sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Nem tudo são flores! - Parte 3

 Nesta terceira e última parte, apresento as decisões que mudaram lentamente o meu orquidário no decorrer do cultivo e das ocorrências das pragas e doenças.

No meu orquidário
1-   Utilizei plástico agrícola e telha translúcida de PVC para cobertura do orquidário. Cada zona dele tem característica na iluminação e sombreamento, por isso o tipo de cobertura é diferenciado e a água do telhado da casa não atinge as orquídeas. A rega é manual e controlada principalmente no inverno.
Com os cuidados para combater a dengue, eliminei pratos e outras formas de cultivo que comprometessem a proliferação das larvas do mosquito.
2-   Utilizo bokashi três vezes ao ano e o chorume uma vez por mês tanto diluído nos vasos quanto pulverizado nas folhas. Ambos deram um bom resultado na prevenção das pragas e doenças, pois as plantas ficam fortes e nutridas.
3-   Sempre esterilize as tesouras para não contaminar as plantas. Nem toda doença é visível.
4-   Lenda ou não, utilizo canela em pó nos cortes para cicatrização e combate as bactérias e fungos. Percebo que o acabamento fica mais interessante, pois estanca o tecido vegetativo onde há o corte e a aplicação da canela. Quando necessário, faço uma pasta de canela em pó com vaselina neutra, aplico na superfície, dura mais na planta.


5-   Sempre mantenho os substratos secos em local claro e ventilado. Separo por tipo de substrato.
6-   Eliminei o cultivo nas cascas de madeira. Atualmente poucos exemplares estão em placas de peroba. Observei um número de insetos na casca do café. Cascas de ipê e cortiça são mais resistentes aos insetos, mas drenam rapidamente e não absorvem tanto a água, fazendo que a rega seja mais frequente, o que não condiz com o restante do mix de substrato que estão nos vasos cerâmicos. Mantive apenas a casca de peroba para algumas espécies: Cattleya walkeriana, Cattleya nobilior, Encyclia. Simplifiquei o mix do substrato e diminui a quantidade de musgo para equacionar um pouco a periodicidade das regas.
7-   Mantenho sempre em observação as orquídeas plantadas no musgo. Já tive problema com duas plantas que tiveram suas raízes literalmente comidas por um tipo de larva escura. Percebi que as folhas caíram verdes e lindas. Uma eu recuperei, a outra não. Não tenha medo de replantar a sua planta e verificar o que está acontecendo com ela. Sabe-se que o musgo utilizado é esterizado, prensado e seco, então a larva veio depois...talvez com outro substrato misturado ao musgo.


8-   Quarentena!!! Qualquer exemplar vindo de fora fica em quarentena com o granulo azul de combate ao caramujo e lesmas. No início havia um canteiro com lírios brancos dentro do orquidário, advinhem vários caramujos e lesmas subindo o muro e indo para as orquídeas suspensas por pendural no vaso cerâmico. Doei os lírios e combati todos com a catança manual durante a noite e depois com o Metarex.......Tchau, tchau lesmas e caramujos!

Vantagem- os grânulos ficam no vaso e não há interferência com os animais domésticos, fácil de aplicar e duram bem. Desvantagem- é um produto químico e não se deve ter contato com ele, faz parte da família dos aldeídos, é um tetramera de acetaldeído. O metaldeído dele faz a destruição total das células responsáveis pelo muco e destrói o sistema de membrana dos caramujos e lesmas.
Eu já havia tentado xuxu, cerveja, sal, etc. Nada resolveu.


A planta abaixo estava em quarentena e vejam o estrago realizado por um inseto.

 

Salve as suas orquídeas e os seus animais domésticos com pequenas medidas preventivas e efetivas.

Suas plantas agradecem e seus animais de estimação também!!!

Oliver, meu mascote agradece e manda lembranças à todos!



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