sexta-feira, 23 de junho de 2017

Casa de ferreiro: espeto de pau - Parte 1/2

Olá,

Porque escolhi este título: sendo arquiteta, farei a obra sem o projeto porque estarei acompanhando tudo. Me empolguei para iniciar, tudo aconteceu tão rapidamente, tudo tão certo que não deu para fazer o projeto. Rs.

Hoje tenho algumas dicas sobre reforma e obras. Vinha adiando mas agora é o momento: preços começaram a cair, mês de férias, inverno sem tarifa extra de luz e escassez de água.

Esta atividade interfere muito no orquidário e na coleção particular das orquídeas. Visualize o espaço da reforma, circulação de mercadorias, etc. Isole ao máximo a área do orquidário para que cada vaso não seja prejudicado por poeira, madeira, tinta, etc.

Listarei parte do planejamento que fiz para iniciar a reforma interna na residência e devo compartilhar com vocês abaixo.

Guarde referências do que deseja como resultado final. Pode ser aplicativo, recorte de revistas, fotos, etc. Há muitas pessoas que possuam dificuldades para visualizar os espaços e as medidas finais, isto ajudará a transmitir aos executores do projeto/obra.

Contrate um projeto, sem ele não terá a lista completa e não visualizará tudo! Ele deverá fazer parte do contrato junto com a listagem de materiais e serviços, condições gerais e todos os acertos. O que é combinado, não sai caro!

Acompanhe a obra ou contrate quem o faça. É muito simples desejar um produto final e se frustar em não ter como refazer parte dos serviços já concluídos.

Importante:
1- Consulte profissionais especializados: arquitetos, engenheiros, vendedores experientes
2- Sempre vá conhecer o produto e serviço ao vivo, compre depois pelo site
3- Cadastre-se em todos os locais que tem algum item interessante
4- Acompanhe promoções por email durante um mês
5- Não se esqueça de consultar o Código de Obras para não ter nenhuma surpresa
6- Tenha referência de custo unitário para tudo. Numa eventual mudança de planos, terá argumentos para acréscimo ou redução/substituição
6- Reserve tempo para supervisionar aquisição/entrega/execução

Planejamento é tudo:
1- Relacione todos os serviços de mão de obra
2- Relacione todos os itens que terá que comprar
3- Reserve um espaço de trabalho e estoque de materiais
4- Segurança patrimonial e pessoal
5- Estipule os dias e horários de trabalho
6- Defina o período da obra ou data final, senão nunca termina
7- Defina condições de trabalho: alimentação, transporte, etc
8- Defina horário de carga e descarga, pois há restrições locais
9- Destine doações de alguns itens usados que sairão da obra
10- Defina abastecimento de água e energia
Mantenha estas as listas atualizadas e as leve para todo lugar que for.

Dica: estes itens podem ser comprados com instalação junto, daí exclua dos serviços da mão de obra.
1- Pedras: bancada, pingadeiras e soleiras
2- Vidros temperados: fixos ou peças avulsas e opção por reciclados
3- Caçamba: cada com 4,50m3 por cinco dias úteis
4- Frete: combinar sempre para não ter surpresas no valor final da compra

Até semana que vem com o final deste artigo.

Bom cultivo!


sexta-feira, 16 de junho de 2017

Bulbophyllum ramosae

Oi amigo apaixonado pelo gênero Bulbophyllum.
Trago hoje este B. ramosae.
Foi adquirido num leilão, dividido ao meio com um colega da associação no verão de 2014 e replantando num vaso cerâmico pequeno sem furos nas laterais. Mantido da forma que viera plantado com musgo e isopor.
Na época fiz uma pesquisa e não consegui fotos e informações de cultivo dele.
No ano passado cresceu bastante e sua floração não foi nada significativa.
Agora está exuberante com várias hastes florais.
Sua folha parece uma Stelis, curta e arredondada na ponta, mas é um Bulbophyllum porque o seu rizoma curto o denuncia. Não tem pseudobulbos.
Apesar da rega quase diária, a ponta da folha seca. Uma pena, ainda não identificada uma ação para corrigir este cultivo. Tenho uma Stelis argentata com este mesmo sintoma, talvez seja excesso de cálcio.
Está num local com claridade pela manhã e umidade relativa do ar alta.
Não tem perfume. Suas flores ficam abertas até 10 dias.
Há quem despreze estas pequenas! Ainda bem, assim podemos curtí-las com dedicação entre os que são apaixonados por elas.
Particularmente, o cultivo dos B. exigem espaço para a formação de touceiras. Eu já havia desistido deles, mas uma pequena como essa é irresistível!
Entouceira rapidamente
Labelo discreto

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Laelia anceps var. roeblingiana AM/AOS (*)

Olá,

Hoje trago algo inusitado. Faz cerca de dois anos que o vendedor está investigando.

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Floração quando a comprei em 2014
Comprei um corte da Laelia anceps var. roeblingiana AM/AOS (*), replantei-a num cachepot de madeira. Deixei-a debaixo do Ficus numa região de sol pleno, área sombreada e descoberta.

(*) Nota: AOS é sigla em inglês da Sociedade Americana de Orquídeas e AM é a sua premiação por mérito. Quando a comprei nem percebi estas anotações na sua etiqueta. Vi quando ela foi devolvida.

No ano seguinte, ela deu flores sem as estrias nas pétalas! Relatei o fato ao fornecedor. - Ela está com vírus! - Deixe-a aqui no orquidário e vamos tratá-la. Ficou um ano no orquidário comercial em Cotia recebendo cuidados para o tal vírus desconhecido que afetava as suas estrias.

Agora, a notícia: esta planta é assim! Ela não estava virótica! O DNA dela apresenta alternância nas suas flores. Vi lá no orquidário uma mesma planta com e sem estrias nas flores. Um tipo de flor em cada frente da planta do mesmo fornecedor. Acredite. Pasmem:)) É de cair o queixo. Devia ter tirado fotos dela. Rs.

Eita DNA! Quisera nós sabermos tudo sobre a genética das orquídeas. Faríamos um estrondo no mercado. Rs. Vejam a diferença de tamanho e cor nas pétalas de um ano para outro (foto acima e foto abaixo).
Floração de 2017


Sépalas e pétalas lisas como a tipo

Cultivada no cachepot de madeira, isopor no fundo e substrato misto na cobertura

Raízes saudáveis

O que posso dizer é o aprendizado no excelente atendimento e o conhecimento do produtor/fornecedor de Cotia. Recomendo! Comprometimento e pós-venda é tudo.

Sobre o cultivo, testei o uso de isopor (pedaços pequenos) e deu certo. Eu havia visitado um colecionador renomado que testou o isopor nas Cattleyas walkerianas. Adaptei para este exemplar pois gosta de superfície com boa drenagem.

Bom cultivo das Laelias anceps!