sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Epidendrum parkisonianum

Olá,


Dobra no labelo. Observe a proporção dos elementos do labelo.

Hoje gostaria de apresentar mais uma orquídea branca! É o Epidendrum parkisonianum. Mais uma branca florida em dezembro!



Também conhecida por:

Coilostylis parkinsoniana, Epidendrum aloifolium, Brassavola pescatorii, Epidendrum pugioniforme, Coilostylis pugioniformis
É epífita de florestas claras e quentes. De altitudes que variam de 900 a 2000 metros (imagino o vento e a brisa nestes locais).

Pendente

Considero o aspecto vegetativo dele bem exótico, diferente de muitas orquídeas. É pendente e suas folhas são sequenciais pelo rizoma como se fosse um keike (muda), mas a partir da folha nova ele emite a haste floral que pode conter 5 flores brancas que abrem rapidamente com cerca de 15cm.

Vegetativo interessante

De cultivo fácil, precisa de muita claridade e ficar pendurado numa placa ou substrato que não retenha água. 
Sua floração é dezembro, mas a literatura diz que pode florir a qualquer tempo...
Gosta de calor porque é da América Central. Deve gostar de umidade relativa do ar alta também porque deve ter muita influência da brisa do mar ou umidade das florestas.
Deixando as suposições de lado, quem visitou o seu habitat poderá dizer melhor. Não é o nosso caso, infelizmente. Procurei fotos do habitat e nada pude encontrar.
Este exemplar eu adquiri num lote. Foi escolhido à dedo, pois havia uma lista imensa e no local decidi por ele. Arrisquei e comprei sem ver a flor.
Veio cultivado numa bola de musgo sobre uma placa de xaxim já bem deteriorado dentro de um cachepot de peroba, supus que deve ser bem antigo...devo mantê-lo assim até ter sinais que o xaxim estará muito ácido para ele. Por enquanto ele tem emitido raízes novas e não devo alterar o cultivo dele.

Dica: No outono estava cultivado numa estufa com plástico agrícola com muito calor e sol. Deixei ele no sol da manhã debaixo do pinus durante o inverno. Na primavera trouxe para um lugar mais claro e protegido. Quando apresentou os botões, aumentei a rega e trouxe para dentro do orquidário num local com umidade relativa do ar alta. É neste local que ficará.
Tenho poucos exemplares do gênero Epidendrum. Este será um dos poucos que faço questão de tê-lo devido à facilidade de cultivo, orquídea branca  e perfume bem interessante, extremamente suave.

(Depois que fizer uma pesquisa de imagens e se interessar pelo formato da minha planta, sinto dizer que este não está à venda! Rs.)

Flor abrindo no primeiro plano. Flor aberta no segundo plano: apresenta sépalas e pétalas para trás.


Bom cultivo!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Compulsão por orquídeas

Olá, o tema hoje é sugestivo a comprar orquídeas! Há muito além da aquisição.

O início
O início da orquidofilia nunca acaba. Rs. Sempre juramos que não compraremos mais orquídeas e não resistimos, compramos sob qualquer desculpa esfarrapada.

Iremos em todas as exposições! Testaremos todos os vasos, substratos, produtos, etc.

Reflexão
Quando esta fase inicial passar, digo passar a comprar menos e passar a comprar de modo consciente ou criterioso; todo orquidófilo refletirá sobre o seu espaço e sua coleção. Dia virá que descobrirá que precisará de mais espaço ou que não tolera mais a coleção do modo que está: amontoada ou sem o resultado satisfatório de flores e qualidade da sua coleção.

Quanto mais se aprofunda na pequena insatisfação ou incômodo, mais estuda e aprende que precisa reaprender tudo. Ex. o substrato que vai bem na casa do seu colega não é tudo aquilo na sua coleção, algo está estranho. Outro ex. vai visitar um orquidário comercial e descobre que há preços justos e competitivos com a qualidade de flor, chega a refletir que irá comprar a partir da flor e não pelo preço de oportunidade (baixo e sem a flor, porque daqui um ano não poderá gostar da floração).

O estudo
Descobre que há artigos e textos que não explicam muito bem, pelo contrário acabam confundindo o conceito de luminosidade e sombreamento. A maioria dos livros trazem percentual de sombreamento. O que deve ser observado é que o sombreamento é para sol a pino, se há sombra no local, este percentual já ficou comprometido e irá se somar ao sombrite 80% que instalar, ou seja, é mais interessante medir lux no local e a partir daí instalar o que for garantir orquídeas floridas ( geralmente de 2.000 lux a 500 lux dependerá da espécie).

A encruzilhada
Terá que iniciar o desapego de alguns vasos. Uns ganhados, outros de valor expressivo, espécies que não ama incondicionalmente, outros que não faz questão e assim por diante.

Após esta "limpeza", renovação gradual, há necessidade de relocar alguns vasos, reavaliar o todo da coleção. Corrigir higienização, descarte, área de trabalho, replantio, setorizar algumas que podem ficar melhor noutro local.

Chega a hora de escolher novos fornecedores a partir da avaliação dos exemplares já adquiridos. Descobre que orquídeas que vieram plantas no musgo não se adaptam rapidamente no substrato misto de macadâmia. Opa!!! Troca de fornecedor ou pesquisa o que pode ser feito no replantio no seu orquidário doméstico???

Assim vai a crise de um orquidófilo. Nunca cessa todas as questões que pairam no cultivo e na coleção particular.

A observação se aguça e a exigência aumenta!

O juízo final
Não existirá. A fase acabará e começará outra.

Já ouvi testemunho que uma orquidófila se desfez de toda a sua coleção por desgosto com a vida, desilusão de algum tipo. Abriu mão das plantas. Após alguns anos retomou e surgiu com uma coleção espetacular!

O descarte
Poderá acontecer de se desfazer das demais plantas do jardim e da casa. Enfim, a vida se resumirá em orquídeas. Há orquídeas que já descobriu que não irão bem nas condições existentes.

Neste quadro, a família já não aguenta mais. Rs. Ou abandonam ou ignoram o orquidófilo no núcleo familiar. Os vizinhos tocam a campainha e chegam com orquídeas doentes para serem salvas pelo herói, aquele/a que tem um orquidário no bairro ou pior ainda doam porque acabou a floração.

Quando o colecionador se for para outra vida, a família se desfará da coleção de um jeito ou de outro porque não dá valor sentimental ou de qualquer tipo.

A felicidade
Quando uma flor abre, que alegria! Muda o dia do orquidófilo. Ele fica mais confiante, alegre e disposto! Observe o bom humor dele.

A preocupação
Quando algo não vai bem, ele fará uns telefonemas, pesquisará na internet, receberá "consultores", enviará fotos, lerá livros sobre o assunto. Ou seja, estará atarefado nas horas livres!

A ansiedade
Passará...
Se tornará um ser feliz, pleno de novos conhecimentos que a Natureza propicia através da orquidofilia.
Se tornará mais feliz por mais tempo! Perceba!
Muitos saíram da depressão porque se entregaram ao estudo das orquídeas...e com a ajuda dos especialistas da área da saúde.

O prêmio
Alguns querem medalha, medalha, medalha.
Outros cultivam porque acham a flor bonitinha e ponto.
Poucos valorizam a perfeição. Até hoje conheci somente uma colecionadora impecável na apresentação e nos exemplares de sua coleção.

Comportamento

Talvez esta crônica se aplique na sua vida de um modo ou outro amigo.

Bom cultivo orquidófilo de carteirinha!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Diplocaulobium tentaculatum

Diplocaulobium tentaculatum ou Dendrobium tentaculatum
Primeiro dia: branca
Esta pequena orquídea habita as florestas da Malásia, Nova Guiné, Ilhas do Pacífico sul e a região nordeste da Austrália.

Umidade elevada.

Gosta de sol direto.
Dimensão da Flor: 1,5 x 1,5cm.
Época da Floração: primavera (novembro).

Esta eu adquiri de um orquidário de Jundiaí. É o segundo exemplar que tenho. O primeiro comprei em uma exposição em São Bernardo do Campo e rapidamente morreu.
Segundo dia: rosada
O motivo de eu insistir em cultivá-la: suas flores abrem rapidamente, duram apenas um dia na cor branca e no dia seguinte ficam rosadas e pronto, acabam.
Essa efemeridade me encantou! Espero vê-la florida o ano que vem e que sobreviva no Brasiliana.
Tem um perfume muito sutil durante a manhã, levemente adocicado como a Cadetia taylori também da Austrália. 
Rosada com amarelo

Você não deve entender o encanto de ver uma floração tão curta!
Eu digo da minha alegria de ver suas flores no primeiro e segundo dia. Alegria de encontrá-la no orquidário. A proporção de flores pelo número de folhas é interessante. Isto basta para tê-la na coleção.
É uma das poucas orquídeas do gênero Dendrobium que tenho e faço questão de mantê-la na coleção particular.
Bom cultivo desta pequena.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Pequenas notáveis: Stelis

Olá,

Escolhi as pequenas notáveis, micros ou mini orquídeas como preferirem denominá-las.

Há uma tentativa de definí-las pelo tamanho da flor, pelas características físicas mas ainda não é consenso a sua denominação, assim como a categoria botânica para premiações de cultivos nas exposições pelo Brasil e mundo afora.

São de flores pequenas e um charme no cultivo. Há várias espécies a serem escolhidas para uma coleção particular.

Hoje será dado um destaque para a Stelis. Há muito que aprender sobre elas.

Uma delas é a Stelis argentata. Dependendo da sua população, a cor da orquídea muda de claro para escuro.

Montei uma coleção de Stelis a partir da argentata. Gostei dela e como entouceira bem no período de um ano. Sua floração tem sido espaçada em dois períodos do ano: maio e novembro.


O desafio para o cultivo dela é que dê muitas hastes florais. Cada haste se desenvolve a partir da face da folha e parte superior do caule. Ainda não acertei a adubação ou a iluminação dela. Vem hastes mas não na quantidade desejada.

Adquiri as primas Stelis pauciflora, deregulares, fraterna, aprica, megantha. Nenhuma ainda deu o ar da graça com suas flores. Estão com novos brotos e tenho observado-as, corrigindo local para mais musgo ou umidade.
Stelis aprica

Ganhei a litoralis e a microstelis.
Acredito ser a litoralis, mas não pude confirmar pelas suas flores. Não abriram direito e não pude analisar se o tamanho das pétalas é diferente que as sépalas. Pelo seu crescimento lento e tamanho imagino não ser uma Stelis argentata...(ficarei devendo para a próxima floração)

Stelis microstelis com floração em novembro
Já a Stelis ciliaris. Não dá tanta haste, mas é a única desta relação que possui flores maiores e haste pendente. Teve floração em maio e agosto.
A cor verde se destaca nas flores escuras

Stelis ciliaris - sua haste pende formando uma graciosidade de suas flores com os botôes na sua extremidade.

Enfim, alguns orquidófilos não dão valor para estas pequenas e outras. Por outro lado, há alguns apaixonados por elas...(ainda bem que há gosto para todas. Rs).

Aqui no Brasiliana elas se adaptaram rapidamente. Todas foram replantadas no vaso cerâmico, isopor no fundo, mix de musgo chileno, casca miúda e carvão.

Rega quando necessário, adubação como as demais. Nada de especial.

Ah, esqueci de comentar que acrescento as micorrizas no replantio delas, é claro!

Bom cultivo das pequenas. Monte uma coleção delas. Ficará feliz com a floração delas, são extremamente delicadas.













sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Miltonia regnelli alba

Olá,
Apresento mais uma orquídea alba. A Miltonia regnelli alba.
Ela possui primas desde híbridas naturais até a tipo. 
Esta espécie é encontrada nos estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Se desenvolvem nos bosques na parte baixa das montanhas, lugares com umidade elevada.
Este exemplar eu adquiri num orquidário comercial na Granja Viana/Cotia. Veio florida em novembro do ano passado e neste ano já deu duas florações: talvez maio e agora.
Considero a sua forma geométrica bem interessante. Sua flor poderia estar contida num círculo geométrico com o centro levemente deslocado para cima.
Ela não possui nenhum perfume em especial.
Seu cultivo é fácil. Gosta de umidade e luz moderada o ano todo, inclusive no inverno.
O desafio é ter sua floração abundante com várias frentes e hastes em todos os sentidos. Cada haste costuma dar 3 a 5 flores com até 7cm de diâmetro.
Está cultivada no vaso cerâmico com musgo e casca com carvão. No fundo tem isopor em pedaços. Possui raizes finas e gostam de drenagem rápida.


Percebi que as formigas não tiveram interesse nela como tiveram com a tipo. Devo observar atentamente o desinteresse delas, ou o isopor as afastou ou ela não apresenta açucar como a tipo que sempre está com cochonilhas pretas.

Este exemplar tem potencial para entoucerar rapidamente e fazer parte da sua coleção pela facilidade e fascínio pelas suas flores na haste, além de ter duas florações por ano.

Bom cultivo!

Destaque do mês - Laelia sincorana alba

Laelia sincorana alba

Adoro orquídeas brancas! Não resisti este exemplar.

Estava no orquidário comercial de uma família bem tradicional no cultivo destas pequenas na Grande São Paulo. Havia várias cores e espécies, mas...escolhi esta pequena!

Fui fazer companhia com um amigo que tem paixão pelas Laelias e acabei adquirindo este exemplar.

Tenho muito a agradecer a família, pois aprendi muito sobre o mercado desta pequena e soube que ela serve de matriz para alguns cruzamentos.

Não me lembro de ter visto uma Laelia sincorana alba. Talvez por isso eu tenha prestado atenção nela.

Leiga sobre cruzamentos e novos exemplares, gostei dela por ser miúda, com flores para todo lado. Para o seu polinizador a cor branca provavelmente não será esta que ele visualizará.

Soube que ela é mais exigente no seu cultivo que as demais.

Registrei estas fotos para saber como ela foi adquirida e provavelmente no Brasiliana passará por adaptação de adubação, claridade e temperatura. Estava no local quente e úmido, pois as estufas ficam próximas ao riacho.
Suas pétalas e sépalas são estreitas

Veio plantada em musgo com isopor num vaso cerâmico com furo na base.
Sua floração está abundante: 3 hastes florais com 6 flores no total.
Dois últimos botões abrindo
Fica a dica: destine tempo e recursos financeiros para realizar visitas aos orquidários tradicionais que produzem os seus exemplares. Neles podemos observar condições gerais de cultivo, saber mais sobre a história da espécie ou da planta escolhida.

Assim montamos a coleção particular com orquídeas que tem algum significado em nossas vidas. Podemos recorrer às boas lembranças e aos momentos que desfrutamos com os amigos.

Avaliei a diferença quando somos bem-atendidos. Voltarei sempre!

Bom cultivo de albas!