser aplicado para substratos, vasos, plantas, etc. Pode ser evitado nas escolhas que fazemos quando não fazemos revisão delas.
Sempre é tempo de renovação e podemos nos desapegar dos excessos, procurar uma boa literatura, revisitar amigos, escolher novos fornecedores e buscar o que precisamos no cultivo e acelerar o nosso conhecimento na orquidofilia e demais assuntos de interesse pessoal.

Ganhei no vaso cerâmico


Vejam isto, ganhei este exemplar da Cuitlanzisia pendula. O amigo que me deu disse que nunca deu flores com ele. Dei uma busca na Internet, nada demais. Lembrei de um livro muito interessante e completo nas informações de cultivo: bingo! Cita para cultiva-lá no cesto vazado. Por que não tentar???? Esta investigação é fascinante, motivadora, única. Quero que dê flores, pois é bem interessante.

Deixei este exemplar voltado para a face sul do orquidário onde termina o plástico agrícola e começa o sombrite, irá receber o frio do inverno e as variações de temperatura do ano. Quem sabe ela se identifica com o habitat da costa do Pacífico no oeste do México. Altitude alta de 1400 a 2200m do nível do mar no seu habitat, aqui temos perto de 740m.

Devo ou não replantar num cachepot? O que vocês diriam? -Minha decisão tende para sim, mas ainda devo pesquisar mais um pouco. Aguardem, deixem a ansiedade de lado. Basta a minha. Rs.

Em fevereiro resolvi replantá-la num cachepot de peroba. Cortei uma tela de plástico para reter o substrato e aí está ela. Temos que aguardar a sua floração. Continua no musgo, talvez queira um substrato médio. Observarei as suas raízes.

Tela de plástico no fundo, replantio no cachepot de peroba