sexta-feira, 5 de abril de 2019

Orchis papilionacea ou Anacamptis papilionacea - Orquidea terrestre do Mediterraneo



Orchis ou Anacamptis papilionacea é o detaque de hoje!
Visitando a Itália fiquei hospedada numa casa de oração numa das cidades visitadas. Lá fui conhecer o jardim e reconhecer algumas árvores nativas da Europa e entender o que havia lido sobre elas no livro A vida secreta das arvores - Peter Wohlleben.


Vi várias flores e um jardim extremamente bem cuidado pelas responsáveis.
Apreciei pedaços de cactos que se parecem com kiwi na textura e sabor oferecidos pela anfitreã. Vi eucaliptos nativos da Australia e que foram plantados no terreno, idem aqui e em qualquer lugar do mundo (Consideram o eucalipto o responsável pelo incêndio em Portugal em 2016 após ser atingido por um raio, sua explosão com o vento forte haveria se propagado o fogo rapidamente no seu entorno). Vi castanheiras antigas e nativas que preservam a umidade e a água no solo.

Percorrendo o jardim fiquei encantada com as flores rasteiras como a da foto acima. De repente vi uma cor de rosa com vinho e um labelo escandaloso para o tamanho da flor! Olhei cuidadosamente e desconfiei ser uma orquídea terrestre nativa da região. Pesquisei e nada. Dai ocorreu a idéia de tirar uma foto e enviar para um aplicativo de reconhecimento botânico denominado PlantSnap. Bingo! Possivel identificação para Orchis papilionacea. Pesquisando mais no Google soube ser nativa do Mediterrâneo e adora solo levemente ácido. Floração prevista para fevereiro, mas estavamos em março e as flores começavam a abrir naquela semana onde a temperatura começara a subir dois graus por semana.
Duas reflexões que ainda estou pesquisando

1- solo levemente ácido significa perto da sombra de um pinheiro onde elas estavam em grande número fora da projeção da copa.
2- o fato de ter tido um inverno intenso, retardou a sua floração em um mês e a razão da temperatura estar se elevando suas hastes florais despertaram rapidamente.

3- sem nenhuma pretensão de encontrar orquídeas durante a viagem, foi um presente inusitado conhecer o habitat da Orchis papilionacea!

Estando no seu habitat e vendo como ela desperta, posso modificar a localização e o cultivo das minhas terrestres da coleção Brasiliana. Por exemplo expondo-as mais ao sol, vento forte e subtrato mais compactado e levemente ácido. Toleram grande variação de temperatura e não toleram solo muito úmido ou retenção de água.

Dica - farei uma longa pesquisa de todas as terrestres que possuo na Brasiliana e revisarei substrato com a localização delas por aqui.

Bom cultivo das terrestres do Mediterrâneo e do mundo!





sexta-feira, 29 de março de 2019

Zootrophion atropurpureum








Lembre-se Zootrophion atropurureum é o nome dela!

Esta pequena possui bracteas que lembram as Restrepias. Crescimento rasteiro e flores que não abrem nas hastes. Quem teria isto na sua coleção.

- Eu! Ganhei de uma amiga que adorava minis no inicio da minha coleção Brasiliana.

Soube ser nativa do Brasil, li que ela existe em algumas ilhas do Caribe. Pode?

De fácil cultivo. O difícil é visualizar as suas flores escuras no meio da touceira!

Quantos as manchas nas suas folhas, fiz de tudo tratando-as como vírus. Nada adiantou e assim ficará. O ideal sera cultivá-las sem estas manchas. Se alguem souber, deixe a dica nos comentários do blog. Todos agradecem, pois todos reclamam ser dela esta característica.

Bom cultivo de Zootrophion!

sexta-feira, 22 de março de 2019

Cattleya labiata sanguinea H.F. Figueira x Cattelya labiata (CurupiraxPataxos)






Recomendada e escolhida pelo produtor de Curitiba quando estive lá no inverno de 2018, apresentou a qualidade superior de outras do mesmo gênero que possuo. Vegetativo forte e em ascensão, primeira floração com estas duas flores de tamanho considerável para o tamanho do seu vegetativo.

Vejam como suas pétalas são armadas e de forma bem interessante, formando um overlap, transpasse. Quanto ao labelo, bem alto para uma labiata, com o ângulo quase a 90 graus com a sépala superior.

Não escolheria por ser sanguinea e de cor escura, mas a maioria dos brasileiros preferem as de cores fortes e escuras. Admito que gostei dela porque não tem tanto contraste e pela qualidade do exemplar. Não me arrependi de comprá-la sem ver a flor. Agora imagino uma touceira com várias hastes florais num curto passar dos anos, que tal?

Gostei muito do seu perfume. Não saberia descrêve-lo e nem guardá-lo na memória. Hehehe. Já tentei e não consegui.

Observei que os exemplares deste produtor sempre são saudáveis e se adaptam bem aqui, por isso quando posso vou lá dar uma olhada e adquirir mais exemplares.

Bom cultivo das labiatas!

Ah, não me pergunte sobre a história deste exemplar, a comecar pelo nome do cruzamento. Hehehe.