sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Cattleya schilleriana

Oi,
Hoje escolhi a Cattleya schilleriana.

Conhecida como uma orquídea chata de cultivar.

Sem noção disso comprei esta orquídea em 2011 no início da minha coleção. Veio linda, saudável plantada num vaso de plástico com substrato misto. Não havia dado flor e assim está até hoje. A sua cor verde-violácea me chamou atenção em relação as demais Cattleyas.

No primeiro ano ela definhou, mudei de substrato e replantei-a num vaso cerâmico.
No segundo ano ela teve vários ataques de cochonilhas e formigas é claro!
No terceiro ano, replantei-a no toco de café e ficou suspensa sem vaso ou substrato. Enraizou e estava indo super bem. Do nada, desidratou e parou de crescer.
No quarto ano, ela definhou mais um pouco.
No quinto ano aqui, coloquei o toco de café num vaso cerâmico com casca de macadâmia e carvão. Desidratou mais um pouco.

No início deste ano li num artigo ou ouvi que ela vai bem no local junto com Phalaenopsis. Replantei-a num vaso de plástico com o toco de café e tudo mais. Deixei-a abaixo das Phalaenopsis numa prateleira sobre os seixos rolado no canteiro de terra.

Fiz uma prece e dei um ultimato para que ela me indicasse o que eu deveria fazer para que ela sobrevivesse. Em pensamento reconheci que ela é bem resiliente e que deveria ter mais uma oportunidade para viver bem por aqui. Não desisti dela.


Aqui está ela, raizes novas e reagindo. O toco de café inclinado a deixa com a umidade no substrato e vaso de plástico e a parte de cima mais seco. Nele há cogumelos devido às micorrizas que utilizo no replantio junto ao substrato.




Descrição: bifoliada, folhas elípticas de até 12cm de comprimento e até 5cm de largura, possui pseudobulbos de até 16cm, Habitat: foi endêmica no Espírito Santo na Bacia do Rio Jucu.

Altitude: de 400 a 800 metros acima do nível do mar.

Umidade: elevada, principalmente à noite.

Período de floração: primavera.

Torço para que a Cattleya schilleriana possa se recuperar. Agradeço imensamente a oportunidade de compartilhar o cultivo dela com vocês (mesmo que visualmente o cultivo dela deixe a desejar).



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Dica quente: substrato para Laelias purpuratas e outras orquídeas

Olá amigos,
Considerei esta dica quente!

Sobre o cultivo das Laelias purpuratas:

Um amigo me ajudou a replantar algumas plantas recém adquiridas e outras que estavam indo mais ou menos no Brasiliana, as Laelias purpuratas.

Eu adquiri um lote de cortes delas no ano passado e elas aceitaram bem a vitamina B com o cálcio, pulverizei por um mês uma vez por semana, enraizaram, entretanto não se desenvolveram depois do replantio no musgo.
A decisão pelo cultivo no musgo foi para que elas não se desidratassem e se adaptassem bem no primeiro ano aqui. Doce engano da minha parte. Elas empacaram!!!

A grande dica foi para que as Laelias ficassem somente com substrato graúdo sem nenhum musgo. Foram plantadas em vaso de plástico.

Substrato graúdo misto
Para as orquídeas que gostam do musgo:

Quanto ao musgo, eu deixava encharcado de água, espremia e replantava. Ele me passou que devemos usar pouca água e soltar as fibras. Isto faz que as raízes fixem bem rapidamente com o musgo.

Já comprei o musgo nacional, cor rosa e amarelado, solto no pacote. Vem com bastante areia e não gostei do resultado nas orquídeas. Prefiro o musgo chileno vendido mais prensado e mais encorpado. Parece o tal bom, bonito e barato, mas o preço é de importação/câmbio.

Musgo chileno com pouca água
Considerei ele molhado com um excelente rendimento. Ele reage bem com a micorriza e demais agentes do meu cultivo: chorume e bokashi.

Para evitar encharcamento no inverno utilizo espaçamento maior na rega e quantidade menor na mistura do substrato. Isopor no fundo do vaso tem apresentado uma boa condição com o musgo chileno.
Stelis argentata com musgo chileno, isopor e cultivada no vaso cerâmico

Sobre a fibra de côco:

Raramente utilizo fibra de côco desfiada ou em pedaços. No passado esta fibra reagiu muito com o bokashi e acabou queimando as raízes. Suponho que tenha decomposto rapidamente e ficado ácido para as orquídeas. É o que ouvi muito na época.

Utilizo o mix com fibra de côco nas Maxillarias e outras que possuem raízes finas e gostam de substrato seco de drenagem rápida. Sempre com muito carvão e cascas bem pequenas.

Substrato misto com fibra de côco


Sobre a casca da macadâmia com carvão:

Tenho preferência por ela, para orquídeas de porte médio para cima. A durabilidade do substrato é superior aos demais. Tem apresentado um bom resultado. Para as orquídeas que gostam de calor e umidade baixa não tenho conseguido um bom resultado: epidendrum e laelias. Ainda estou observando o que pode significar um melhor resultado, pois acrescentei um pouco de musgo e nada melhorou.
Bulbophyllum com macadâmia, carvão e brita

Aprendizado:

Estes cortes das Laelias foram saudáveis e resistentes por um ano! Uau.

Observe e troque experiências na prática com cultivadores, fornecedores, orquidófilos que estāo dispostos a ajudar a melhoria do cultivo da sua coleção.

Esse mesmo amigo recomendou algumas orquídeas que eu desconhecia nos três orquidários comerciais que visitamos juntos num só dia. Fizemos as compras, ficamos sem almoçar, voltamos com o carro lotado de novas orquídeas, trocamos cortes e as replantamos.

Quer vida melhor que a companhia dos amigos e das orquídeas floridas?

Bom cultivo e aproveite o feriado em casa replantando as suas orquídeas. Lembre-se de observar as raízes e escolher o substrato que melhor é aceito por elas.



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Verificação de insetos e pragas nesta primavera

Olá,

Mais uma vez um assunto recorrente nesta primavera: insetos e pragas.

Semana com chuvas intensas, calor e insetos para todo lado.

Logo pela manhã encontrei este visitante.


Este caramujo pequeno de difícil visualização adora folha de pitanga

Este outro quase não vi, esteve na Microterangis hildebrandt.

Algo aconteceu nesta folha de Cattleya, ainda estou investigando.
Restou inspecionar cada vaso, canteiro e focos de possíveis insetos e pragas visíveis.

Não deixe acumular folhas de árvores e demais vegetação no piso ou canteiros do jardim e do seu orquidário. Estes insetos amam locais úmidos e folhas em decomposição.

Restou pulverizar inseticida/repelente natural com extrato vegetal ativo em tudo. Aplique sob sombra sem indício de chuva ou sol forte. Escolha um momento onde o vento seja favorável à pulverização. Não vi nada em especial, nenhum insetos apareceu morto, mas devem ter se afastado das plantas. Dê água nas plantas e pulverize depois quando a umidade estiver alta.

Evitei contato com as abelhas sem ferrão jataí. Estas são as especiais, queridas e amadas do jardim!
Abelhas sem ferrão jataí

Dois dias depois, apliquei o fertilizante organomineral sob as mesmas condições. Se todas as plantas estiverem fortes, resistirão aos ataques dos insetos, pragas ou doenças. É claro que não evitará o ataque, por isso a prevenção é a melhor atitude a ser praticada.

Aproveitei para pulverizar as duas tillandsias que adquiri nesta semana.

Aproveitei também e resgatei várias na rua, depois da chuva forte. Os galhos secos não suportam o peso delas com água e quebram com o vento. Ficam no chão e são esmagadas pelos carros que transitam perto da guia.

Vou testar o cultivo delas na grade metálica, conforme orientação do produtor. Luz, claridade, ventilação.

O interessante é que elas não acumulam água e portanto, não haverá foco para o mosquito da dengue.

Duas Tillandsias que adoram sol e pouca água: T. ionantha e T. caput medusae Karsten
Flor branca e pequena da T. ionantha
Eis uma opção de cultivo delas nos terraços quentes e ensolarados dos apartamentos, reproduzindo as condições do deserto.

Bom cultivo de orquídeas, tillandsias e outras plantinhas, além das abelhas sem ferrão!




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Sustentabilidade e viabilidade econômica




Hoje trago alguns conceitos de sustentabilidade e viabilidade econômica.

Por princípio neguei os produtos químicos no meu orquidário doméstico. Tive muito receio e não tive a solução para os acontecimentos do dia-a-dia, ou seja não sabia onde iria a minha jornada na orquidofilia e muito menos os impactos nas orquídeas que estavam por aqui e nem quantas eu teria. Os gatos seriam preservados com o cultivo das orquídeas e ponto.

Hoje posso afirmar que ainda não recorri aos produtos químicos, exceto para salvar uma ou outra de fungos. Utilizo os serviços do orquidário comercial para tratamento mais severo.

Descobri através de uma amiga de uma amiga que havia um cultivo de mini hortaliças e brotos baseado na sustentabilidade visando o menor impacto ao meio ambiente como o uso racional de água e energia elétrica, a adoção de produtos alternativos para o controle de pragas e doenças e a substituição de fertilizantes químicos por produtos de base orgânica. Toda a produção está baseada nos princípios de sustentabilidade.

Fui checar e realizei uma visita no produtor. Olhem que interessante.

Estufas antigas
Estufas atuais desenvolvidas pelo produtor
Alface em crescimento na estufa atual
Outras hortaliças
Flor da rúcula italiana: comestível e utilizada na culinária gourmet
Brotos diversos para a culinária gourmet
Mais brotos diversos
 O interessante desta visita foi obter do produtor informações sobre investimento, conceitos de sustentabilidade e insumos orgânicos.

Missão cumprida! Percebi que há a viabilidade não somente econômica, mas um mercado interessante e em crescimento para cuidar de nossas orquídeas. Quem irá se beneficiar pela produção em escala será o consumidor final e o colecionador de orquídeas.

Soube também que eles utilizam as tais cooperativas agrícolas que compro alguns produtos para a orquidofilia. Muitos insumos e produtos para controle de pragas e doenças são os disponíveis para as orquídeas: fertilizante organomineral foliar e repelente natural.

Posso dizer que a escolha que fiz é viável e dará resultado na coleção Brasiliana!

Bom cultivo de orquídeas e produtos para a sua culinária gourmet!

Destaque do mês - Bifrenaria harrisoniae

Bifrenaria harrisoniae (clara e com perfume mais adocicado)
Sempre tive curiosidade no cultivo das Bifrenarias. Desde as primeiras exposições de orquídeas, eu as via e as achava bem interessantes. Adquiri algumas mudas, troquei por outras e neste ano duas delas deram a primeira floração.

Rapidamente elas dispararam dois botões em cada base do pseudobulbo.Total de 6 flores!!!!

Encontrei duas Bifrenarias com as flores abrindo! Felicidade de colecionador.
Bifrenaria harrisoniae (escura e perfume mais acentuado e não adocidado)
Ah, o perfume é completamente diferente de uma para outra. Seria injusto afirmar qual deles é mais interessante, mas tendo a considerar uma preferência para a cor mais clara, um pouco mais adocicado e suave.

Para colecionadores, a maioria considerou a cor escura melhor que a de cor clara.

Soube que vegetam nas rochas até 1000 de altura. Adicionei bastante brita no substrato.

Possuem pseudobulbo geométrico de formato tetragonal, folhas com até 25cm de comprimento, haste curta. Me passaram na reunião de orquidofilia que as flores podem aumentar mais de tamanho.

A prima tyrianthina tem a haste mais longa.

Gostam de muita luz, deixo-as debaixo do sombrite onde recebem frio à noite e sol durante o dia.

Amei a floração delas, há o que melhorar para o próximo ano. O importante é que acertei o local delas no orquidário. Antes eu cuidava demais delas e as mantinha debaixo do plástico agrícola com pouca luz.

Bom cultivo!