sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Epidendrum parkisonianum

Olá,


Dobra no labelo. Observe a proporção dos elementos do labelo.

Hoje gostaria de apresentar mais uma orquídea branca! É o Epidendrum parkisonianum. Mais uma branca florida em dezembro!



Também conhecida por:

Coilostylis parkinsoniana, Epidendrum aloifolium, Brassavola pescatorii, Epidendrum pugioniforme, Coilostylis pugioniformis
É epífita de florestas claras e quentes. De altitudes que variam de 900 a 2000 metros (imagino o vento e a brisa nestes locais).

Pendente

Considero o aspecto vegetativo dele bem exótico, diferente de muitas orquídeas. É pendente e suas folhas são sequenciais pelo rizoma como se fosse um keike (muda), mas a partir da folha nova ele emite a haste floral que pode conter 5 flores brancas que abrem rapidamente com cerca de 15cm.

Vegetativo interessante

De cultivo fácil, precisa de muita claridade e ficar pendurado numa placa ou substrato que não retenha água. 
Sua floração é dezembro, mas a literatura diz que pode florir a qualquer tempo...
Gosta de calor porque é da América Central. Deve gostar de umidade relativa do ar alta também porque deve ter muita influência da brisa do mar ou umidade das florestas.
Deixando as suposições de lado, quem visitou o seu habitat poderá dizer melhor. Não é o nosso caso, infelizmente. Procurei fotos do habitat e nada pude encontrar.
Este exemplar eu adquiri num lote. Foi escolhido à dedo, pois havia uma lista imensa e no local decidi por ele. Arrisquei e comprei sem ver a flor.
Veio cultivado numa bola de musgo sobre uma placa de xaxim já bem deteriorado dentro de um cachepot de peroba, supus que deve ser bem antigo...devo mantê-lo assim até ter sinais que o xaxim estará muito ácido para ele. Por enquanto ele tem emitido raízes novas e não devo alterar o cultivo dele.

Dica: No outono estava cultivado numa estufa com plástico agrícola com muito calor e sol. Deixei ele no sol da manhã debaixo do pinus durante o inverno. Na primavera trouxe para um lugar mais claro e protegido. Quando apresentou os botões, aumentei a rega e trouxe para dentro do orquidário num local com umidade relativa do ar alta. É neste local que ficará.
Tenho poucos exemplares do gênero Epidendrum. Este será um dos poucos que faço questão de tê-lo devido à facilidade de cultivo, orquídea branca  e perfume bem interessante, extremamente suave.

(Depois que fizer uma pesquisa de imagens e se interessar pelo formato da minha planta, sinto dizer que este não está à venda! Rs.)

Flor abrindo no primeiro plano. Flor aberta no segundo plano: apresenta sépalas e pétalas para trás.


Bom cultivo!


sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Compulsão por orquídeas

Olá, o tema hoje é sugestivo a comprar orquídeas! Há muito além da aquisição.

O início
O início da orquidofilia nunca acaba. Rs. Sempre juramos que não compraremos mais orquídeas e não resistimos, compramos sob qualquer desculpa esfarrapada.

Iremos em todas as exposições! Testaremos todos os vasos, substratos, produtos, etc.

Reflexão
Quando esta fase inicial passar, digo passar a comprar menos e passar a comprar de modo consciente ou criterioso; todo orquidófilo refletirá sobre o seu espaço e sua coleção. Dia virá que descobrirá que precisará de mais espaço ou que não tolera mais a coleção do modo que está: amontoada ou sem o resultado satisfatório de flores e qualidade da sua coleção.

Quanto mais se aprofunda na pequena insatisfação ou incômodo, mais estuda e aprende que precisa reaprender tudo. Ex. o substrato que vai bem na casa do seu colega não é tudo aquilo na sua coleção, algo está estranho. Outro ex. vai visitar um orquidário comercial e descobre que há preços justos e competitivos com a qualidade de flor, chega a refletir que irá comprar a partir da flor e não pelo preço de oportunidade (baixo e sem a flor, porque daqui um ano não poderá gostar da floração).

O estudo
Descobre que há artigos e textos que não explicam muito bem, pelo contrário acabam confundindo o conceito de luminosidade e sombreamento. A maioria dos livros trazem percentual de sombreamento. O que deve ser observado é que o sombreamento é para sol a pino, se há sombra no local, este percentual já ficou comprometido e irá se somar ao sombrite 80% que instalar, ou seja, é mais interessante medir lux no local e a partir daí instalar o que for garantir orquídeas floridas ( geralmente de 2.000 lux a 500 lux dependerá da espécie).

A encruzilhada
Terá que iniciar o desapego de alguns vasos. Uns ganhados, outros de valor expressivo, espécies que não ama incondicionalmente, outros que não faz questão e assim por diante.

Após esta "limpeza", renovação gradual, há necessidade de relocar alguns vasos, reavaliar o todo da coleção. Corrigir higienização, descarte, área de trabalho, replantio, setorizar algumas que podem ficar melhor noutro local.

Chega a hora de escolher novos fornecedores a partir da avaliação dos exemplares já adquiridos. Descobre que orquídeas que vieram plantas no musgo não se adaptam rapidamente no substrato misto de macadâmia. Opa!!! Troca de fornecedor ou pesquisa o que pode ser feito no replantio no seu orquidário doméstico???

Assim vai a crise de um orquidófilo. Nunca cessa todas as questões que pairam no cultivo e na coleção particular.

A observação se aguça e a exigência aumenta!

O juízo final
Não existirá. A fase acabará e começará outra.

Já ouvi testemunho que uma orquidófila se desfez de toda a sua coleção por desgosto com a vida, desilusão de algum tipo. Abriu mão das plantas. Após alguns anos retomou e surgiu com uma coleção espetacular!

O descarte
Poderá acontecer de se desfazer das demais plantas do jardim e da casa. Enfim, a vida se resumirá em orquídeas. Há orquídeas que já descobriu que não irão bem nas condições existentes.

Neste quadro, a família já não aguenta mais. Rs. Ou abandonam ou ignoram o orquidófilo no núcleo familiar. Os vizinhos tocam a campainha e chegam com orquídeas doentes para serem salvas pelo herói, aquele/a que tem um orquidário no bairro ou pior ainda doam porque acabou a floração.

Quando o colecionador se for para outra vida, a família se desfará da coleção de um jeito ou de outro porque não dá valor sentimental ou de qualquer tipo.

A felicidade
Quando uma flor abre, que alegria! Muda o dia do orquidófilo. Ele fica mais confiante, alegre e disposto! Observe o bom humor dele.

A preocupação
Quando algo não vai bem, ele fará uns telefonemas, pesquisará na internet, receberá "consultores", enviará fotos, lerá livros sobre o assunto. Ou seja, estará atarefado nas horas livres!

A ansiedade
Passará...
Se tornará um ser feliz, pleno de novos conhecimentos que a Natureza propicia através da orquidofilia.
Se tornará mais feliz por mais tempo! Perceba!
Muitos saíram da depressão porque se entregaram ao estudo das orquídeas...e com a ajuda dos especialistas da área da saúde.

O prêmio
Alguns querem medalha, medalha, medalha.
Outros cultivam porque acham a flor bonitinha e ponto.
Poucos valorizam a perfeição. Até hoje conheci somente uma colecionadora impecável na apresentação e nos exemplares de sua coleção.

Comportamento

Talvez esta crônica se aplique na sua vida de um modo ou outro amigo.

Bom cultivo orquidófilo de carteirinha!

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Diplocaulobium tentaculatum

Diplocaulobium tentaculatum ou Dendrobium tentaculatum
Primeiro dia: branca
Esta pequena orquídea habita as florestas da Malásia, Nova Guiné, Ilhas do Pacífico sul e a região nordeste da Austrália.

Umidade elevada.

Gosta de sol direto.
Dimensão da Flor: 1,5 x 1,5cm.
Época da Floração: primavera (novembro).

Esta eu adquiri de um orquidário de Jundiaí. É o segundo exemplar que tenho. O primeiro comprei em uma exposição em São Bernardo do Campo e rapidamente morreu.
Segundo dia: rosada
O motivo de eu insistir em cultivá-la: suas flores abrem rapidamente, duram apenas um dia na cor branca e no dia seguinte ficam rosadas e pronto, acabam.
Essa efemeridade me encantou! Espero vê-la florida o ano que vem e que sobreviva no Brasiliana.
Tem um perfume muito sutil durante a manhã, levemente adocicado como a Cadetia taylori também da Austrália. 
Rosada com amarelo

Você não deve entender o encanto de ver uma floração tão curta!
Eu digo da minha alegria de ver suas flores no primeiro e segundo dia. Alegria de encontrá-la no orquidário. A proporção de flores pelo número de folhas é interessante. Isto basta para tê-la na coleção.
É uma das poucas orquídeas do gênero Dendrobium que tenho e faço questão de mantê-la na coleção particular.
Bom cultivo desta pequena.





sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Pequenas notáveis: Stelis

Olá,

Escolhi as pequenas notáveis, micros ou mini orquídeas como preferirem denominá-las.

Há uma tentativa de definí-las pelo tamanho da flor, pelas características físicas mas ainda não é consenso a sua denominação, assim como a categoria botânica para premiações de cultivos nas exposições pelo Brasil e mundo afora.

São de flores pequenas e um charme no cultivo. Há várias espécies a serem escolhidas para uma coleção particular.

Hoje será dado um destaque para a Stelis. Há muito que aprender sobre elas.

Uma delas é a Stelis argentata. Dependendo da sua população, a cor da orquídea muda de claro para escuro.

Montei uma coleção de Stelis a partir da argentata. Gostei dela e como entouceira bem no período de um ano. Sua floração tem sido espaçada em dois períodos do ano: maio e novembro.


O desafio para o cultivo dela é que dê muitas hastes florais. Cada haste se desenvolve a partir da face da folha e parte superior do caule. Ainda não acertei a adubação ou a iluminação dela. Vem hastes mas não na quantidade desejada.

Adquiri as primas Stelis pauciflora, deregulares, fraterna, aprica, megantha. Nenhuma ainda deu o ar da graça com suas flores. Estão com novos brotos e tenho observado-as, corrigindo local para mais musgo ou umidade.
Stelis aprica

Ganhei a litoralis e a microstelis.
Acredito ser a litoralis, mas não pude confirmar pelas suas flores. Não abriram direito e não pude analisar se o tamanho das pétalas é diferente que as sépalas. Pelo seu crescimento lento e tamanho imagino não ser uma Stelis argentata...(ficarei devendo para a próxima floração)

Stelis microstelis com floração em novembro
Já a Stelis ciliaris. Não dá tanta haste, mas é a única desta relação que possui flores maiores e haste pendente. Teve floração em maio e agosto.
A cor verde se destaca nas flores escuras

Stelis ciliaris - sua haste pende formando uma graciosidade de suas flores com os botôes na sua extremidade.

Enfim, alguns orquidófilos não dão valor para estas pequenas e outras. Por outro lado, há alguns apaixonados por elas...(ainda bem que há gosto para todas. Rs).

Aqui no Brasiliana elas se adaptaram rapidamente. Todas foram replantadas no vaso cerâmico, isopor no fundo, mix de musgo chileno, casca miúda e carvão.

Rega quando necessário, adubação como as demais. Nada de especial.

Ah, esqueci de comentar que acrescento as micorrizas no replantio delas, é claro!

Bom cultivo das pequenas. Monte uma coleção delas. Ficará feliz com a floração delas, são extremamente delicadas.













sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Miltonia regnelli alba

Olá,
Apresento mais uma orquídea alba. A Miltonia regnelli alba.
Ela possui primas desde híbridas naturais até a tipo. 
Esta espécie é encontrada nos estados brasileiros: São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Se desenvolvem nos bosques na parte baixa das montanhas, lugares com umidade elevada.
Este exemplar eu adquiri num orquidário comercial na Granja Viana/Cotia. Veio florida em novembro do ano passado e neste ano já deu duas florações: talvez maio e agora.
Considero a sua forma geométrica bem interessante. Sua flor poderia estar contida num círculo geométrico com o centro levemente deslocado para cima.
Ela não possui nenhum perfume em especial.
Seu cultivo é fácil. Gosta de umidade e luz moderada o ano todo, inclusive no inverno.
O desafio é ter sua floração abundante com várias frentes e hastes em todos os sentidos. Cada haste costuma dar 3 a 5 flores com até 7cm de diâmetro.
Está cultivada no vaso cerâmico com musgo e casca com carvão. No fundo tem isopor em pedaços. Possui raizes finas e gostam de drenagem rápida.


Percebi que as formigas não tiveram interesse nela como tiveram com a tipo. Devo observar atentamente o desinteresse delas, ou o isopor as afastou ou ela não apresenta açucar como a tipo que sempre está com cochonilhas pretas.

Este exemplar tem potencial para entoucerar rapidamente e fazer parte da sua coleção pela facilidade e fascínio pelas suas flores na haste, além de ter duas florações por ano.

Bom cultivo!

Destaque do mês - Laelia sincorana alba

Laelia sincorana alba

Adoro orquídeas brancas! Não resisti este exemplar.

Estava no orquidário comercial de uma família bem tradicional no cultivo destas pequenas na Grande São Paulo. Havia várias cores e espécies, mas...escolhi esta pequena!

Fui fazer companhia com um amigo que tem paixão pelas Laelias e acabei adquirindo este exemplar.

Tenho muito a agradecer a família, pois aprendi muito sobre o mercado desta pequena e soube que ela serve de matriz para alguns cruzamentos.

Não me lembro de ter visto uma Laelia sincorana alba. Talvez por isso eu tenha prestado atenção nela.

Leiga sobre cruzamentos e novos exemplares, gostei dela por ser miúda, com flores para todo lado. Para o seu polinizador a cor branca provavelmente não será esta que ele visualizará.

Soube que ela é mais exigente no seu cultivo que as demais.

Registrei estas fotos para saber como ela foi adquirida e provavelmente no Brasiliana passará por adaptação de adubação, claridade e temperatura. Estava no local quente e úmido, pois as estufas ficam próximas ao riacho.
Suas pétalas e sépalas são estreitas

Veio plantada em musgo com isopor num vaso cerâmico com furo na base.
Sua floração está abundante: 3 hastes florais com 6 flores no total.
Dois últimos botões abrindo
Fica a dica: destine tempo e recursos financeiros para realizar visitas aos orquidários tradicionais que produzem os seus exemplares. Neles podemos observar condições gerais de cultivo, saber mais sobre a história da espécie ou da planta escolhida.

Assim montamos a coleção particular com orquídeas que tem algum significado em nossas vidas. Podemos recorrer às boas lembranças e aos momentos que desfrutamos com os amigos.

Avaliei a diferença quando somos bem-atendidos. Voltarei sempre!

Bom cultivo de albas!

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Cattleya schilleriana

Oi,
Hoje escolhi a Cattleya schilleriana.

Conhecida como uma orquídea chata de cultivar.

Sem noção disso comprei esta orquídea em 2011 no início da minha coleção. Veio linda, saudável plantada num vaso de plástico com substrato misto. Não havia dado flor e assim está até hoje. A sua cor verde-violácea me chamou atenção em relação as demais Cattleyas.

No primeiro ano ela definhou, mudei de substrato e replantei-a num vaso cerâmico.
No segundo ano ela teve vários ataques de cochonilhas e formigas é claro!
No terceiro ano, replantei-a no toco de café e ficou suspensa sem vaso ou substrato. Enraizou e estava indo super bem. Do nada, desidratou e parou de crescer.
No quarto ano, ela definhou mais um pouco.
No quinto ano aqui, coloquei o toco de café num vaso cerâmico com casca de macadâmia e carvão. Desidratou mais um pouco.

No início deste ano li num artigo ou ouvi que ela vai bem no local junto com Phalaenopsis. Replantei-a num vaso de plástico com o toco de café e tudo mais. Deixei-a abaixo das Phalaenopsis numa prateleira sobre os seixos rolado no canteiro de terra.

Fiz uma prece e dei um ultimato para que ela me indicasse o que eu deveria fazer para que ela sobrevivesse. Em pensamento reconheci que ela é bem resiliente e que deveria ter mais uma oportunidade para viver bem por aqui. Não desisti dela.


Aqui está ela, raizes novas e reagindo. O toco de café inclinado a deixa com a umidade no substrato e vaso de plástico e a parte de cima mais seco. Nele há cogumelos devido às micorrizas que utilizo no replantio junto ao substrato.




Descrição: bifoliada, folhas elípticas de até 12cm de comprimento e até 5cm de largura, possui pseudobulbos de até 16cm, Habitat: foi endêmica no Espírito Santo na Bacia do Rio Jucu.

Altitude: de 400 a 800 metros acima do nível do mar.

Umidade: elevada, principalmente à noite.

Período de floração: primavera.

Torço para que a Cattleya schilleriana possa se recuperar. Agradeço imensamente a oportunidade de compartilhar o cultivo dela com vocês (mesmo que visualmente o cultivo dela deixe a desejar).



sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Dica quente: substrato para Laelias purpuratas e outras orquídeas

Olá amigos,
Considerei esta dica quente!

Sobre o cultivo das Laelias purpuratas:

Um amigo me ajudou a replantar algumas plantas recém adquiridas e outras que estavam indo mais ou menos no Brasiliana, as Laelias purpuratas.

Eu adquiri um lote de cortes delas no ano passado e elas aceitaram bem a vitamina B com o cálcio, pulverizei por um mês uma vez por semana, enraizaram, entretanto não se desenvolveram depois do replantio no musgo.
A decisão pelo cultivo no musgo foi para que elas não se desidratassem e se adaptassem bem no primeiro ano aqui. Doce engano da minha parte. Elas empacaram!!!

A grande dica foi para que as Laelias ficassem somente com substrato graúdo sem nenhum musgo. Foram plantadas em vaso de plástico.

Substrato graúdo misto
Para as orquídeas que gostam do musgo:

Quanto ao musgo, eu deixava encharcado de água, espremia e replantava. Ele me passou que devemos usar pouca água e soltar as fibras. Isto faz que as raízes fixem bem rapidamente com o musgo.

Já comprei o musgo nacional, cor rosa e amarelado, solto no pacote. Vem com bastante areia e não gostei do resultado nas orquídeas. Prefiro o musgo chileno vendido mais prensado e mais encorpado. Parece o tal bom, bonito e barato, mas o preço é de importação/câmbio.

Musgo chileno com pouca água
Considerei ele molhado com um excelente rendimento. Ele reage bem com a micorriza e demais agentes do meu cultivo: chorume e bokashi.

Para evitar encharcamento no inverno utilizo espaçamento maior na rega e quantidade menor na mistura do substrato. Isopor no fundo do vaso tem apresentado uma boa condição com o musgo chileno.
Stelis argentata com musgo chileno, isopor e cultivada no vaso cerâmico

Sobre a fibra de côco:

Raramente utilizo fibra de côco desfiada ou em pedaços. No passado esta fibra reagiu muito com o bokashi e acabou queimando as raízes. Suponho que tenha decomposto rapidamente e ficado ácido para as orquídeas. É o que ouvi muito na época.

Utilizo o mix com fibra de côco nas Maxillarias e outras que possuem raízes finas e gostam de substrato seco de drenagem rápida. Sempre com muito carvão e cascas bem pequenas.

Substrato misto com fibra de côco


Sobre a casca da macadâmia com carvão:

Tenho preferência por ela, para orquídeas de porte médio para cima. A durabilidade do substrato é superior aos demais. Tem apresentado um bom resultado. Para as orquídeas que gostam de calor e umidade baixa não tenho conseguido um bom resultado: epidendrum e laelias. Ainda estou observando o que pode significar um melhor resultado, pois acrescentei um pouco de musgo e nada melhorou.
Bulbophyllum com macadâmia, carvão e brita

Aprendizado:

Estes cortes das Laelias foram saudáveis e resistentes por um ano! Uau.

Observe e troque experiências na prática com cultivadores, fornecedores, orquidófilos que estāo dispostos a ajudar a melhoria do cultivo da sua coleção.

Esse mesmo amigo recomendou algumas orquídeas que eu desconhecia nos três orquidários comerciais que visitamos juntos num só dia. Fizemos as compras, ficamos sem almoçar, voltamos com o carro lotado de novas orquídeas, trocamos cortes e as replantamos.

Quer vida melhor que a companhia dos amigos e das orquídeas floridas?

Bom cultivo e aproveite o feriado em casa replantando as suas orquídeas. Lembre-se de observar as raízes e escolher o substrato que melhor é aceito por elas.



sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Verificação de insetos e pragas nesta primavera

Olá,

Mais uma vez um assunto recorrente nesta primavera: insetos e pragas.

Semana com chuvas intensas, calor e insetos para todo lado.

Logo pela manhã encontrei este visitante.


Este caramujo pequeno de difícil visualização adora folha de pitanga

Este outro quase não vi, esteve na Microterangis hildebrandt.

Algo aconteceu nesta folha de Cattleya, ainda estou investigando.
Restou inspecionar cada vaso, canteiro e focos de possíveis insetos e pragas visíveis.

Não deixe acumular folhas de árvores e demais vegetação no piso ou canteiros do jardim e do seu orquidário. Estes insetos amam locais úmidos e folhas em decomposição.

Restou pulverizar inseticida/repelente natural com extrato vegetal ativo em tudo. Aplique sob sombra sem indício de chuva ou sol forte. Escolha um momento onde o vento seja favorável à pulverização. Não vi nada em especial, nenhum insetos apareceu morto, mas devem ter se afastado das plantas. Dê água nas plantas e pulverize depois quando a umidade estiver alta.

Evitei contato com as abelhas sem ferrão jataí. Estas são as especiais, queridas e amadas do jardim!
Abelhas sem ferrão jataí

Dois dias depois, apliquei o fertilizante organomineral sob as mesmas condições. Se todas as plantas estiverem fortes, resistirão aos ataques dos insetos, pragas ou doenças. É claro que não evitará o ataque, por isso a prevenção é a melhor atitude a ser praticada.

Aproveitei para pulverizar as duas tillandsias que adquiri nesta semana.

Aproveitei também e resgatei várias na rua, depois da chuva forte. Os galhos secos não suportam o peso delas com água e quebram com o vento. Ficam no chão e são esmagadas pelos carros que transitam perto da guia.

Vou testar o cultivo delas na grade metálica, conforme orientação do produtor. Luz, claridade, ventilação.

O interessante é que elas não acumulam água e portanto, não haverá foco para o mosquito da dengue.

Duas Tillandsias que adoram sol e pouca água: T. ionantha e T. caput medusae Karsten
Flor branca e pequena da T. ionantha
Eis uma opção de cultivo delas nos terraços quentes e ensolarados dos apartamentos, reproduzindo as condições do deserto.

Bom cultivo de orquídeas, tillandsias e outras plantinhas, além das abelhas sem ferrão!




sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Sustentabilidade e viabilidade econômica




Hoje trago alguns conceitos de sustentabilidade e viabilidade econômica.

Por princípio neguei os produtos químicos no meu orquidário doméstico. Tive muito receio e não tive a solução para os acontecimentos do dia-a-dia, ou seja não sabia onde iria a minha jornada na orquidofilia e muito menos os impactos nas orquídeas que estavam por aqui e nem quantas eu teria. Os gatos seriam preservados com o cultivo das orquídeas e ponto.

Hoje posso afirmar que ainda não recorri aos produtos químicos, exceto para salvar uma ou outra de fungos. Utilizo os serviços do orquidário comercial para tratamento mais severo.

Descobri através de uma amiga de uma amiga que havia um cultivo de mini hortaliças e brotos baseado na sustentabilidade visando o menor impacto ao meio ambiente como o uso racional de água e energia elétrica, a adoção de produtos alternativos para o controle de pragas e doenças e a substituição de fertilizantes químicos por produtos de base orgânica. Toda a produção está baseada nos princípios de sustentabilidade.

Fui checar e realizei uma visita no produtor. Olhem que interessante.

Estufas antigas
Estufas atuais desenvolvidas pelo produtor
Alface em crescimento na estufa atual
Outras hortaliças
Flor da rúcula italiana: comestível e utilizada na culinária gourmet
Brotos diversos para a culinária gourmet
Mais brotos diversos
 O interessante desta visita foi obter do produtor informações sobre investimento, conceitos de sustentabilidade e insumos orgânicos.

Missão cumprida! Percebi que há a viabilidade não somente econômica, mas um mercado interessante e em crescimento para cuidar de nossas orquídeas. Quem irá se beneficiar pela produção em escala será o consumidor final e o colecionador de orquídeas.

Soube também que eles utilizam as tais cooperativas agrícolas que compro alguns produtos para a orquidofilia. Muitos insumos e produtos para controle de pragas e doenças são os disponíveis para as orquídeas: fertilizante organomineral foliar e repelente natural.

Posso dizer que a escolha que fiz é viável e dará resultado na coleção Brasiliana!

Bom cultivo de orquídeas e produtos para a sua culinária gourmet!

Destaque do mês - Bifrenaria harrisoniae

Bifrenaria harrisoniae (clara e com perfume mais adocicado)
Sempre tive curiosidade no cultivo das Bifrenarias. Desde as primeiras exposições de orquídeas, eu as via e as achava bem interessantes. Adquiri algumas mudas, troquei por outras e neste ano duas delas deram a primeira floração.

Rapidamente elas dispararam dois botões em cada base do pseudobulbo.Total de 6 flores!!!!

Encontrei duas Bifrenarias com as flores abrindo! Felicidade de colecionador.
Bifrenaria harrisoniae (escura e perfume mais acentuado e não adocidado)
Ah, o perfume é completamente diferente de uma para outra. Seria injusto afirmar qual deles é mais interessante, mas tendo a considerar uma preferência para a cor mais clara, um pouco mais adocicado e suave.

Para colecionadores, a maioria considerou a cor escura melhor que a de cor clara.

Soube que vegetam nas rochas até 1000 de altura. Adicionei bastante brita no substrato.

Possuem pseudobulbo geométrico de formato tetragonal, folhas com até 25cm de comprimento, haste curta. Me passaram na reunião de orquidofilia que as flores podem aumentar mais de tamanho.

A prima tyrianthina tem a haste mais longa.

Gostam de muita luz, deixo-as debaixo do sombrite onde recebem frio à noite e sol durante o dia.

Amei a floração delas, há o que melhorar para o próximo ano. O importante é que acertei o local delas no orquidário. Antes eu cuidava demais delas e as mantinha debaixo do plástico agrícola com pouca luz.

Bom cultivo!

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Micorrizas e orquídeas

Olá,

Uma grande amiga me deu uma dica sobre a utilização de micorrizas para o cultivo de orquídeas. Utilizo as micorrizas para o cultivo das minhas orquídeas desde 2014.

Aprovei o resultado: elas se desenvolveram muito bem, saudáveis e com raízes para todos os lados.

Há uma condição para a micorriza se desenvolver: não utilize produtos químicos nem fungicidas. 

Utilizo bokashi e chorume, assim há uma condição para o seu desenvolvimento. 

Quando vi este cogumelo no Brasiliana, pensei que tudo está bem saudável. Sem produtos químicos e em desenvolvimento. Se houvesse uma tartaruga e ela comesse este cogumelo, nós também poderíamos digerí-lo. Foi assim que um amigo perdeu a chance de almoçar. A tartaruga dele devorou toda a safra anual de cogumelos no seu pomar!


Comprei um produto importado que é utilizado no cultivo de plantas em geral: nele há ectomicorriza (pisolithus tinctorius, rhizopogon luteolus, fulvigleba, villosullus e amylogopon, scleroderma cepa e citrinum) e endomicorriza (glomus etunicatum, intraradices, mosseae e aggregatum, tricoderma koningii e harzianum).

Este é o produto. Não me pergunte o que é o que....Rs.


Faço assim para cultivar a orquídea: deixo em quarentena, acaba a floração e replanto quando necessário, troco todo o substrato, limpo as raízes secas, coloco canela, preparo o substrato conforme a raízes e habitat da orquídea. Prefiro preparar tudo para controle de rega e não para rega abundante, pois o inverno exige maior atenção no controle de rega e temperatura. Faço o replantio completo e antes de completá-lo adiciono os grânulos de micorrizas onde há raízes saudáveis. Finalmente cubro com o substrato superficial no topo do vaso e realizo o tutoramento final antes de fixar o pendural.

Molho abundantemente o vaso e tudo mais, deixando escorrer bem.

Antigamente eu molhava o substrato para replantio. Hoje trabalho com tudo seco, substratos de excelente qualidade, limpos sem pó e rego abundantemente no final do replantio. Deixo o cuidado de não deixar as raízes desidratarem com o substrato novo.

Posso dizer que as minhas plantas deram um salto qualitativo e agradeço por esta dica e pela amizade especial desta amiga!

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Iluminação artificial no orquidário

Orquidófilos,

Hoje trago uma reflexão sobre a melhoria de condições gerais no orquidário doméstico: iluminação artificial.

Já tratamos deste assunto nas matérias anteriores sobre aspectos saudáveis no cultivo e no orquidário. 

Chamo a atenção para um pequeno cuidado que nunca fiquei satisfeita: iluminação artificial.

Primeiro porque considero importante o controle noturno para buscar lesmas e caramujos na época de chuva e umidade intensa. Nem sempre eles são atraídos por iscas em geral.

Segundo porque há a importância de dar uma repassada visual constantemente em qualquer horário. Se a luz artificial fica ligada num tempo razoável à noite, os insetos, caramujos e lesmas se ocultam.

Estes seriam os dois principais motivos para se buscar uma vantagem, uma solução na iluminação para inspecionar as orquídeas durante à noite. Garanto que não é falta do que fazer! Rs.

Pesquisei sistemas de emergência, led, lanterna e luminárias para área externa, etc. Na época o investimento seria alto e não havia garantia para curto-circuito ou infiltração. Teria tomadas, fios, transformadores, baterias, etc. A maior preocupação sempre foi água x equipamentos elétricos. 

Eis que nesta semana soube de uma lanterna para sistema de emergência com 30 unidades de led que funciona com carga elétrica bivolt e pode ser utilizada desconectada à rede elétrica. Tem consumo e autonomia de tempo 1w/hora, a relação custo x benefício compensa o investimento. Produto barato com cara de descartável mas de grande utilidade. Levíssimo de plástico duro branco que quebra! Testei e aprovei. Solução encontrada para inspecionar a coleção toda com um resultado rápido e eficaz. A intensidade da luz na cor branca faz total diferença na inspeção.

Anteriormente utilizei lanterna de bicicleta e lanterna manual para manutenção de carro, nada apresentou resultado satisfatório, consumia pilhas e não iluminaram bem, mal dava para enxergar algo. Cheguei até a pensar numa lanterna para acampamento e pesca, desisti devido ao peso e tamanho. Enfim, a saga terminou. Resta acabar com eventuais invasores que adoram raízes, brotos e folhas novas.

Tenho que lembrá-los que tentei o cultivo no sistema semi-hidropônico: garrafa pet vazada com argila expandida. Tudo estava indo super bem até que a Phalaenopsis equestri, presente do falecido Guy Amaral, foi atacada por um enorme caramujo que matei após verificar a folha danificada! E se eu não estivesse observando o ocorrido, a pequena teria ido embora rapidamente, devorada por um único indivíduo na calada da noite! Neste tipo de cultivo semi-hidropônico não há como deixar o granulo azul metarex para o invasor.



A pequena irá sobreviver, mas demorará porque tem crescimento lento, uma folha por ano, ou seja, paciência!

Bom cultivo e boa inspeção noturna!